Filmes por gênero

RUA PARAÍSO (1992)

588, Rue Paradis
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Mother (Estados Unidos)
Quella strada chiamata paradiso (Itália)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: Henri Verneuil
Roteiro: Henri Verneuil
Produção: Mark Lombardo
Design Produção: Pierre Guffroy
Música Original: Jean-Claude Petit
Fotografia: Edmond Richard
Edição: Henri Lanoë
Figurino: Catherine Gorne-Achdjian, Chouchane Tcherpachian
Maquiagem: Jacky Bouban, Paul Le Marinel, M. Baurens, Manlio Rocchett
Efeitos Sonoros: Jean-François Auger, Alain Sempé, François Groult e outros
Efeitos Visuais: Jérôme Olivier
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1993

Elenco

Richard Berry Pierre Zakar (Azad Zakarian)
Omar Sharif Sr. Hagop, pai de Pierre
Claudia Cardinale Sra. Mayrig, mãe de Pierre
Nathalie Roussel Gayané, tia de Pierre
Diane Bellego Carole, esposa de Pierre
Jacky Nercessian Apkar
Isabelle Sadoyan Anna, tia de Pierre
Zabou Breitman Astrid Sétian
Jacques Villeret Alexandre Pagés
Sylvie Joly Georgette Sylva
Cédric Doucet Pierre, aos 7 anos
Tom Ponsin Pierre, aos 12 anos
Stéphane Servais Pierre, aos 20 anos
Danièle Lebrun Mãe de Alexandre
Henri Verneuil Padre, na igreja armênia
Maurice Chevit Nazareth
Ève Ruggieri Ève
Nicolas Vaccaro Tigrane
Bernard Musson Mordomo
Marie Verdi .
Ginette Garcin .
Jean-Pierre Delage .
Raoul Curet .
Alexis Tomassian .
Stéphane Slima .
Nicole Gueden .

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Às vésperas da estréia em Paris de mais uma de suas peças, o teatrólogo Pierre Zakar concede uma entrevista à televisão francesa.  À Ève, a entrevistadora, ele fala de sua infância, de como se apaixonou pelo teatro, depois de ter se formado em engenharia, como conheceu sua mulher, Carole, e evidentemente de sua obra.

Nascido na Armênia em 1915, com o nome de Azad Zakarian, mudou-se em 1921, com sua família, para Marselha, onde viveu até se tornar engenheiro.  Seus pais, Hagop e Mayrig, montaram uma pequena loja na cidade, sendo ajudados por suas tias, Anna e Gayané.  Não sendo ricos, moravam na zona pobre da Rua Paraíso.  A outra metade da rua era marcada por suas mansões, onde residiam as famílias abastadas da cidade.  Uma das passagens de sua infância em Marselha que mais o marcaram, foi a ida à mansão de um colega de escola, Alexandre, onde, ao chegar lá, foi humilhado por ele e por outros colegas ricos.  Quanto à Carole, ele a conheceu no Hotel Royal, em Evian, à beira do Lago Léman.  Alguns meses depois, os dois se casaram e tiveram dois filhos, Adrien de 10 anos e Charlotte de 12 anos.

No dia do ensaio geral de sua nova peça, "O Anel", seu pai chega à Paris e é levado para uma das mais caras suítes do Hôtel Royal Elysée, reservada por Carole, onde ele fica sozinho.  Após o almoço, vai até a rua do teatro e fica, sentado num banco, admirando o nome do filho no anúncio luminoso instalado em sua fachada.

Finalmente, chega a hora da estréia de "O Anel".  Antes da abertura das cortinas, Pierre observa a platéia lotada, onde se acham celebridades, críticos, Carole  e seus convidados, e pessoas comuns.  Ao voltar para sua sala, lê algumas mensagens que lhe foram enviadas com votos de sucesso.  Ao sair para fazer um lanche num Café, conhece uma jovem armênia, Astrid Sétian, responsável pela edição de um jornalzinho mensal e sua fã.  Pierre retorna ao teatro no momento em que as cortinas se fecham, sendo cumprimentado por críticos e por outras pessoas.

Ao ver uma reportagem feita com os pais de Pierre, na "Paris Match", Carole fica uma fera por achar que a mesma passa a idéia de que os mesmos são pessoas pobres e, por conseqüência, que não são ajudados por eles.  Instigado pela mulher, Pierre telefona ao pai reclamando do ocorrido.  O Sr. Hagop não diz uma palavra.  Logo depois, o teatrólogo o procura no luxuoso Hôtel Royal Elysée e não o encontra.  Na recepção, o informam que o Sr. Hagop pagou a conta e partiu em seguida, deixando apenas um bilhete para lhe ser entregue, o qual diz:  "Volto para casa, onde nossa porta e nossa mesa sempre estiveram abertas para um amigo de passagem.  Depois de seu telefonema, comprei a tal revista e a folheei com tristeza, procurando algo que pudesse ser motivo de vergonha para você e não encontrei nada.  Ao falar comigo pelo telefone, demonstrando toda a raiva que sentia naquele momento, talvez não tenha tido a coragem de mencionar seu depósito mensal.  Saiba, meu filho, que todo esse dinheiro acha-se na caixa existente em nossa cômoda.  Esse dinheiro é seu e nunca tocaremos nele.  Ele terá servido, apenas, para nos dar a ilusão de que poderíamos deixar de trabalhar quando quiséssemos, graças a nosso querido filho.  Para não magoar sua mãe, direi que fui recebido como um príncipe, o que é uma verdade a julgar pelo tamanho e o luxo da suíte que Carole reservou para mim.  Estou indo embora.  Teu velho pai, Hagop".

Já em Marselha, ao caminhar arrasado com a falta de calor humano encontrada em Paris, o Sr. Hagop tem um infarto e morre na rua.  No funeral, Pierre sente-se culpado pelo ocorrido, principalmente por ter aceito a sugestão de Carole de não levá-lo para sua casa, largando-o sozinho num hotel.  Esta, já na sala de embarque do aeroporto, propõe ao marido que a sogra passe alguns dias em Paris, onde ela tem amigos, desde que não se hospede com eles.  Em resposta, Pierre diz à mulher que há anos vem suportando em silêncio a amante do pai dela, seus amigos imbecis, seu irmão insuportável e suas irmãs idiotas.  Continuando, diz que chegou a hora de dar um basta em tudo isso e passar a cuidar mais de sua mãe.  Carole embarca com os filhos, enquanto Pierre volta à casa da mãe, onde a encontra rodeada de grandes e velhos amigos, recebendo a solidariedade de todos.

Mayrig é convencida a passar uns tempos em Paris na casa do filho.  Lá, recebe o carinho dos netos e, principalmente, de Pierre.  Quando Adrien demonstra o interesse em usar o nome original da família, Zakarian, e Charlotte o de aprender a língua armênia, Carole procura o marido e diz que os filhos estão sendo influenciados pela avó, de modo que, naquela casa ou fica ela ou Mayrig.  Imediatamente, Pierre chama os filhos e, na frente de Carole,  pergunta aos mesmos quais os motivos que os levaram a se interessarem pelo armênio.  A resposta dada por cada um não tem a menor ligação com a avó.  Diante do constatado, Pierre diz à Carole que ela é quem deverá deixar a casa.  Assim, o casal se separa.

Pierre procura a jovem Astrid Sétian, a fim de ouvi-la sobre a melhor forma de fazer para que seus filhos aprendam o idioma armênio.  Por coincidência, além de tomar conta de uma livraria especializada na cultura armênia e de imprimir mensalmente o jornalzinho "Horizons", na mesma língua, ela é ainda professora do idioma.

Seis meses se passam desde que Carole foi embora.  A peça "O Anel" continua a fazer sucesso com a casa cheia todas as noites.  As crianças fazem progresso no armênio.  Mayrig insiste em voltar para Marselha.  Sem que ela saiba, Pierre adquire a bela mansão da Rua Paraíso, nº 588, contrata empregados e faz uma grande surpresa à mãe, com o compromisso de visitá-la com freqüência.

De volta à Paris, ao apanhar os filhos no curso de armênio, convida Astrid para jantar um dia com eles, no que é fortemente apoiado pelas crianças.

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Comentários

"Rua Paraíso" é um ótimo e comovente filme francês.  Escrito e dirigido pelo cineasta de origem armênia, naturalizado francês, Henri Verneuil, narra a história de um bem-sucedido teatrólogo, igualmente armênio, desde sua infância pobre em Marselha.

Partindo de um roteiro inteligente por ele escrito, Verneuil apresenta, com habilidade, sutileza e realismo, um filme que procura mostrar a importância das relações humanas, principalmente daquelas ligadas à família.  Sua mensagem diz respeito a valores, tradições e amor, que podem se aplicar a todas as culturas.

A música de Jean-Claude Petit e o excelente trabalho apresentado pelos principais atores também são dignos de nota.

CAA