Filmes por gênero

VERMELHOS E BRANCOS (1967)

Csillagosok, katonák
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Rouges et blancs (França)
Los rojos y los blancos (Argentina, México, Uruguai)
L'armata a cavallo (Itália)
Sterne an den Mützen (Alemanha)
Gwiazdy na czapkach (Polônia)
De røde og de hvide (Dinamarca)
Röda och vita (Suécia)
Звезды и солдаты (União Soviética)
Pais: Hungria, União Soviética
Gênero: Drama, Guerra
Direção: Miklós Jancsó
Roteiro: Gyula Hernádi, Miklós Jancsó, Luca Karall, Valeri Karen, Giorgi Mdivani
Produção: Jenoe Goetz, András Németh, Kirill Sirjajev
Design Produção: Anatoli Burdo, Boris Chebotaryov, Ferenc Kopp
Fotografia: Tamás Somló
Edição: Zoltán Farkas
Figurino: Maya Abar-Baranovskaya, Gyula Várdai
Efeitos Sonoros: Zoltán Toldy
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1969

Elenco

József Madaras Comandante húngaro
Tibor Molnár Andras
András Kozák László
Krystyna Mikolajewska Olga
Jácint Juhász Istvan
Anatoli Yabbarov Capitão Chelpanov
Sergey Nikonenko Oficial cossaco
Mikhail Kozakov Nestor
Bolot Beyshenaliev Chingiz
Tatyana Konyukhova Yelizaveta
Viktor Avdyushko Marinheiro
Gleb Strizhenov Coronel
Nikita Mikhalkov Oficial Branco
Valeri Glebov .
Evgeniy Karelskikh .

Prêmios

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio da Crítica de Melhor Filme Estrangeiro (Miklós Jancsó)

Indicações

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Miklós Jancsó)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Diretor (Miklós Jancsó)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No verão de 1918, na Rússia, um bando de internacionalistas húngaros e seus camaradas do Exército Vermelho se refugiam em um mosteiro, fugindo dos Guardas Brancos. De acordo com a prática usada por ambos os lados, os Vermelhos forçam seus prisioneiros a removerem suas camisas e botas antes de serem executados.

Pouco tempo depois, os Brancos cercam o mosteiro e capturam os Vermelhos e seus aliados húngaros. O comandante húngaro, não suportando a pressão, pula para a morte de uma torre do sino, enquanto um oficial Branco repreende os húngaros por interferirem em um conflito russo. Os prisioneiros vermelhos têm cerca de 15 minutos para tentarem uma fuga, praticamente impossível, enquanto as tropas Brancas cercam o edifício.

Após o massacre, um húngaro abrigado por uma camponesa russa é abatido por um cossaco, o qual, por sua vez, é executado por um oficial czarista por tentar estuprar uma camponesa. Alguns dos revolucionários encontram abrigo em um hospital de campanha militar, onde uma equipe dedicada de enfermeiras se recusa a fazer distinção entre soldados feridos.

Os Brancos logo chegam, empenhados em descobrir os insurgentes, mas ninguém os ajuda até que Olga, uma enfermeira polonesa, perde a razão de seu silêncio quando o húngaro que ela amava é morto. Pouco depois, László, um jovem húngaro, escapa e traz de volta reforços Vermelhos enquanto seus companheiros são executados.

No entanto, o comandante Vermelho percebe que suas fileiras dizimadas têm pouca chance contra as vastas forças Brancas acampadas nas proximidades. Depois de reunir os prisioneiros Brancos e disparar para o ar, ele divide o grupo, ordenando que metade remova suas camisas e, em seguida, os conduz contra as forças Brancas, que se reagruparam à beira de um rio.

Enquanto os homens marcham em direção à morte, cantando a "Marselhesa", alguns em russo, outros em húngaro, os Brancos são levados a acreditar que isso é tudo o que resta do Exército Vermelho. Mais tarde, quando o segundo grupo, incluindo László, chega às linhas de frente, os homens param para saudar seus companheiros mortos.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Miklós Jancsó, “Vermelhos e Brancos” é um ótimo filme húngaro-soviético produzido pela Kinostudiva “Mosfilm” em 1967. Sua trama conta a história da Guerra Civil que afligiu a União Soviética em 1918, quando os húngaros se uniram às forças Vermelhas, provocando uma série de massacres em um mosteiro e em um hospital localizados próximos ao Volga.

Na direção, Miklós Jancsó realiza um excelente trabalho. Sem explicações históricas nem discursos políticos, o filme se concentra apenas nos fatos. A fotografia, a cargo de Tamás Somló, é de muito boa qualidade, com paisagens lindamente capturadas e cenas visualmente impressionantes.

Enfim, “Vermelhos e Brancos” é um filme que recomendo fortemente.   

CAA