Filmes por gênero

PASSADO PERDIDO (1956)

These wilder years
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Passé perdu (França, Bélgica)
Quegli anni selvaggi (Itália)
Das herz eines millionärs (Alemanha)
Mies ja hänen menneisyytensä (Finlândia)
Angeläget ärende (Suécia)
Ezek a szertelen évek (Hungria)
Szalone lata (Polônia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Roy Rowland
Roteiro: Frank Fenton
Produção: Jules Schermer
Música Original: Jeff Alexander
Fotografia: George J. Folsey
Edição: Ben Lewis
Direção de Arte: Cedric Gibbons, E. Preston Ames
Guarda-Roupa: Helen Rose
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 1958

Elenco

James Cagney Steve Bradford
Barbara Stanwyck Ann Dempster
Betty Lou Keim Suzie Keller
Walter Pidgeon Advogado James Rayburn
Edward Andrews Advogado Leland G. Spottsford
Don Dubbins Mark
Basil Ruysdael Juiz
Grandon Rhodes Roy Oliphant
Will Wright Motorista de Taxi
Lewis Martin Dr. Miller
Dorothy Adams Tia Martha
Mary Alan Hokanson Srta. Smith
Marc Platt Sr. Callahan
Mary Lawrence Sra. Callahan
Ruth Lee Srta. Adelaide Finch
Lois Kimbrell Secretária
Herb Vigran Guarda de Trânsito
Frank Connor Funcionário da Corte
Jimmy Hayes Jovem repórter
Edna Holland Enfermeira
Jack Kenny Motorista

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em sua empresa siderúrgica de Detroit, o magnata Steve Bradford informa seu Conselho Administrativo que ele vai ficar fora por algum tempo, cuidando de assuntos pessoais. No avião para a pequena cidade de Bufton, onde cresceu, Steve observa o desespero de um jogador de futebol de uma faculdade, que acabara de perder um grande jogo, e o exorta a relembrar as vitórias alcançadas, procurando esquecer as perdidas. No orfanato da cidade, ele revela à proprietária, a Sra. Ann Dempster, que procura o filho que ele abandonou quando criança, vinte anos antes. Quando ela o questiona por que ele quer saber de seu filho depois de todo esse tempo, ele confessa que tem tudo na vida, sucesso, dinheiro, prestígio, mas ainda se sente vazio, desejando, com esse ato, resgatar seus erros do passado.

A Sra. Dempster explica que a lei da adoção impede que ela dê informações sobre o jovem, após o que ele diz que sempre consegue o que quer. Eles são interrompidos quando um casal vem pegar seu bebê adotivo, o que faz com que a adolescente grávida, Suzie Keller, desate a chorar. Suzie encontra-se no orfanato até o nascimento de seu filho, embora não suporte a ideia de ter que entregar seu bebê. Sentindo uma proximidade com a jovem confusa, Steve a consola e, mais tarde, ele convida a Sra. Dempster para jantar, na esperança de fazer amizade com ela. Embora a Sra. Dempster concorde em jantar com ele e Suzie, em seu apartamento, ela recebe um telefonema e se vê obrigada a sair antes que ele chegue. Suzie cozinha para Steve e comenta que, depois que seu namorado foi convocado, ela se viu obrigada a deixar a cidade para evitar que seus pais caíssem em desgraça, por serem ricos e pertencerem à alta sociedade.

Quando a Sra. Dempster retorna, mais tarde, Steve serve seu jantar, ocasião em que ela comenta que o fato de seu filho ter sido adotado por outra família, a intrusão dele nessa família poderá ser cruel para o jovem. Embora ele tente doar um dormitório novo para o orfanato, a Sra. Dempster se recusa a dar informações sobre a família que adotou seu filho. No dia seguinte, Steve visita o advogado Leland Spottsford para consultar sobre os seus direitos em relação a seu filho, mas ao achá-lo um fanfarrão, ele procura o advogado especialista James Rayburn, pedindo-lhe para que ele venha à Bufton para ajudá-lo. Enquanto aguarda sua chegada, ele vai ao tribunal local para assistir uma audiência, que terá lugar naquela tarde, sobre o caso de Suzie.

No tribunal, ele ouve a verdade sobre a situação da Suzie: o pai dela desapareceu quando ela nasceu, sua mãe é morta e o pai do bebê nega sua paternidade. O tribunal permite que Suzie continue com a Sra. Dempster até o nascimento de seu filho, já que ela prometeu colocá-lo para adoção. Mais tarde, Steve rastreia a mãe de seu filho, Emily, e ao saber que ela mora em New Hampshire, ele voa até lá. Ao chegar à sua loja familiar, no entanto, ele descobre que ela morreu anos antes. Ao tentar conseguir informações com a irmã dela, Marta, esta o recebe friamente e pede-lhe para deixá-la em paz.

De volta à Bufton, ele encontra James, que lhe informa que, com bastante tempo e dinheiro, ele poderá encontrar uma brecha nas leis de adoção. Mais tarde, Steve procura Suzie, que conspira com ele para fazer com que a Sra. Dempster o acompanhe até uma loja de departamentos, onde ele compra brincos caros para a jovem, fingindo que se trata de bugigangas. Ao voltarem, a Sra. Dempster o aconselha a pensar mais em seu filho do que nele próprio, quando, de repente, ela recebe um telefonema de James comunicando-lhe que ela está sendo acusada de fraude, o que a leva a expulsar Steve de sua casa.

Quando o julgamento tem início, a Sra. Dempster é acusada de enganar Steve por colocar seu filho para adoção sem o consentimento dele. Embora saiba que a acusação é falsa e que a publicidade que se segue pode arruinar sua reputação, Steve acredita que o julgamento é sua única chance de ter acesso a seu filho. Como a Sra. Dempster obstinadamente se recusa a entregar os documentos, ela corre o risco de ser condenada por desacato à autoridade. Preocupada, ela afirma que se Steve tiver permissão para destruir a paz de seu filho, os pais adotivos e as crianças adotadas em todos os lugares temerão que o mesmo aconteça com eles. Em seguida, ela pede um intervalo e, ao retornar, ela lê uma declaração de Steve feita ao Serviço de Proteção da Criança, vinte anos antes, na qual ele negou a paternidade do filho de Emily. Steve reconhece as mesmas palavras usadas pelo namorado de Suzie e, humilhado, permanece em silêncio.

Depois que o juiz rejeita o caso, a Sra. Dempster informa Steve que Suzie foi atropelada por um carro e se recusa a ser operada com medo de prejudicar o bebê. Ele se apressa para chegar ao hospital, onde confessa à jovem que não pode se dar ao luxo de perdê-la porque ele é muito solitário, convencendo-a a se submeter à cirurgia. Ele passa a noite no hospital até que o médico lhe assegura que Suzie e seu filho recém-nascido estão passando bem. Exausto, Steve caminha até um boliche nas proximidades para aliviar a tensão. Ele é seguido por um jovem que se identifica como sendo seu filho Mark, afirmando que acompanhou a cobertura do julgamento pela imprensa.

Eles tentam conversar no bar do hotel, mas o nível de ruído os leva para a rua, onde Steve tenta explicar seu desejo para compensar o erro por ele cometido. Por outro lado, após descrever seu amado pai adotivo e, admitindo que ele seguiu a carreira de Steve através de jornais, durante toda sua vida, Mark afirma que, embora tenha planejado dizer que o desprezava, agora que o conheceu, sua raiva está desaparecendo. Em seguida, o jovem diz que também sentiu sua falta, mas recusa a oferta oferecida por Steve, afirmando que tudo que ele precisava era ter aquela conversa com ele.

Sabendo que a Sra. Dempster deve ter contatado Mark, Steve a procura para lhe agradecer. Ao se encontrarem, ele insiste em doar uma enorme quantia em dinheiro para o orfanato, ocasião em que ela gentilmente sugere que ele também poderia ajudar Suzie. Algumas semanas depois, Steve se prepara para retornar à Detroit, acompanhado de sua nova filha adotiva e de seu neto Stevie.

imagem

Comentários

Realizado pelo cineasta Roy Rowland, a partir de um roteiro escrito por Frank Fenton, “Passado Perdido” é um filme norte-americano produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1956. Sua trama, baseada num livro de Ralph Wheelwright, conta a história de um magnata da indústria siderúrgica que, arrependido, vinte anos após ter permitido que um filho ilegítimo recém-nascido fosse levado para um orfanato, a fim de ser adotado, volta à aquela instituição para tentar localizá-lo.

A direção de Rowland se mostra apenas razoável, embora consiga manter um bom ritmo, principalmente nos últimos trinta minutos. Por outro lado, a fotografia em preto e branco, assinada por George J. Folsey, certamente contribui para a boa qualidade do filme.

No elenco, os magníficos veteranos James Cagney e Barbara Stanwyck trabalham juntos pela primeira vez, brilhando como sempre. Merece ainda ser destacada a excelente participação de Walter Pidgeon no papel do advogado James Rayburn.

CAA