Filmes por gênero

O VELEIRO DA AVENTURA (1952)

Plymouth adventure
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Capitaine sans loi (França, Bélgica, Canadá)
Gli avventurieri di Plymouth (Itália)
La nave del destino (Espanha)
La aventura de Plymouth (Argentina)
Schiff ohne Heimat (Austria, Alemanha)
Mot nya äventyr (Suécia)
Dageraad der vrijheid (Holanda)
Rejsen mod det ukendte (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Aventura, Drama
Direção: Clarence Brown
Roteiro: Helen Deutsch
Produção: Dore Schary
Música Original: Miklós Rózsa
Fotografia: William H. Daniels
Edição: Robert Kern
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Urie McCleary
Figurino: Walter Plunkett
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Efeitos Especiais: A. Arnold Gillespie, Warren Newcombe, Irving G. Ries
Nota: 7.4
Filme Assistido em: 1962

Elenco

Spencer Tracy Capt. Christopher Jones
Gene Tierney Dorothy Bradford
Van Johnson John Alden
Leo Genn William Bradford
Barry Jones William Brewster
Dawn Addams Priscilla Mullins
Lloyd Bridges Coppin
Noel Drayton Miles Standish
John Dehner Gilbert Winslow
Tommy Ivo William Button
Lowell Gilmore Edward Winslow
Paul Cavanagh Governador John Carver
Noreen Corcoran Ellen Moore
Don Dillaway Stephen Hopkins
Kay English Catherine Carver
Elizabeth Flournoy Rose Standish
Ivis Goulding Alice Mullins
Elizabeth Harrower Elizabeth Hopkins
Kathleen Lockhart Mary Brewster
Murray Matheson Christopher Martin
Keith McConnell William White
Maggie McGrath Meggie
Matt Moore William Mullins
Hugh Pryne Samuel Fuller
John Sherman John Billington
Patrick Whyte Ellis
Rhys Williams Sr. Weston

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhores Efeitos Especiais

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em agosto de 1620, um grupo de ingleses religiosos, conhecidos como os peregrinos, aguarda no porto de Southampton o momento de iniciar uma viagem para a América do Norte. Sua viagem foi financiada por investidores da Virgínia, que planejam contratá-los para trabalharem numa empresa, durante cinco dias por semana, podendo eles trabalhar os dois dias restantes para si. Embora não seja um peregrino, o jovem carpinteiro John Alden está ansioso pela aventura e se inscreve para a viagem, assim como outros. O capitão do navio, chamado The Mayflower, é Christopher Jones, um vigarista que recebe o pagamento do Sr. Weston, da empresa da Virgínia, para mudar o curso do navio para a Nova Inglaterra, mas não comunica aos passageiros.

Uma vez à bordo, John encontra William Brewster, o líder fugitivo dos peregrinos, mas não comunica às autoridades. Na véspera do início da viagem, Weston revela que os termos do contrato foram alterados e que os colonos precisarão trabalhar os sete dias da semana para a empresa. Quando os passageiros se recusam a assiná-lo, o capitão Jones percebe que Weston tinha planejado isso e, secretamente, estava comprando a empresa falida da Nova Inglaterra, na esperança de que os peregrinos a tornassem lucrativa. No entanto, como a viagem já foi paga, o capitão Jones concorda em manter seus passageiros.

À noite, ele se embriaga numa taberna local e, ao voltar ao navio, encontra Dorothy Bradford, a bela e jovem esposa de William Bradford. Sentindo-se atraído por ela, o capitão Jones tenta forçá-la, mas seus gritos o obrigam a largá-la. Na manhã seguinte, 6 de agosto, o Mayflower, juntamente com o Speedwell, partem para a América. O jovem William Button diz, com alegria, que será o primeiro a avistar o Novo Mundo.

Por volta do dia 15 de agosto, o Speedwell encontra-se à beira de um naufrágio, fazendo com que o capitão Jones determine que ambos os navios retornem à Inglaterra. Em Plymouth, dezoito dos passageiros do Mayflower decidem permanecer na Inglaterra, e os demais sugerem que os que se encontrem no Speedwell viajem com eles, apesar das advertências de Jones quanto à eventual falta de alimentos e água para todos.

Quando John ajuda Priscilla Mullins a obter água fresca, ele presencia Dorothy jogando água ao mar. O imediato Coppin vê e a leva até a presença do capitão Jones, que revela que o nível de abastecimento de água se acha baixo, mas que sempre há água para uma amiga do capitão. Sentindo-se insultada, ela corre para sua cabine, onde Bradford lhe pede para que não interaja com os marinheiros. Dias depois, quando ocorre uma bruta queda da temperatura, William, dentre outros, adoece com febre pulmonar.

Ao ocorrer uma forte tempestade, os passageiros se mostram aterrorizados. Quando uma mulher diz, por engano, que seu filho se encontra no convés, Bradford vai procurá-lo e cai na água, sendo salvo pelo capitão Jones e Gilbert Winslow. Depois da tempestade, Dorothy procura o capitão Jones para agradecer-lhe por ter salvado seu marido.

Ao chegar o mês de outubro, a viagem conta com várias baixas, muitas devidas à febre ou escorbuto. As rações e lenha se tornam perigosamente baixas à medida que o frio aumenta. Certa noite, Dorothy se aproxima de Jones no convés. O capitão admite sua saudade por ela, mas ela simplesmente diz que descobriu seu segredo, que ele tem um coração. Na quarta-feira, 8 de novembro, no sexagésimo quarto dia da viagem, um dos cães farejadores do navio encontra um pássaro terrestre morto. Alguns passageiros levam William até o convés, mas, à medida que olha para o horizonte, ele colapsa e morre.

Depois que seu corpo é jogado ao mar, a terra finalmente é avistada. Embora os passageiros pensem que chegaram à Virgínia, um tripulante lhes diz que é a Nova Inglaterra, mas afirma que eles vão ficar apenas alguns dias antes de prosseguirem com a viagem. No entanto, quando Bradford e outros líderes procuram o capitão Jones, este lhes informa que ficarão na Nova Inglaterra. Bradford, que adivinhou que sua chegada à Nova Inglaterra não foi acidental, diz ao capitão que eles preferem ficar ali por ser uma terra menos ligada à Inglaterra, ao contrário da Virginia, que é uma colônia inglesa.

Alguns dos homens, liderados por Bradford, desembarcam na área, que chamam de New Plymouth. Antes de deixar o navio, ele diz à Dorothy que tudo o que aconteceu no navio será esquecido, revelando o quanto ela significa para ele. Mais tarde, Dorothy vai à cabine de Jones para pedir-lhe que fique, em vez de levar o navio de volta à Inglaterra, conforme planejado. Ele pede que ela volte com ele e os dois se beijam, mas ela diz que é errado deixar o marido. Jones conta que é igualmente errado ficar e pensar em outro homem, após o que Dorothy, incomodada, vai até o convés.

Três dias depois, é descoberto que Dorothy morrera afogada. Depois de mostrar seu desprezo por Bradford, o capitão retorna à sua cabine e chora. Quando o imediato Coppin o procura para exigir que voltem à Inglaterra, Jones luta contra ele e ordena que sua equipe volte para seus lugares.

No início de abril, os cinquenta e seis colonos que sofreram durante o forte inverno, prosperam com suas casas construídas e suas plantações adiantadas. O capitão Jones, que se tornou um amigo confiável, se despede dos colonos e lhes agradece por ensinar-lhe mais sobre o espírito humano. Antes de embarcar, ele procura Bradford, de quem se aproximou, e confessa que amava Dorothy, mas que ela nunca traiu seu marido.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Clarence Brown, a partir de um roteiro escrito por Helen Deutsch, “O Veleiro da Aventura” é um filme norte-americano produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1952. Sua trama, baseada num romance de Ernest Gebler, conta o drama vivido por um grupo de peregrinos ingleses quando, em 1620, embarcam em um navio em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos.

Na direção, Brown realiza um bom trabalho, embora nada excepcional, no que é ajudado por um roteiro marcado por ricos diálogos e pela exuberante fotografia a cores a cargo de William H. Daniels. Na área técnica, merece ainda ser lembrada a trilha sonora assinada por Miklós Rózsa.

No elenco, Spencer Tracy é particularmente convincente em seu papel, como capitão do Mayflower, e Gene Tierney encarna perfeitamente toda a fragilidade de seu personagem.

CAA