Filmes por gênero

SÓ RESTA A LEMBRANÇA (1951)

Bright victory
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Luz nas trevas (Portugal)
La nouvelle aurore (França, Bélgica)
Vittoria sulle tenebre (Itália)
Nuevo amanecer (Espanha, Argentina, México)
Lights out (UK)
Sieg über das Dunkel (Alemanha, Austria)
Ny gryning (Suécia)
Het licht dat verdween (Holanda)
Tilbage til livet (Dinamarca)
Блестящая победа (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Mark Robson
Roteiro: Robert Buckner
Produção: Robert Buckner
Música Original: Frank Skinner
Fotografia: William H. Daniels
Edição: Russell F. Schoengarth
Direção de Arte: Bernard Herzbrun, Nathan Juran
Figurino: Rosemary Odell
Maquiagem: Bud Westmore
Efeitos Sonoros: Leslie I. Carey, Corson Jowett
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Arthur Kennedy Larry Nevins
Peggy Dow Judy Greene
Julie Adams Chris Paterson
James Edwards Joe Morgan
Will Geer Sr. Lawrence Nevins
Nana Bryant Sra. Claire Nevins
John Hudson Cabo John Flagg
Philip Faversham Tenente Atkins
Larry Keating Jess Coe
Jim Backus Bill Grayson
Minor Watson Sr. Edward Paterson
Joan Banks Janet Grayson
Rock Hudson Dudek
Richard Egan Sargento John Masterson
Marjorie Crossland Sra. Paterson
Donald Miele Garvey
Murray Hamilton Pete Hamilton
Hugh Reilly Capitão Phelan
Mary Cooper Enfermeira Bailey
Russell Dennis Cabo Fred Tyler
Robert F. Simon Psiquiatra
Peggie Castle Eleanor
Ruth Esherick Enfermeira
Virginia Mullen Sra. Coe
Jerry Paris Reynolds

Prêmios

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro (Robert Buckner )

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Ator (Arthur Kennedy)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio Robert Meltzer (Robert Buckner)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (Arthur Kennedy)

Oscar de Melhor Gravação de Som (Leslie I. Carey)

Festival Internacional de Cannes, França

Grand Prix do Festival (Mark Robson)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Arthur Kennedy)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial, o Sgt. Larry Nevins é atingido pelo fogo alemão no norte da África. Uma vez resgatado, ele é enviado para os Estados Unidos a fim de tentar sua reabilitação visual, uma vez que seus olhos foram bastante afetados. No avião, Larry, um sulista da pequena cidade de Seminole no sudoeste da Flórida, conversa com um soldado de Atlanta até o momento em que percebe que o outro soldado é negro.
 
No Hospital Geral de Valley Forge, na Pennsylvania, onde cerca de 2.000 soldados cegos aprendem a conviver com sua nova condição, Larry toma conhecimento que nunca mais vai voltar a enxergar. Inconformado, vai ao banheiro tentar cortar seus pulsos, mas é impedido pelo Cabo John Flagg. Logo a seguir, o Tenente Atkins, seu oficial superior, pede-lhe que informe seus pais sobre sua nova condição e, quando ele se nega a fazê-lo, Atkins lhe diz que ele mesmo fará a revelação. Humilhado, Larry entra em contato com sua mãe e lhe informa que se acha cego. Atkins, então, revela a ele que também é cego, ocasião em que Larry se desculpa.
 
Durante um teste de obstáculos, Larry aprende que pode sentir uma parede à sua frente antes de alcançá-la. Feliz, ele telefona para a mãe para contar-lhe sobre a novidade. Larry torna-se amigo de Joe Morgan, um soldado de New Orleans que, sem ele saber, é negro. Durante um baile, Larry conhece Judy Green, com quem passa a agradável noite, e a quem ele admite ter uma namorada, Chris Paterson, na Flórida.
 
Antes de Larry viajar de licença para a casa dos pais, ele comenta que entre os novos homens que deverão chegar no dia seguinte, há três crioulos. Ofendido, Joe revela ser negro e, depois que Larry sai, os outros homens de sua ala deixam de falar com ele. Quando ele se queixa de que Joe lhe deveria ter dito que era negro, Flagg lhe pergunta se ele pretende descobrir qual a raça e a religião de todos que ele vier a conhecer antes de decidir se merecem ou não sua amizade. 

Às vésperas de sua viagem, Larry passa um fim-de-semana em uma cabana com Judy, com a irmã desta, Janet, e com Bill Grayson, marido de Janet. Bill, um advogado da Philadelphia, o encoraja a estudar direito, falando-lhe de um colega, Jess Coe, cego desde a 1ª Guerra Mundial, e que se tornou um dos melhores advogados processuais da cidade. Larry sente-se inseguro em relação às suas reais capacidades. Naquela noite, ele descobre que Judy o ama. Quando ela o beija, ele a afasta dizendo-lhe que ainda ama Chris, a filha de um rico fabricante de barris.
 
Ao chegar à Seminole, Larry repreende sua mãe quando ela faz um comentário depreciativo em relação aos crioulos. Sozinho com o pai, ele fala de sua amizade quebrada com Joe e se queixa da forma como sua mãe lhe ensinou a ver os negros. Seu pai lhe explica que sua mãe já foi ensinada por outros a pensar daquela forma, e lhe agradece por ter lutado na guerra em busca de um mundo melhor.
 
Na noite seguinte, durante uma festa preparada por Chris para ele, Larry lhe pede para, por enquanto, não ficar falando sobre sua cegueira e sobre seus planos. Durante o mês que passa com os pais, Larry descobre que sua pequena cidade é menos hospitaleira que Valley Forge, onde as pessoas são acostumadas a conviver com cegos. Embora planeje se casar com Chris no Natal, Larry não deseja aceitar o trabalho na Fábrica de Barris que o pai de Chris pretende dá-lo em consideração à filha. Poucos dias antes dele viajar para Avon, Connecticut, a fim de desenvolver uma habilidade, Larry tenta convencer Chris de que será melhor para ele conseguir seu próprio trabalho que aceitar um quase que por caridade. Depois de pensar sobre a situação, Chris lhe diz que não é forte o suficiente para aceitar o que ele tem em mente, e os dois terminam rompendo o seu compromisso.
 
Ao viajar para Avon, Larry para na estação ferroviária de Philadelphia, onde Bill, para quem Larry tinha enviado um telegrama, o apanha e o leva até a casa de Coe. Lá, Coe lhe diz que seu sucesso na Faculdade de Direito deveu-se ao fato dele poder se concentrar mais que os outros estudantes, bem como, pelo fato de sua dedicada mulher ler os livros de direito que não eram encontrados em braile. Ao voltar para a estação, Larry fica desapontado ao ver que Judy, a quem também enviara um telegrama, não foi vê-lo. Entretanto, pouco antes do trem partir, ela chega e os dois se abraçam.
 
Larry admite que foi procurar segurança no lugar errado. Os dois decidem que vão encontrar seus caminhos juntos e que ele vai se tornar um advogado. No trem, Larry ouve o nome de Joe. Os dois retomam sua amizade e viajam juntos até Avon.

imagem

Comentários

Baseado no romance “Lights Out” de Baynard Kendrick, “Só Resta a Lembrança” é um ótimo filme. Realizado pelo cineasta Mark Robson e com roteiro assinado por Robert Buckner, sua trama gira em torno da reabilitação de um sargento americano depois que ele perde a visão durante a 2ª Guerra Mundial, bem como, trata de temas como o racismo nos Estados Unidos dos anos 40.

A direção de Robson é eficiente, no que é ajudada por um roteiro sensível e muitíssimo bem estruturado, por uma bela fotografia e uma agradável trilha sonora.

No elenco, o grande nome a destacar é o de Arthur Kennedy, com um desempenho fantástico. Peggy Dow e Julie Adams, como as mulheres da vida de Larry, apresentam também boas atuações. No elenco coadjuvante, há vários atores que depois viriam a brilhar em papéis principais, como são os casos de Rock Hudson, na época com 26 anos, e Richard Egan, com 30.

CAA