Filmes por gênero

OS BOAS-VIDAS (1953)

I vitelloni
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Os inúteis (Portugal)
Les inutiles (França, Bélgica)
Los inútiles (Espanha, Argentina)
Die müßiggänger (Alemanha, Austria)
Gänget (Suécia)
Walkonie (Polônia)
Dagdriverne (Dinamarca)
Маменькины сынки (Rússia)
Pais: Itália, França
Gênero: Comédia, Drama
Direção: Federico Fellini
Roteiro: Federico Fellini
Produção: Mario De Vecchi, Lorenzo Pegoraro, Jacques Bar
Design Produção: Mario Chiari
Música Original: Nino Rota
Fotografia: Carlo Carlini, Luciano Trasatti, Otello Martelli
Edição: Rolando Benedetti
Figurino: Margherita Marinari
Maquiagem: Michele Bomarzi
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1955

Elenco

Franco Interlenghi Moraldo Rubini
Alberto Sordi Alberto
Franco Fabrizi Fausto Moretti
Leopoldo Trieste Leopoldo Vannucci
Riccardo Fellini Riccardo
Leonora Ruffo Sandra Rubini
Jean Brochard Francesco Moretti
Claude Farell Olga
Carlo Romano Michele Curti
Enrico Viarisio Sr. Rubini
Paola Borboni Sra. Rubini
Lída Baarová Giulia Curti
Vira Silenti Gisella
Maja Nipora Caterina
Achille Majeroni Sergio Natali
Silvio Bagolini Giudizio
Guido Martufi Guido
Milvia Chianelli Amiga de Riccardo
Gigetta Morano Mãe de Alberto e Olga
Giovanna Galli Bailarina
Franca Gandolfi Bailarina
Lilia Landi Ela própria

Prêmios

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Prata de Melhor Direção (Federico Fellini)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Direção (Federico Fellini)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator Coadjuvante (Alberto Sordi)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Produção (Jacques Bar, Mario De Vecchi, Lorenzo Pegoraro)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor História e Roteiro (Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Federico Fellini)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Rimini, uma pequena cidade italiana localizada na costa do Mar Adriático, Moraldo, Fausto, Leopoldo, Riccardo e Alberto formam um grupo que nada mais faz do que passar o seu dia-a-dia em farras, conquistas amorosas, salão de jogos. Sustentados pelos pais, eles não têm a menor vontade de trabalhar.

Certo dia, quando o verão chega ao fim, um violento aguaceiro interrompe um concurso de beleza. Sandra Rubini, eleita “Miss Sereia de 1953”, de repente fica chateada e desmaia. Rumores surgem de que ela está esperando um bebê do mulherengo Fausto. Pressionado por seu respeitável pai, Francesco, Fausto concorda em se casar e, em seguida, os recém-casados viajam em lua-de-mel.

Moraldo, o mais jovem do grupo e irmão de Sandra, observa a situação de Fausto e sonha em fugir para a cidade grande. Riccardo, o barítono, alimenta ambições irrealistas de se tornar um grande cantor. Alberto, o sonhador, é apoiado por sua mãe e por sua autossuficiente irmã, Olga. Vulnerável e afeminado, ele se sente infeliz pelo fato de sua irmã estar secretamente namorando um homem casado. Leopoldo, um aspirante a dramaturgo, discute com Sergio Natali, um excêntrico ator com quem ele espera contar.

De volta de sua lua-de-mel, Fausto é forçado a aceitar um emprego como assistente do chefe do almoxarifado de uma loja de artigos religiosos de Michele Curti, um amigo de seu sogro. Incorrigível, Fausto continua a abordar outras mulheres, inclusive quando está na companhia de sua esposa. Durante o baile de máscaras anual, ele fica deslumbrado com a beleza madura de Giulia Curti, esposa de seu empregador. Alberto, meio embriagado, dança com uma máscara feita de papel machê e, ao voltar para casa ao amanhecer, fica arrasado ao ver sua irmã fugindo com seu amante casado. Por outro lado, a tentativa ingênua de Fausto, para seduzir Giulia, faz com que ele seja humilhado e demitido. Como vingança, ele rouba a estátua de um anjo de seu antigo empregador e, com a ajuda de Moraldo, tenta vendê-la a um monge. Este, no entanto, desconfiado, recusa a oferta. Decepcionado, Fausto termina dando a estátua a um simplório camponês, que a coloca do lado de fora de sua cabana para admirá-la de longe.

Certo dia, ao tomar conhecimento de que Fausto ficou com uma atriz, Sandra foge de casa levando o bebê com ela. Riccardo, Alberto, Leopoldo e Moraldo se juntam à busca desesperada de Fausto para recuperar sua esposa e filho. Quando a encontram na casa do pai de Fausto, Francesco tira o cinturão e dá uma boa surra no filho. Mais tarde, Fausto e Sandra voltam para casa felizes e otimistas em relação ao futuro juntos.

Decidido a abandonar a monotonia de sua cidade, Moraldo embarca em um trem para qualquer outro lugar, provavelmente Roma.

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Comentários

Escrito e dirigido por Federico Fellini, “Os Boas-Vidas” é um ótimo filme franco-italiano produzido pelas empresas Peg-Films e Cité Films em 1953. Sua trama, baseada num livro de Ennio Flajano e Tullio Pinelli, conta a história de cinco amigos que, mantidos pelos pais, vivem em salões de jogos, farras e conquistas amorosas.

A direção de Fellini, como sempre, é consistentemente boa, apresentando um ótimo ritmo do início ao fim. Os diálogos são inteligentes, dentro de um roteiro muito bem estruturado. Merece ainda ser destacada a bela fotografia assinada por Carlo Carlini, Luciano Trasatti e Otello Martelli.

No elenco, Alberto Sordi brilha no papel do sonhador Alberto, seguido pelas atuações bastante convincentes de Franco Fabrizi, Leonora Ruffo e Franco Interlenghi.

Enfim, “Os Boas-Vidas” é um filme que recomendo a todos aqueles que admiram o trabalho de Fellini.

CAA