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DO DESTINO NINGUEM FOGE (1955)

The left hand of God
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A mão esquerda de Deus (Portugal)
La main gauche du Seigneur (França, Bélgica, Canadá)
La mano sinistra di Dio (Itália)
La mano izquierda de Dios (Espanha)
Del destino nadie huye (Argentina)
Die linke hand Gottes (Alemanha, Austria)
I Kinas våld (Suécia)
Luojan vasen käsi (Finlândia)
Левая рука Бога (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Edward Dmytryk
Roteiro: Alfred Hayes
Produção: Buddy Adler
Música Original: Victor Young
Fotografia: Franz Planer
Edição: Dorothy Spencer
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, Maurice Ransford
Figurino: Travilla
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Eugene Grossman, Harry M. Leonard
Efeitos Especiais: Ray Kellogg
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 1957

Elenco

Humphrey Bogart James 'Jim' Carmody
Gene Tierney Anne 'Scotty' Scott
Lee J. Cobb Mieh Yang
Agnes Moorehead Beryl Sigman
E.G. Marshall Dr. David Sigman
Robert Burton Reverendo Thomas Marvin
Leon Lontoc Bispo Pao Ching
Don Forbes Padre Joseph Keller
Carl Benton Reid Padre Cornelius
Richard H. Cutting Padre O'Shea
Victor Sen Yung John Wong
Philip Ahn Jan Teng
Benson Fong Chun Tien
Jean Porter Mary Yin
George Chan Li Kwan
Sophie Chin Celeste, enfermeira
Doris Chung Enfermeira
Peter Chong Fen Tso Lin
George Lee Mi Lu
Stella Lynn Pao Chu
Stephen Wong Dan
Candace Lee Jovem cantora

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1947, o padre americano Peter John O'Shea faz uma viagem torturante para chegar a uma missão católica em uma remota província da China. Ele quase se afoga e perde suas posses, mas encontra a missão, onde é recebido pelo Dr. David Sigman e sua esposa Beryl, que, juntamente com a enfermeira Anne "Scotty" Scott, administram o hospital da missão. Anne, que é católica, fica feliz com a chegada de O'Shea, mas na manhã seguinte, o Dr. Sigman diz ao padre que acha que a missão deve ser fechada. Na ocasião, ele comenta que os antecessores de O'Shea morreram, os habitantes das aldeias vizinhas se mostram relutantes em participar da igreja, e a pressão do caudilho Mieh Yang torna a região muito perigosa.

O'Shea vagamente aborda as preocupações do médico e, em seguida, vai até a aldeia mais próxima com Anne, que se mostra impressionada com seu tratamento respeitoso para com os anciãos da aldeia. O paroquiano John Wong pede a O'Shea para celebrar a missa, mas o padre lhe diz que não pode por ter perdido suas vestimentas. John o convence a pregar, e no domingo, o padre lê um trecho do Livro dos Sermões. Anne, que se encontra vestida para a ocasião, supõe que Beryl se acha atraída por O'Shea. Inicialmente, ela se mostra desapontada, mas depois sorri quando o padre passa a falar em chinês para a Congregação. Terminado o encontro, um estranho se aproxima do padre e cospe em seus pés, e este reage violentamente, atacando-o. Logo depois, Anne tenta confortá-lo, que se acha desapontado com sua falta de controle, ocasião em que ele fala sobre os planos para fechar a missão. Na conversa, ela revela que veio para a China porque seu marido, um piloto, caiu nas montanhas durante a segunda guerra mundial, e ela tinha esperanças de que ele fosse encontrado. No entanto, ao perceber que ele havia morrido, ela passou a ajudar os pobres aldeões da região.

Mais tarde, Beryl comenta com o marido o comportamento estranho de O'Shea, alegando que há algo de "errado" com ele. Na ocasião, ela sugere que Anne seja enviada de volta aos Estados Unidos, mas ele se recusa a considerar tal hipótese por precisar de seus serviços no hospital. Beryl, então, sugere a O’Shea que procure os conselhos do Reverendo Thomas Marvin, um líder protestante que se acha há alguns dias de viagem. Atendendo à sua sugestão, O’Shea viaja ao encontro do Reverendo Marvin e, ao encontrá-lo, faz uma surpreendente confissão. Ele diz que não é um padre católico, mas Jim Carmody, um piloto norte-americano durante a guerra que, ao ser abatido, foi resgatado pelo general Mieh Yang, chefe de uma guerrilha local, tornando-se seu segundo homem de confiança... e seu prisioneiro. Continuando, ele diz que certo dia, quando um dos homens de Yang matou o verdadeiro padre O’Shea, ele desertou e assumiu a identidade do padre morto, viajando em seguida para a missão na esperança de se juntar a uma caravana comercial com destino à costa.

Espantado, o Reverendo Marvin o instrui a escrever ao Bispo Pao Ching, em Sinkiang, e o exorta a retornar para a missão. Logo em seguida, eles recebem uma informação de que, alertados sobre a presença de Carmody na missão, os homens do Yang estão atacando as sete aldeias. Tal fato faz com que Marvin insista que “seu” povo precisa dele, mas Carmody se recusa a usar o colarinho de sacerdote novamente. Enquanto isso, aldeões tentam fugir, mas são interrompidos por soldados de Yang que batem neles e os enviam de volta à missão, numa tentativa de provocar Carmody a se revelar. Três dias depois, Carmody aparece novamente vestido como sacerdote e, sem revelar sua verdadeira identidade, continua a agir como O’Shea e diz aos aldeões que eles nunca poderiam vencer os homens do general Yang. Aos Dr. Sigman, Beryl e Anne, ele pede que confiem nele, mas em pouco tempo, a missão está transbordando de refugiados.

Determinado a acabar com a situação, ele se reúne com o general Yang e, quando este lhe pede para retornar ao seu posto, ele propõe um jogo de dados para determinar seu destino. O general concorda que, se Carmody ganhar, ele deixará as aldeias em paz, bem como a missão e o americano. Caso contrário, se ele for o vencedor, Carmody ficará obrigado a retornar ao seu posto e trabalhar para ele pelos próximos cinco anos. Jogados os dados, o americano sente-se profundamente aliviado ao vencer. Naquela noite, Carmody diz à Anne que ele é um impostor, e ela sente-se aliviada ao saber que não tinha se apaixonado por um verdadeiro padre.

Pela manhã, os padres Cornelius e Joseph Keller chegam à missão e questionam Carmody a respeito da carta que ele enviou ao Bispo, detalhando suas aventuras. O padre Cornelius duvida, principalmente, de sua sinceridade ao falar da derrota por ele imposta ao general Yang, que ele chamou de “milagre”, ao que o americano afirma que tudo não passou de um jogo de dados. Impressionado com o fato de ele arriscar cinco anos de sua vida para salvar a missão, Cornelius afirma que o bispo quer que ele continue fingindo ser um padre, bem como, que ele vá à Sinkiang, onde sua punição será decidida. Por outro lado, Cornelius explica que, como os paroquianos não foram prejudicados por sua impostura, saber a verdade sobre a verdadeira identidade de seu amado padre, só iria destruir sua fé.

No dia seguinte, Carmody se despede do Dr. Sigman, da Sra. Beryl, de John Wong e de seus paroquianos, enquanto dentro da missão, Anne diz ao padre Cornelius que, apesar de sua decepção, Carmody era um bom padre. Surpreso pela devoção que Carmody inspirou aos paroquianos, o padre Cornelius diz à Anne o verdadeiro nome do piloto, enquanto o observam partir.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Edward Dmytryk, a partir de um roteiro escrito por Alfred Hayes, “Do Destino Ninguém Foge” é um bom filme norte-americano produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1955. Sua trama, baseada num livro de William E. Barrett, se passa na China durante a guerra civil do final dos anos 1940.

Embora não se trate de uma obra premiada, a direção de Dmytryk  é de primeira linha, assim como a fotografia em cinemascope, assinada por Franz Planer, e a bela trilha sonora a cargo do grande Victor Young. No elenco, destacam-se as atuações de Humphrey Bogart e Lee J. Cobb, seguidas pela de Gene Tierney, a eterna “Laura” de Otto Preminger.

CAA