Filmes por gênero

A PELE QUE HABITO (2011)

La piel que habito
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A pele onde eu vivo (Portugal)
The skin I live in (Estados Unidos)
La peau que j'habite (Canadá)
La pelle che abito (Itália)
Huden jeg bor i (Dinamarca)
Skóra, w której żyję (Polônia)
Under huden (Noruega)
Кожа, в которой я живу (Rússia)
Pais: Espanha
Gênero: Drama, Horror, Suspense
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Agustín Almodóvar, Esther García
Design Produção: Antxón Gómez
Música Original: Alberto Iglesias
Direção Musical: Javier Casado
Fotografia: José Luis Alcaine
Edição: José Salcedo
Direção de Arte: Carlos Bodelón
Figurino: Paco Delgado
Guarda-Roupa: Jean-Paul Gaultier, Sonia Isla e outros
Maquiagem: Karmele Soler, Sebastian Lochmann, Tamar Aviv e outros
Efeitos Sonoros: Iván Marín, Josep Prieto, Pelayo Gutiérrez e outros
Efeitos Especiais: Reyes Abades, Daniel Reboul, Joaquín Vergara e outros
Efeitos Visuais: Eduardo Díaz, Helen Martí e outros
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 2012

Elenco

Antonio Banderas Robert Ledgard
Elena Anaya Vera Cruz
Marisa Paredes Marilia
Jan Cornet Vicente
Roberto Álamo Zeca
Eduard Fernández Fulgencio
José Luis Gómez Presidente do Instituto de Biotecnologia
Blanca Suárez Norma Ledgard
Susi Sánchez Mãe de Vicente
Bárbara Lennie Cristina
Fernando Cayo Médico
Chema Ruiz Policial
Concha Buika Cantora
Ana Mena Norma jovem
Teresa Manresa Casilda Efraiz
Agustín Almodóvar Agustín
Miguel Almodóvar Filho de Agustín
Marta R. Mahou Professora de Yoga
Violaine Estérez Colega do Dr. Ledgard
Azahara Moyano Cirurgiã plástica

Prêmios

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua não Inglesa (Pedro Almodóvar, Agustín Almodóvar)

Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror, USA

Prêmio Saturn de Melhor Filme de Horror

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio da Juventude (Pedro Almodóvar)

Prêmio Vulcain (José Luis Alcaine)

Indicações

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Espanha)

Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror, USA

Prêmio de Melhor Ator (Antonio Banderas)

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Elena Anaya)

Prêmio de Melhor Maquiagem (David Martí, Kazuhiro Tsuji)

Associação dos Críticos de Cinema da Argentina

Condor de Prata de Melhor Filme Iberoamericano (Pedro Almodóvar)

Círculo de Críticos de Cinema da Austrália

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios da British Independent Film, Inglaterra, Reino Unido

Prêmio de Melhor Filme Independente Internacional

Sinopse

O cirurgião plástico Robert Ledgard conseguiu cultivar uma pele artificial, resistente a queimaduras e picadas de insetos, que ele chama de "GAL" e que diz estar testando em camundongos. Ele apresenta seus resultados em um simpósio médico, mas ao revelar que também realizou experimentos transgênicos ilegais em seres humanos, ele é proibido de continuar com suas pesquisas.

Em sua propriedade isolada, Ledgard mantém uma jovem chamada Vera em cativeiro, com a ajuda de uma de suas empregadas, Marilia. Por outro lado, face à suspensão de seus experimentos oficiais, ele pede à Marília para dispensar os outros criados.

Certo dia, quando Ledgard não se encontra em sua propriedade, o filho de Marilia, Zeca, após cometer um assalto, chega fantasiado de Tigre e pede à sua mãe para escondê-lo por alguns dias. Pouco depois, ao ver Vera através das câmeras de segurança, ele a amarra e, em seguida, a estupra. Ao retornar à sua propriedade, Ledgard mata Zeca.

Enquanto Ledgard se livra do corpo de Zeca, Marilia diz à Vera que ela é a mãe de Zeca e de Ledgard com homens diferentes. Na ocasião, ela comenta que, ao crescerem, Zeca foi viver na rua e contrabandear drogas, enquanto Ledgard foi para a faculdade de medicina e se casou com uma mulher chamada Gal. Anos depois, quando Zeca voltou, ele e Gal fugiram juntos e, ao se envolverem em um terrível acidente de automóvel, ela ficou gravemente queimada. Passando a viver na escuridão e sem espelhos, certo dia, ao ouvir sua filha Norma cantando no jardim, Gal acidentalmente viu seu próprio reflexo na janela e, traumatizada, pulou para a morte.

Voltando ao presente, Ledgard retorna à sua propriedade e passa a noite com Vera. Ao adormecer, ele sonha com o dia em que encontrou sua filha inconsciente no chão. Na época, ela se achava mentalmente instável, por presenciar o suicídio de sua mãe. Acreditando ter sido estuprada, ela desenvolveu um medo de todos os homens e passou oito anos internada numa instituição de saúde mental, quando terminou se matando como ocorrera com sua mãe.

Na mesma noite, Vera sonha com Vicente, um jovem que trabalha na loja de roupas de sua mãe e que, ao conhecer Norma numa festa, caminha com ela pelo jardim, enquanto ela fala dos medicamentos psiquiátricos que tomara. De repente, ela começa a tirar suas roupas afirmando que, se pudesse, ficaria nua o tempo todo. Vicente a beija e a elogia. Enquanto os dois se encontram deitados, com Vicente em cima dela, ela de repente tem uma reação às suas fantasias sexuais e começa a gritar. Em sua tentativa de silenciar seus gritos, Vicente bate nela, deixando-a inconsciente e, confuso, deixa o local antes de Ledgard chegar.

Ledgard, no entanto, o rastreia e, após derrubar sua moto, o seqüestra e o mantém em cativeiro. Em seguida, ele o submete a uma vaginoplastia e o instrui a alongar lentamente sua nova vagina. Durante um período de seis anos, Ledgard transforma fisicamente Vicente em uma réplica de sua falecida esposa e o chama de Vera. Nesse período, Vicente se esforça para manter-se são, procurando agarrar-se à sua verdadeira identidade.

Após uma ausência de quatro anos, Marilia volta a trabalhar na casa de Ledgard para cuidar de Vera, ou seja, de Vicente. Na ocasião, ele revela à Marília que foi mantido em cativeiro nos últimos seis anos.

De volta ao presente, o novo relacionamento de Ledgard com Vera desanima Marilia, que não confia nela. Fulgencio, um dos colegas de Ledgard, lê uma reportagem sobre o saudoso Vicente e o reconhece como um de seus pacientes de mudança de sexo. Ele acusa Ledgard, que é defendido por Vera, ao afirmar que sua participação foi voluntária e que ele, Vicente, sempre foi uma mulher.

Durante a noite, Ledgard e Vera começam a fazer sexo, durante o qual, alegando estar à procura de lubrificante, ela pega a arma de Ledgard e o mata. Ao ouvir o tiro, Marilia entra no recinto e encontra Ledgard, seu filho, morto na cama. Ela também é baleada por Vera, que se achava escondida debaixo da cama, e diz, em seu último suspiro: “Eu sabia”.

Libertado do cativeiro e da necessidade de brincar com os caprichos de Ledgard, Vicente (Vera) retorna à loja de roupas de sua mãe pela primeira vez depois de ter sido seqüestrado. Em lágrimas, ele comenta com sua ex-colega lésbica, Cristina, o que ocorrera com ele nesses anos em que estivera desaparecido e, quando sua mãe chega e o vê, ele revela sua identidade ao dizer: “Eu sou Vicente”.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo grande cineasta espanhol, Pedro Almodóvar, “A Pele Que Habito” é um excelente filme produzido em 2011.  Sua trama, baseada no romance “Tarántula” de Thierry Jonquet, conta a história de um cirurgião plástico sem escrúpulos, interpretado por Antonio Banderas.

Como de hábito, Almodóvar brilha na direção, no que é ajudado pela magnífica fotografia a cargo de José Luis Alcaine. Na área técnica, merece igualmente elogios a deliciosa trilha sonora assinada por Alberto Iglesias.

No elenco, Antonio Banderas e Elena Anaya brilham em seus respectivos papéis, seguidos pelo ótimo desempenho de Marisa Paredes como Marilia.

CAA