Filmes por gênero

A MULHER DA AREIA (1964)

Suna no onna
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Woman of the Dunes (Estados Unidos, Inglaterra)
A mulher das Dunas (Portugal)
La femme des sables (França)
Una mujer en la arena (Argentina, Espanha, México)
La donna di sabbia (Itália)
Die Frau in den Dünen (Alemanha)
Kvinnan i sanden (Suécia)
Kobieta z wydm (Polônia)
De vrouw in het zand (Holanda)
Женщина в песках (União Soviética)
Pais: Japão
Direção: Hiroshi Teshigahara
Roteiro: Kôbô Abe, Eiko Yoshida
Produção: Kiichi Ichikawa, Tadashi Ôno
Design Produção: Tôtetsu Hirakawa, Masao Yamazaki
Música Original: Tôru Takemitsu
Fotografia: Hiroshi Segawa
Edição: Fusako Shuzui
Efeitos Sonoros: Ichirô Katô, Shigenosuke Okuyama, Keiji Mori
Nota: 9.2
Filme Assistido em: 1965

Elenco

Eiji Okada Entomologista Niki Jumpei
Kyôko Kishida Mulher
Hiroko Itô Esposa do entomologista
Kôji Mitsui .
Sen Yano .
Ginzô Sekiguchi .
Kiyohiko Ichihara .
Hideo Kanze .
Hiroyuki Nishimoto .
Tamotsu Tamura .

Prêmios

Prêmios Blue Ribbon

Blue Ribbon de Melhor Filme

Blue Ribbon de Melhor Direção (Hiroshi Teshigahara)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio do Júri Especial (Hiroshi Teshigahara)

Grand Prix de l'Union de la Critique de Cinéma

Grand Prix de l'UCC

Prêmio Kinema Junpo, Tóquio, Japão

Prêmio Kinema Junpo de Melhor Filme (Hiroshi Teshigahara)

Prêmio Kinema Junpo de Melhor Direção (Hiroshi Teshigahara)

Mainichi Film Concours, Tóquio - Japão

Prêmio Mainichi de Melhor Filme (Hiroshi Teshigahara)

Prêmio Mainichi de Melhor Direção (Hiroshi Teshigahara)

Prêmio Mainichi de Melhor Direção de Arte (Tôtetsu Hirakawa, Masao Yamazaki )

Prêmio Mainichi de Melhor Trilha Sonora (Tôru Takemitsu)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Hiroshi Teshigahara)

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Japão)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Hiroshi Teshigahara)

Sinopse

O entomologista Niki Jumpei viaja até uma pequena aldeia para coletar insetos que habitam as dunas de areia da região. No final do dia, ao perder o último ônibus para casa, os aldeões sugerem que ele passe a noite na casa de uma jovem viúva, uma mulher simples cujo marido e filha foram mortos durante uma tempestade de areia e agora mora sozinha. Ela serve aos aldeões, cavando areia para ser vendida a pessoas que trabalham com concreto, além de ter o benefício de proteger o local, onde mora, do avanço da areia e de eventuais tempestades.

Na manhã seguinte, ao tentar sair da casa, localizada no subsolo, ele descobre que a escada que dá acesso ao exterior foi removida e que ele fora enganado pelos aldeões que o prenderam ali para trabalhar como escravo. Os aldeões esperam que ele se torne marido da viúva e os ajude a cavar a terra. Certa manhã, usando um gancho improvisado, Niki consegue fugir, mas não estando familiarizado com a geografia da área, termina ficando preso numa areia movediça. Os aldeões o encontram e o levam de volta para a casa da viúva.

Com o passar do tempo, ele termina se resignando com sua situação. Quando ele pede autorização para vigiar o mar nas proximidades, os aldeões lhe dizem que estão dispostos a atendê-lo, caso ele faça amor com a viúva enquanto eles assistem, mas ela o defende.

Certo dia, ao tentar usar um corvo como mensageiro, ele descobre uma maneira de tirar água da areia úmida à noite, e se dedica à tarefa de aperfeiçoar a técnica. Algum tempo depois, ao descobrirem que a viúva está grávida, os aldeões a levam ao médico e se esquecem de remover a escada de corda antes de saírem. Niki tem, assim, a oportunidade de fugir, mas prefere ficar para ensinar aos aldeões sua nova técnica, deixando a fuga para outra ocasião.

No final, um relatório policial afirma que Niki está desaparecido há sete anos.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Hiroshi Teshigahara, a partir de um roteiro escrito por Kôbô Abe e Eiko Yoshida, “A Mulher da Areia” é um excelente filme japonês produzido pelas empresas Toho Film e Teshigahara Productions em 1964. Sua trama, baseada num romance de Kôbô Abe, acompanha um entomologista que, ao chegar a uma pequena aldeia para coletar insetos, é ludibriado por um grupo de vilões e mantido preso como se fosse um escravo.

Na direção, Teshigahara realiza um excelente trabalho, o que lhe rendeu diversos prêmios, além de duas indicações ao Oscar. Por outro lado, a fotografia em preto e branco, assinada por Hiroshi Segawa, embora não tenha sido premiada, é de muito boa qualidade, ao revelar sutilmente os sentimentos e dramas vividos pelos personagens. Na área técnica, merece ser igualmente registrada sua bela trilha sonora, a cargo de Tôru Takemitsu.

No elenco, Eiji Okada e Kyôko Kishida brilham em seus respectivos papéis.

CAA