Filmes por gênero

VERGONHA (1968)

Skammen
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La honte (França)
La vergüenza (Espanha)
Vergüenza (Argentina, México)
La vergogna (Itália)
Shame (Estados Unidos, Reino Unido)
Schande (Alemanha)
Hanba (Polônia)
Szégyen (Hungria)
Pais: Suécia
Gênero: Drama
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Produção: Lars-Owe Carlberg
Design Produção: P.A. Lundgren
Fotografia: Sven Nykvist
Edição: Ulla Ryghe
Direção de Arte: Lennart Blomkvist
Figurino: Mago
Guarda-Roupa: Eivor Kullberg
Maquiagem: Cecilia Drott, Helena Olofsson-Carmback, Börje Lundh
Efeitos Sonoros: Evald Andersson, Olle Jacobsson, Berndt Frithiof, L. Engholm
Efeitos Especiais: Evald Andersson, Rustan Åberg
Nota: 9.0
Filme Assistido em: 2012

Elenco

Liv Ullmann Eva Rosenberg
Max von Sydow Jan Rosenberg
Sigge Fürst Filip
Gunnar Björnstrand Coronel Jacobi
Birgitta Valberg Sra. Jacobi
Hans Alfredson Fredrik Lobelius, negociante de antiguidades
Ingvar Kjellson Professor Oswald
Frank Sundström Interrogador
Ulf Johansson Médico
Vilgot Sjöman Entrevistador de TV
Gösta Prüzelius Vigário
Willy Peters Oficial mais velho
Karl-Axel Forssberg Secretário na Sala de Interrogatório
Ellika Mann Guarda prisional feminino na sala de interrogatório
Jan Bergman Motorista de Jacobi
Karl-Arne Bergman Homem no barco de refugiados
Barbro Hiort af Ornäs Mulher no barco de refugiados
Lilian Carlsson Mulher no barco de refugiados
Eivor Kullberg Mulher no barco de refugiados
Axel Düberg Piloto
Per Berglund Soldado
Nils Fogeby Soldado

Prêmios

Prêmios Guldbagge, Suécia

Prêmio de Melhor Atriz (Liv Ullmann)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz (Liv Ullmann)

Indicações

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Durante uma guerra civil que assola seu País, Jan e Eva Rosenberg, um casal de músicos, afastam-se da sociedade para começarem uma vida nova numa ilha sem o menor conforto. Eles são apolíticos e levam uma vida extremamente simples.

Quatro anos depois, embora continuem a se amar, Jan se torna uma pessoa sensível, chorona, enquanto Eva se mostra extremamente irritável. Ela gostaria de ter filhos e culpa o marido por não os ter. A guerra, que não havia ainda chegado à ilha, começa a dar os seus primeiros sinais.

Ataques aéreos e batalhões terrestres tiram o sossego dos ilhéus. Vizinhos morrem. Certo dia, ao retornarem ao sítio onde vivem, Jan e Eva são interrogados diante de uma câmera por um grupo de soldados invasores. Algum tempo depois, quando o outro lado restaura a ordem, o casal é preso e os dois são acusados de terem colaborado com o inimigo. Na ocasião, eles assistem ao vídeo do primeiro interrogatório e observam que, através de um processo de dublagem, a fala de Eva havia sido substituída por uma outra de apoio aos invasores.

Depois de assustá-los e provocá-los, o coronel Jacobi os libera. No entanto, de olho na bela mulher, o militar passa a frequentar com bastante assiduidade a casa do casal, levando-lhes presentes, mas também deixando claro o seu poder de enviá-los para um campo de trabalho. Essa relação manipuladora os irrita e os revolta. Certo dia, no entanto, enquanto Jan descansa num quarto, Jacobi convence Eva a prestar-lhe favores sexuais em troca de uma grande quantia em dinheiro. Ao acordar, Jan chama pela mulher e ninguém responde. Ele vai ao andar superior, encontra sobra a cama o pacote com o dinheiro e desaba a chorar.

Logo a seguir, após cercar o pequeno sítio, um grupo de soldados leva Jacobi para dentro da casa numa tentativa de reaver uma grande soma em dinheiro, fruto de ações de corrupção praticadas pelo coronel. Depois de procurar e não encontrar o dinheiro que havia deixado sobre a cama, Eva pergunta ao marido se ele sabe alguma coisa a respeito, ocasião em que Jan afirma que não sabe de que dinheiro eles estão falando. Em seguida, já fora da casa, um dos soldados entrega uma arma a Jan e lhe pede que tire a vida do coronel, a essa altura já condenado à morte pelos militares. Embora hesite inicialmente, o músico termina por atender à ordem recebida.

Antes de irem embora, os militares destroem e incendeiam o sítio do casal. Em seguida, Jan confessa à Eva que o dinheiro se encontrava em seu bolso. Tais fatos abalam irremediavelmente a relação do casal a ponto de, ao encontrarem um jovem soldado exausto e faminto, Eva procurar alimentá-lo para depois deixá-lo descansar um pouco, o que não consegue porque o marido prefere arrastá-lo violentamente para roubá-lo e depois matá-lo.

Finalmente, Jan decide usar o dinheiro de Jacobi para comprar lugares num barco de pesca que os levará de volta ao continente. Num primeiro momento, Eva lhe diz que não pretende acompanhá-lo. No entanto, muda de ideia e termina embarcando ao seu lado, juntamente com uma meia dúzia de outros passageiros. Durante a travessia, o barco perde o motor, seu proprietário se suicida e, na manhã seguinte, a embarcação se mostra incapaz de seguir em frente, presa no meio de cadáveres.

Sem forças, os passageiros se encontram deitados, imóveis. Apenas Eva, com os olhos abertos, fala sozinha: “Eu tive um sonho. Estava andando numa rua bonita com edifícios brancos, de um lado, e um belo parque do outro. Sob as árvores, ao longo da rua, havia uma faixa verde escura. Fui até uma parede alta coberta de rosas. Um avião veio e atirou nas rosas. Olhei na água e vi como as rosas estavam queimando. Uma criança pequena estava em meu colo. Era nossa filha. Ela me segurou forte e eu senti sua boca em minha bochecha. Eu sempre soube que era algo que eu deveria recordar. Algo que alguém tinha dito e que eu havia me esquecido’’.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo grande mestre do cinema sueco, Ingmar Bergman, “Vergonha” é um excelente drama psicológico do final dos anos 1960. Livre de qualquer tipo de ideologia política e se inscrevendo em um cenário geograficamente não identificado, sua trama procura mostrar a reação e a evolução de um casal de artistas músicos frente à intrusão súbita da guerra em suas vidas.

Embora não se ache entre as melhores obras de Bergman, o filme é marcado por uma excelente direção, uma magnífica fotografia e as impecáveis atuações de Liv Ullmann, Max von Sydow e Gunnar Björnstrand.

Enfim, “Vergonha” é um filme imperdível para todos aqueles que gostam de um bom cinema.

CAA