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SUZANNE (2013)

Suzanne
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Ficha Técnica

Pais: França
Gênero: Drama
Direção: Katell Quillévéré
Roteiro: Katell Quillévéré, Mariette Désert
Produção: Gaëtan David, Bruno Levy
Design Produção: Anna Falguères
Fotografia: Tom Harari
Edição: Thomas Marchand
Figurino: Moïra Douguet, Virginie Montel
Guarda-Roupa: Gaudin Floriane
Maquiagem: Olivier Afonso, Amelie Grossier, Pascal Larue
Efeitos Sonoros: Yolande Decarsin, Emmanuel Croset, Vincent Milner e outros
Efeitos Visuais: Sophie Denize
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 2014

Elenco

Sara Forestier Suzanne Merevsky
François Damiens Nicolas Merevsky
Adèle Haenel Maria Merevsky
Paul Hamy Julien
Lola Dueñas Irène
Corinne Masiero Éliane, a advogada
Anne Le Ny Mme Danvers, mãe adotiva de Charlie
Karim Leklou Vince
Apollonia Luisetti Suzanne, quando criança
Fanie Zanini Maria, quando criança
Timothé Vom Dorp Charlie, novinho
Maxim Driesen Charlie, criança
Jaime Da Cunha Charlie, adolescente
Hélène Alexandridis Diretora do internato
Franck Xabrame Policial da Alfândega
James De Freitas Tony, o colega
Manuela Gourary Vizinha de Nicolas
Frank Beauvais Etienne
Yannick Leclerc Proprietário do Bar Le Central
Sophie Szoniecky Sophie, guarda
Jean-Pierre Mabille Juiz
Sophie Domergue Enfermeira
Claire Daguerre Assistente Social
Séverine Vasselin Isabelle Merevsky (fotografia)
Sophie Garagnon Maryse
Capucine Ducastelle Sylvie
Baptiste Quillévéré André

Prêmios

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Adèle Haenel)

Indicações

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Roteiro Original

César de Melhor Atriz (Sara Forestier)

César de Melhor Ator Coadjuvante (François Damiens)

César de Melhor Revelação Masculina (Paul Hamy)

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Brasil

Prêmio do Júri Internacional (Katell Quillévéré)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Nicolas Merevsky é um motorista profissional de caminhão que passa a maior parte de seu tempo viajando pelas rodovias francesas. Apesar de ter ficado viúvo muito novo, ele procura aproveitar todas as suas folgas, dedicando-as às suas duas pequenas filhas, Maria e Suzanne.

 Numa delas, ele assiste orgulhosamente, da plateia, a apresentação de Suzanne em um número de dança, quando da realização de uma festa promovida pela escola em que as filhas estudam.

Os anos passam e, ao chegarem à adolescência, Maria mostra-se mais amadurecida enquanto Suzanne, inconsequente, engravida do primeiro jovem que conhece. Ao tomar conhecimento do ocorrido, através de uma assistente social, Nicolas reage mal, fazendo com que a filha, a essa altura com três meses de gravidez, saia de casa.

Mais de quatro anos depois, ao se apaixonar perdidamente por Julien, um malandro sedutor, Suzanne foge com ele, abandonando seu filho Charlie na casa de Maria, a essa altura morando em outra cidade, onde trabalha. Na vida sem rumo que passa a ter, o casal termina preso depois de cometerem vários atos de delinquência. Ao ser levada ao tribunal, Suzanne pega cinco anos de prisão. Pouco depois, ao visitar a irmã encarcerada, Maria a informa que, por decisão judicial, Charlie fora entregue em adoção a uma Sra. Danvers.

Após cumprir sua pena, Suzanne procura a família, reconcilia-se com o pai e visita o filho na casa de sua mãe adotiva. Tudo parece caminhar bem até o dia em que Julien volta a procurá-la, munido de passaportes falsos, fazendo com que ela mais uma vez largue tudo para fugir com o malandro para um pais  do norte da África. O casal tem uma filha que recebe o nome de Solange.

Pouco tempo depois, após uma visita à França, quando do embarque de volta à África, Suzanne decide confessar a um policial da Alfândega que seu verdadeiro nome não é o registrado em seu passaporte, o que a leva de volta à prisão.

Na penitenciária, ela recebe a visita do pai, com quem se reconcilia mais uma vez, e do filho Charlie, a essa altura um belo adolescente.

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Comentários

Realizado pela cineasta Katell Quillévéré, que também é uma das roteiristas, “Suzanne” é, sem dúvida alguma, um grande drama do cinema francês contemporâneo, uma longa história de autodestruição. É a história de uma adolescente e, depois, uma jovem mãe que não consegue controlar os apelos de um coração ávido por sentimentos fortes, não importa quais sejam as consequências, qual seja o preço que venha a pagar por suas ações.

Em seu segundo longa-metragem, Quillévéré nos apresenta um excelente trabalho de direção, mantendo a tensão dramática num crescendo até o final. Na realidade, na última cena, ela nos brinda com uma belíssima paisagem crepuscular acompanhada da canção “Suzanne”, de Léonard Cohen.

No elenco, Sara Forestier, François Damiens e Adèle Haenel, nos brindam com ótimas atuações, com destaque para Sara que, ao interpretar um personagem tão difícil, nos dá mostras de que é, sem dúvida alguma, uma das maiores atrizes de sua geração.

CAA