Filmes por gênero

ESTA TERRA É MINHA (1943)

This land is mine
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Vivre libre (França)
Questa terra è mia (Itália)
Esta tierra es mía (Espanha, Argentina)
Dies ist mein Land (Alemanha)
De stulo mitt land (Suécia)
To jest mój kraj (Polônia)
Mon pays (Bélgica)
Dette land er mitt (Noruega)
Эта земля моя (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, 2ª Guerra Mundial
Direção: Jean Renoir
Roteiro: Dudley Nichols
Produção: Jean Renoir, Dudley Nichols
Design Produção: Eugène Lourié
Música Original: Lothar Perl
Direção Musical: C. Bakaleinikoff
Fotografia: Frank Redman
Edição: Frederic Knudtson
Direção de Arte: Walter E. Keller, Albert S. D'Agostino
Figurino: Renié
Efeitos Sonoros: John E. Tribby, James G. Stewart, Terry Kellum
Efeitos Especiais: Vernon L. Walker
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1962

Elenco

Charles Laughton Albert Lory
Maureen O'Hara Louise Martin
George Sanders George Lambert
Walter Slezak Major Erich von Keller
Kent Smith Paul Martin
Una O'Connor Sra. Emma Lory
Philip Merivale Professor Sorel
Thurston Hall Prefeito Henry Manville
George Coulouris Promotor
Ivan F. Simpson Juiz
Nancy Gates Julie Grant
John Donat Edmund Lorraine
Frank Alten Capitão Schwartz
Ludwig Donath Capitão alemão
Gordon B. Clarke 1º Tenente
Gabriel Lenoff 1º Tenente alemão
Philip Ahlm 2º Tenente alemão
Jack Martin Capitão alemão
Louis V. Arco Sargento alemão
John Banner Sargento alemão
George MacQuarrie Chefe de Polícia
David Kirkland Juiz
P.J. Kelly Juiz
Ernest Grooney Padre
Wheaton Chambers Sr. Lorrain
Cecil Weston Sra. Lorraine
John Dilson Secretário do Prefeito
Ferdinand Schumann-Heink Karl, soldado alemão
Theodore Lorch Jurado
Frank O'Connor Jurado
Joan Barclay Jovem mulher
Linda Bieber Jovem estudante
Claire McDowell Mulher no Banheiro
O'Neill Nolan Henry

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Gravação de Som (Stephen Dunn)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No momento em que a bandeira da Alemanha nazista é içada na prefeitura de uma cidade francesa ocupada, uma cópia do jornal da Resistência, o Liberty, é colocada sob a porta da casa do professor Albert Lory e de sua dominadora e possessiva mãe, Emma. Por insistência dela, Albert se prepara para destruir o jornal, mas no último momento ele muda de ideia e o coloca dentro de seu caderno.

A caminho da escola, Albert encontra sua vizinha e colega, Louise Martin, por quem ele se acha secretamente apaixonado, e o irmão dela, Paul. Louise, que se opõe à ocupação alemã, fica chateada quando Paul mostra uma cópia do jornal para um soldado alemão. Ao chegar à escola, Louise e Albert tomam conhecimento de que o prefeito colaborador da cidade, Henry Manville, ordenou ao professor Sorel, diretor da escola, que destruísse as obras de Platão e Aristóteles.

Enquanto Albert instrui seus alunos a arrancar as páginas ofensivas, Louise promete que um dia elas voltarão aos livros. Quando uma incursão de ataques aliados ameaça a cidade, Albert se esconde na adega da escola, enquanto Louise aplaude os ataques e canta com seus alunos. Mais tarde, Albert admite a seu amigo Sorel que é um covarde, e este o aconselha a ser forte para incutir o respeito pela liberdade e dignidade às crianças.

Quando um trem é sabotado no pátio ferroviário, o Major Erich Von Keller, o comandante alemão, pede o auxílio do superintendente do pátio, George Lambert, para localizar os sabotadores. Lambert, que está noivo de Louise, é um colaborador secreto que denuncia "falsos ideais democráticos" em favor de uma nova ordem alemã. Pouco depois, Paul lança uma bomba durante um desfile de tropas alemãs, lideradas por Von Keller, e escapa através dos telhados para o pátio de Lory.

Em represália, Von Keller prende Sorel e nove outros reféns e declara que ele vai atirar em todos os dez, a menos que o responsável pela bomba se entregue. Quando Louise informa Lambert sobre a prisão de Sorel, ela fica atônita quando seu noivo declara que sabotagem é um ato de covardia e, indignada, devolve seu anel de noivado. Naquela noite, Albert está jantando na casa de Louise, prestes a confessar seu amor por ela, quando ouvem as sirenes da polícia e Paul se esgueirar para dentro da casa.

Quando os soldados alemães chegam e os questionam, Albert corrobora a história de Paul de que ele esteve na casa a noite toda. No dia seguinte, ao acordar, Albert encontra outra cópia do Liberty sob sua porta. Logo depois, alguns soldados alemães chegam e, ao verem o jornal, o colocam como refém. Histérica, a Sra. Lory fala para Lambert sobre o comportamento suspeito de Paul. Lambert notifica o prefeito, que então informa o Major Von Keller.

Mais tarde, naquela noite, Lambert encontra Paul no pátio ferroviário para avisá-lo do perigo, mas o aviso chega tarde, quando ele é abatido por soldados alemães enquanto tentava escapar. Após a morte de Paul, Albert é libertado da prisão e volta para casa, perguntando-se por que ele era o único refém liberado. Ele descobre a resposta ao visitar Louise e esta o acusar de ter traído seu irmão. Quando sua mãe admite ter informado Lambert sobre Paul, Albert se mostra furioso e segue para o pátio ferroviário.

Antes de Albert chegar, no entanto, Von Keller visita Lambert para exortá-lo a participar do funeral de Paul e sondar Louise a respeito dos nomes dos cúmplices de seu irmão. No entanto, ao perceber a monstruosidade de seus atos, Lambert se suicida. Logo depois, Albert chega ao local e termina sendo preso pela morte de Lambert.

Levado ao tribunal, Albert insiste em se defender sozinho e, depois de perder seu discurso previamente escrito, ele, normalmente uma pessoa tímida, começa a falar de modo intempestivo sobre a covardia de todos os que colaboram com o nazismo. Quando o julgamento é suspenso até o dia seguinte, Von Keller, percebendo o perigo apresentado pelas idéias de Albert, o visita em sua cela e lhe oferece uma confissão de suicídio, supostamente escrita por Lambert, caso ele se disponha a abandonar o seu discurso anti-nazista.

Albert está considerando a oferta de Von Keller quando observa, através da janela de sua cela, o amigo Sorel e outros reféns marcharem à frente de um esquadrão de fuzilamento. Quando Albert chama Sorel, pelo nome, seu amigo sorri e acena antes de enfrentar corajosamente sua morte.
 
Na corte. no dia seguinte, o promotor apresenta a nota de suicídio de Lambert, que Albert denuncia como uma falsificação. Em seguida, declarando que o tribunal é agora o único fórum disponível para a liberdade de expressão, Albert elogia Paul como um herói e defende a sabotagem como o único caminho para as pessoas derrotadas. Em seguida, ele denuncia os colaboradores por atuarem sem interesse próprio e confessa seu amor por Louise.

Quando o júri, finalmente, o declara não culpado, ele e Louise vão à escola e, como sua última lição, Albert começa a ler para os alunos a “Declaração dos Direitos do Homem”. Quando os alemães chegam para prendê-lo, ele passa o livro para Louise, que continua lendo-o.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Jean Renoir, no período em que esteve exilado nos Estados Unidos, a partir de um roteiro escrito por Dudley Nichols, “Esta Terra é Minha” é um filme produzido pelas empresas RKO Radio Pictures e Jean Renoir-Dudley Nichols Production em 1943.

Embora não chegue ao nível de suas grandes realizações como, por exemplo, “A Regra do Jogo”, de 1939, “A Grande Ilusão”, de 1937, “A Besta Humana”, de 1938, dentre outros, “Esta Terra é Minha” não deixa de ser um bom filme de Renoir. Na área técnica, merecem ainda destaques a bela fotografia, a cargo de Frank Redman, bem como, a gravação de som, assinada por Stephen Dunn, ganhadora do Oscar do ano.

No elenco, destacam-se as atuações de Charles Laughton, George Sanders e Maureen O'Hara.

CAA