Filmes por gênero

BROWN BUNNY (2003)

The Brown Bunny
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Ficha Técnica

Pais: Estados Unidos, Japão, França
Gênero: Drama
Direção: Vincent Gallo
Roteiro: Vincent Gallo
Produção: Vincent Gallo
Design Produção: Vincent Gallo
Fotografia: Vincent Gallo
Edição: Vincent Gallo
Direção de Arte: Vincent Gallo
Figurino: Vincent Gallo
Maquiagem: Vincent Gallo
Efeitos Sonoros: Edward Tise, Marc Fishman, Tony Lamberti, Jon Mete
Nota: 6.2
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Vincent Gallo Bud Clay
Chloë Sevigny Daisy
Cheryl Tiegs Lilly
Elizabeth Blake Rose
Anna Vareschi Violet
Mary Morasky Sra. Lemon
Rick Doucette Motociclista

Prêmios

Festival Internacional de Cinema de Viena, Viennale

Prêmio FIPRESCI (Vincent Gallo)

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Vincent Gallo)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em  New Hampshire, Bud Clay participa de uma corrida profissional de motocross. Quando a mesma termina, ele coloca sua moto em uma Van e se dirige a um Posto de Gasolina. Uma vez lá, enquanto aguarda o reabastecimento do veículo, ele vê uma jovem sentada, presumivelmente lendo algo, por trás do balcão. Ao terminar a operação de reabastecimento, ele entra no escritório do Posto para efetuar o pagamento. Ao se dirigir à jovem, Violet, ele faz um comentário a respeito do colar que ela está usando, no que ela responde que o mesmo fora feito por ela própria. Na conversa que se segue, Bud lhe diz que está seguindo para a Califórnia a fim de participar da próxima corrida do circuito. Ao comentar que sempre desejou conhecer a Califórnia, Violet é convidada por ele para viajarem juntos para aquele Estado. Ela aceita o convite e os dois vão até a casa dela para que ela possa  fazer suas malas. Ao chegarem lá, eles se beijam e ele lhe pede para que se apresse, pois pretende pegar a estrada o mais rapidamente possível. Entretanto, sem lhe dar qualquer satisfação, Bud vai embora sozinho logo em seguida.

Depois de dirigir por algum tempo na auto-estrada, ele entra numa cidade e se dirige a uma casa onde, recebido por uma senhora de meia-idade, ele conta que costumava frequentar a casa vizinha e que, a filha da proprietária, Daisy, vive com ele em Los Angeles. A senhora o convida para entrar. Os dois se sentam numa mesa da cozinha ao lado de um senhor, presumivelmente o marido dela. Ele comenta que está voltando à California para ver Daisy e participar de uma corrida de motocross. Ela lhe pergunta se Daisy tem filhos, ao que ele responde que não. Próximo à mesa onde se encontram, Bud admira por alguns instantes um coelho marrom que a senhora lhe diz ser o coelhinho de Daisy. Em seguida, eles se despedem e Bud retoma a auto-estrada.

Durante a viagem, enquanto dirige, ele se delicia com a canção “Beautiful”, de Gordon Lightfoot. Ao chegar à St. Louis, ele deixa a auto-estrada e se dirige a uma loja de animais de estimação, onde observa alguns pássaros, peixes, cachorrinhos e, finalmente, chega a uma área onde se acham vários colhinhos. Ele os admira por alguns minutos, mas termina indo embora sem fazer qualquer compra.

Em seguida, após usar o banheiro e fazer uma refeição num dos restaurantes da cidade, Bud retoma a auto-estrada mais uma vez. Horas depois, ele pára num local para comprar um refrigerante. Ao se dirigir a uma máquina de Coca-Cola, ele passa por uma mulher, Lilly, sentada em uma mesa de piquenique. Ela parece solitária e não tira os olhos dele. Depois de comprar o refrigerante, Bud se dirige à sua Van para prosseguir viagem, mas o olhar contínuo da tal mulher faz com que ele volte e se sente ao seu lado. Ele segura carinhosamente o rosto dela, beija-o e lhe diz que está tudo bem. Os dois continuam a se beijar, por algum tempo, ao mesmo tempo em que choram. Em seguida, eles se despedem e Bud retoma sua viagem.

Nesse trecho da viagem, ele pensa no tempo em que Daisy e ele viajavam juntos e chora por isso. Ao chegar em Utah, ele se hospeda num motel barato onde toma uma ducha. Em seguida, ele se dirige à Bonneville, onde retira da Van sua moto e começa a passear por algum tempo. Ao retornar do passeio, ele segue para Las Vegas. Ao chegar à cidade, conhecida mundialmente por seus magníficos cassinos, Bud dá uma volta pela famosa Las Vegas Boulevard onde, em cada esquina, uma mulher se aproxima para perguntar-lhe se está à procura de um encontro. Ele lhe responde que não, mas a convida para almoçarem juntos. Em princípio, ela não aceita o convite, pois precisa ganhar dinheiro. No entanto, é convencida por ele que, após darem algumas voltas e comerem batatas fritas, a deixa na calçada com algum dinheiro.

De volta à auto-estrada, Bud inicia o último trecho de sua viagem. São mais quatro horas e meia para percorrer as 270 milhas que separam Las Vegas de Los Angeles. Uma vez em L.A., ele pára numa oficina onde é cumprimentado por três mecânicos que o ajudam a retirar sua moto da Van. Eles fazem um check-up na mesma e lhe perguntam se ele vai à corrida daquela noite. Bud lhes reponde apenas que vai passar aquela noite na cidade.

Depois de se hospedar no Hotel Best Western, ele se dirige à casa de Daisy, onde após tocar a campainha por duas vezes sem obter resposta, é interrompido por um vizinho que o ameaça de chamar a polícia, caso ele continue a fazer barulho. Ele, então, escreve-lhe um bilhete e o coloca por baixo da porta, voltando em seguida para o Best Western.

Na recepção do hotel, Bud avisa que está aguardando um telefonema de uma mulher e que, se ela pessoalmente procurá-lo, poderão autorizá-la a subir até seu apartamento. Pouco tempo depois, após tomar uma ducha, ele se surpreende ao sair do banheiro e encontrar Daisy a aguardá-lo junto à porta. Depois de cumprimentá-lo, ela diz que precisa usar o banheiro. Uma vez lá, fuma crack sem preocupação de esconder seu vício. Ao voltar ao quarto e encontrar Bud sentado na cama, ela lhe pergunta se devem pegar algo no Bar para beberem, ao que ele responde que deixou de beber. Em seguida, ela lhe pergunta se pode sentar em seu colo, como sempre fazia. Depois de perguntar-lhe várias vezes, ele concorda e ela corre para seu colo e o segura firmemente. Pouco depois, ela se levanta para buscar água e lhe diz que precisa usar novamente o banheiro, onde utiliza mais três porções da droga em seu cachimbo.

Ao voltar, Daisy encontra Bud sentado do outro lado da cama. Ela lhe pergunta por que ele se acha tão frio e calado, mas não obtém resposta. Em seguida, comenta que sentiu muitas saudades dele e que se acha feliz por ele ter retornado. Os dois se beijam e ele lhe pede para que ela fique sem a blusa. Inicialmente relutante, Daisy lhe pede para apagar as luzes ou ficar por baixo dos lençóis, mas ele lhe diz não. Assim, ela cede ao seu pedido e fica sem a blusa. Em seguida, ele retira as calças e o sutiã dela e, permanecendo em pé, desabotoa o cinto de sua calça.

A posição em que os dois se encontram, sempre comandada por ele, a leva naturalmente a fazer sexo oral.  Durante esse ato, ele lhe pergunta se ela já fez sexo com outros caras, o que ela nega. Ao final, os dois se deitam na cama, ao mesmo tempo em que ele a insulta ao falar sobre o ocorrido quando do seu último encontro, durante uma festa. Bud pergunta-lhe continuamente sobre as razões que a levaram a se envolver com três homens naquela festa. Ela lhe explica que estava apenas querendo ser simpática com os mesmos, além de aproveitar a ocasião para fumar um pouco de maconha.

Através de cenas de flashback, o espectador percebe que Daisy foi estuprada por três homens na tal festa, uma cena testemunhada por Bud, que não pôde intervir. Ela lhe pergunta por que ele não a ajudou na ocasião, deixando-o com um considerável sentimento de culpa. De qualquer forma, ele lhe explica que, não sabendo o que fazer, tomou a decisão errada de abandonar a festa. Horas mais tarde, ao retornar ao local, ele viu uma ambulância em frente à casa. Daisy, então, lhe explica que se achava morta, tendo desmaiado pouco antes de ocorrer o estupro.

Na manhã seguinte, Bud desperta sozinho. Seu encontro com Daisy não passou de um mero fruto de sua imaginação.

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Comentários

Escrito, dirigido e produzido pelo cineasta Vincent Gallo, “Brown Bunny” é um bom filme, embora bastante criticado por apresentar uma forte cena de sexo oral explícito. Para tanto, basta citar que o mesmo foi agraciado com o prêmio FIPRESCI da Viennale austríaca, além de ter concorrido à Palma de Ouro do Festival de Cannes, quando perdeu a estatueta para “Elefante”, um filme de Gus Van Sant.

Além de escrever, dirigir, produzir e ser o principal personagem do filme, o multidisciplinar Gallo assinou ainda os trabalhos de Edição, Design de Produção, Fotografia, Direção de Arte, Figurino e Maquiagem.

Sua trama gira em torno de um homem que decide fazer uma viagem  sozinho, entre New Hampshire e Los Angeles, ou seja de aproximadamente 15.000 km, com a finalidade de rever o grande amor de sua vida. Na realidade, não se trata apenas de uma viagem rodoviária entre as duas costas americanas, mas de uma jornada cujo desenvolvimento é feito em duas etapas bastante distinta: na primeira, Gallo procura mostrar toda a ociosidade, hesitação e depressão do personagem principal; já na segunda, de forma mais brutal, mostra o encontro entre Bud e Daisy, com cenas fortes como as do sexo oral e do estupro.

Com relação à cena em que a atriz Chloë Sevigny faz sexo oral diante das câmeras, ela estranha a reação negativa de grande parte do público, uma vez que, para ela, nada mais foi do que uma simples passagem de um filme de arte.

No Brasil, “Brown Bunny” participou dos Festivais de Cinema do Rio de Janeiro e de São Paulo, em 2004,  e só foi lançado nas salas comerciais em maio de 2005.

CAA