Filmes por gênero

O CUCO (2002)

Kukushka
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le coucou (França)
The cuckoo (USA, UK)
Pais: Rússia
Gênero: Drama
Direção: Aleksandr Rogozhkin
Roteiro: Aleksandr Rogozhkin
Produção: Sergei Selyanov
Design Produção: Vladimir Svetozarov
Música Original: Dmitri Pavlov
Fotografia: Andrei Zhegalov
Edição: Yuliya Rumyantseva
Figurino: Marina Nikolayeva
Maquiagem: Olga Shamkovich
Efeitos Sonoros: Anatoli Gudkovsky, Sergei Sokolov, Dmitri Vasiliev
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 2011

Elenco

Anni-Kristiina Juuso Anni
Ville Haapasalo Veikko
Viktor Bychkov Sholti / Ivan
Mikhail Korobochkin .
Aleksei Kashnikov .
Aleksei Panzheyev .
Vladimir Knysh .
Sergei Antonov .
Sergei Sokolov .
Anna Voronina .

Prêmios

Festival Internacional de Cinema de Moscou, Rússia

Prêmio FIPRESCI (Aleksandr Rogozhkin)

Prêmio São George de Prata de Melhor Ator (Ville Haapasalo)

Prêmio São George de Prata de Melhor Direção (Aleksandr Rogozhkin)

Indicações

Festival Internacional de Cinema de Moscou, Rússia

Prêmio São George de Ouro (Aleksandr Rogozhkin)

Prêmio São George de Ouro (Aleksandr Rogozhkin)

Sinopse

Em 1944, pouco antes do final da Guerra da Continuação contra a União Soviética, Veikko, um soldado finlandês, é deixado por seus compatriotas com um de seus pés acorrentado a uma rocha, num remoto ponto da Lapônia, por ser considerado um pacifista, para eles um suposto desertor. Ao seu lado, deixam suprimentos para poucos dias, um rifle e munição. Os dias passam, e depois de várias tentativas sem sucesso, Veikko consegue libertar-se da rocha e, com a corrente ainda presa ao pé, sai em busca de socorro. Enquanto isso, Ivan, um capitão do Exército Vermelho acusado de atitudes anti-soviéticas, é preso pela polícia secreta. A caminho de sua corte marcial, aviões soviéticos bombardeiam acidentalmente o veículo que o transportava, matando todos menos ele.

Não muito longe dali, acha-se a propriedade de Anni, uma jovem mulher sami, cujo marido fora convocado para a guerra, quatro anos antes, de onde nunca mais voltou. Com fome e sozinha, enquanto procurava por comida, a jovem viúva encontra os corpos de Ivan e de seus captores. Ao enterrar os mortos, ela descobre que Ivan ainda se acha vivo, embora gravemente ferido. Ela o leva para sua cabana de madeira, onde trata de seus ferimentos, recuperando-o. Enquanto isso, Veikko, em busca de ferramentas para remover os grilhões, depara-se com a tal cabana.

Incapaz de se comunicar com os outros, Ivan acredita que Veikko é um soldado alemão que se acha perdido. Para ele, o uniforme alemão que os finlandeses foram obrigados a usar é mais uma prova. Assim, Ivan se recusa a dizer seu nome para Veikko, respondendo apenas Sholti. Veikko não tem conhecimento do ódio de Sholti e só quer cortar as algemas, voltar para casa e esquecer a guerra, mas opta por permanecer na propriedade de Anni para evitar cair em mãos inimigas.

Para Anni, Veikko e Sholti não são inimigos, apenas homens. Uma ligação incomum e comovente se desenvolve, quando os três começam uma rotina de preparação para o longo e pesado inverno da Lapônia, com temperaturas que chegam a -50º. Os dois homens fazem o que podem para contribuir para o bem-estar da anfitriã. Veikko constrói uma sauna improvisada, enquanto Sholti colhe cogumelos. Com fome de amor físico, Anni seduz Veikko, para grande desgosto e ciúmes de Sholti, um homem de meia-idade.

Não muito tempo depois, um biplano entra em pane e cai próximo à cabana de Anni. A jovem que o pilotava distribuía folhetos anunciando a assinatura do armistício entre a Finlândia e a União Soviética. Veikko acha que pode finalmente voltar para casa em segurança, mas Sholti, que não entende finlandês, encontra uma pistola em meio aos destroços e, ainda convencido de que Veikko seja um fascista, atira nele. Entretanto, ao ler a última linha do folheto, escrita em russo, ele encontra uma instrução para que os soldados soviéticos permitam que os finlandeses voltem para casa sem serem molestados, concluindo finalmente que a guerra havia acabado. Com remorso e tropeçando, ele carrega Veikko de volta à cabana.

Ao chegar lá à beira da morte, o finlandês é tratado com todo o carinho por Anni, que recorre inclusive a antigos rituais samis. Por outro lado, enquanto ele se acha em recuperação, o desejo sexual da dona da cabana faz com que ela leve o russo para sua cama. Gradualmente, Sholti e Veikko, não mais separados pelo ódio étnico, nem pela rivalidade do afeto de Anni, tornam-se amigos. Quando o inverno se aproxima, com o aparecimento da neve nas encostas da região, Anni lhes prepara roupas especiais para que usem no caminho de volta para suas respectivas casas. Na despedida, quando Veikko chama o russo pelo nome de Sholti, este finalmente lhe diz que seu verdadeiro nome é Ivan. Depois que partem, Anni fica com suas memórias, que as guardará para sempre.

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Comentários

“O Cuco” é um ótimo filme do cinema russo. Escrito e dirigido pelo cineasta Aleksandr Rogozhkin, sua trama se passa em setembro de 1944, poucas semanas antes do final da Guerra da Continuação, entre Finlândia e União Soviética, quando dois soldados inimigos chegam feridos à cabana de uma jovem mulher sami, situada no território da Lapônia finlandesa. O relacionamento dos três, cada um falando apenas seu idioma pátrio, é sem dúvida um dos pontos que torna este filme especial.

Rogozhkin realiza um extraordinário trabalho ao passar uma comovente mensagem antibelicista e mostrar o poder da comunicação interpessoal. Nos primeiros minutos, o filme é apresentado em um ritmo relativamente lento, mas logo em seguida, o diretor consegue mantê-lo adequado até a última cena.

Ao contrário da grande maioria dos filmes, “O Cuco” se beneficia da ausência de música ao longo do desenvolvimento da trama. A fotografia de Andrei Zhegalov é muito boa, conseguindo inclusive captar muito bem a beleza da paisagem nórdica. No elenco, embora os três atores apresentem grandes interpretações, eu os ranquearia na seguinte ordem: Anni-Kristiina Juuso, Ville Haapasalo e Viktor Bychkov.

CAA