Filmes por gênero

LOLA, A FLOR PROIBIDA (1961)

Lola
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Donna di vita (Itália)
Lola, das Mädchen aus dem Hafen (Alemanha)
Pais: Itália, França
Gênero: Drama
Direção: Jacques Demy
Roteiro: Jacques Demy
Produção: Carlo Ponti, Georges de Beauregard
Design Produção: Bernard Evein
Música Original: Michel Légrand
Fotografia: Raoul Coutard
Edição: Anne-Marie Cotret, Monique Teisseire
Figurino: Bernard Evein
Maquiagem: Denise Lemoigne
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Anouk Aimée Lola (Cécile)
Marc Michel Roland Cassard
Jacques Harden Michel
Alan Scott Frankie
Elina Labourdette Madame Desnoyers
Margo Lion Jeanne, mãe de Michel
Annie Duperoux Cécile Desnoyers
Catherine Lutz Claire, proprietária do Bar
Corinne Marchand Daisy
Yvette Anziani Madame Frédérique
Dorothée Blanck Dolly
Isabelle Lunghini Nelly
Annick Noël Ellen
Ginette Valton Proprietária do Salão de Beleza
Anne Zamire Maggie
Jacques Goasguen Sr. François, livreiro
Babette Barbin Minnie
Charlie Bretagne Comissário
Raphael Héry O Diretor de Roland
Marie-Christine Maufrais Suzanne
Gérard Delaroche Yvon, filho de Lola

Prêmios

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio Especial

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Anouk Aimée)

Sinopse

Em Nantes, Lola, nascida Cécile, é uma bela e surpreendente mulher que trabalha no Cabaret Eldorado, como dançarina e acompanhante de marinheiros americanos de navios ancorados no porto da cidade. Pessoalmente, é a mãe amorosa de um garoto de sete anos chamado Yvon, fruto de sua relação com seu primeiro e grande amor, Michel. Embora este tenha fugido logo que soube que ela se achava grávida, Lola vive na esperança inabalável de que ele retornará à cidade a qualquer momento. Enquanto esse sonho não se realiza, ela entretém Frankie, um marinheiro louro de bom coração, que se mostra muito amável para com Yvon. Embora ele se sinta apaixonado por ela, Lola não corresponde aos seus anseios, muito embora sua presença a deixe perturbada, pois ele faz ressurgir nela, com maior intensidade, as saudades que sente de Michel.

Enquanto isso, Roland Cassard, um amigo de infância, quando ela ainda se chamava Cécile, entra numa livraria onde encontra uma viúva de meia-idade, Madame Desnoyers, que está à procura de um dicionário francês-inglês para sua filha Cécile, uma adolescente às vésperas de completar quatorze anos. Como a livraria não tem o que ela procura, Roland oferece-lhe seu dicionário. Como consequência desse seu ato, fica difícil dizer se é a mãe ou a filha quem se mostra mais encantada por ele, embora Roland seja jovem demais para a Madame Desnoyers e velho demais para Cécile. Quanto a ele, seus olhos brilham mais para a jovem por ter o mesmo nome de sua primeira namorada, além de fisicamente lembrá-la.

Roland costuma frequentar o Bar de propriedade de Claire. Jeanne, mãe de Michel, mora em cima do Bar, onde faz pinturas de segunda categoria. Claire tenta controlar Roland, cobrando-o por maior empenho na busca de trabalho, mas quando ele é demitido, ela se mostra feliz por poder emprestar-lhe alguns francos. Quando as duas ouvem falar da possibilidade de trabalho para ele, o avisam e ele sai à procura de maiores informações a respeito. É quando descobre que, possivelmente, se trata de um trabalho envolvendo o contrabando de diamantes para a África do Sul, via correio. Em seguida, a caminho da residência de Madame Desnoyers, onde vai entregar-lhe o dicionário prometido, Roland procura Lola a fim de marcar um jantar para aquela noite, seguindo depois para entregar o dicionário, conforme prometido. Uma vez na casa de Madame Desnoyers, ele é formalmente convidado para o aniversário dos quatorze anos da jovem Cécile a ser celebrado na noite seguinte.
                                                                                                                                                                                         
Às 20:00 horas, conforme previamente combinado, Roland e Lola se encontram para jantarem juntos. Ele volta a se sentir apaixonado por ela, mas Lola não o encoraja a investir nessa relação. Terminado o jantar, ela segue para o Cabaret, onde deve se apresentar no show da meia-noite. Quando o espetáculo termina, Lola permite que Frankie passe a noite em sua casa porque, afinal de contas, ele precisa de algum lugar para dormir.

Na manhã seguinte, Frankie vai até a casa de Cécile, que está aniversariando nesse dia. Ela se sente como uma mulher adulta e, como ele se encontra sozinho, os dois decidem ir a um Parque de Diversões a fim de que, cada um, curta a companhia do outro. Para sorte dela, Frankie é um cara decente. Eles ficam de mãos dadas e, ao darem uma volta na montanha-russa, ela permite que ele coloque o braço por cima de seus ombros. Quando, finalmente, ele lhe diz que precisa voltar para seu navio, Cécile fica de coração partido. Ao voltar para casa, ela encontra sua mãe preocupada com seu atraso, até que deixa escapar que passou a tarde com um marinheiro. À noite, Roland chega para o jantar de aniversário dos quatorze anos da jovem Cécile.

Finalmente, Michel retorna à Nantes, charmoso e muito rico. Depois de se encontrar com Lola e de conhecer seu pequeno filho, deixa a cidade levando-os consigo em seu deslumbrante automóvel.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo cineasta Jacques Demy, “Lola, A Flor Proibida” é um encantador filme da famosa Nouvelle Vague francesa. Trata-se do primeiro filme do cineasta para a telona. Sua trama gira em torno da vida de uma bela dançarina de cabaré, Lola, com ênfase para sua inabalável crença de que o homem que a deixou grávida, há quase oito anos, voltará a procurá-la.

A partir de um roteiro inteligente e bem amarrado, Demy nos brinda com uma direção firme, sem altos e baixos, conseguindo ótimas atuações de seus principais atores. Anouk Aimée, uma das mais queridas atrizes francesas de todos os tempos, está maravilhosa como a dançarina Lola. Alan Scott, no papel de Roland Cassard, está ótimo. Annie Duperoux também se destaca como a jovem Cécile Desnoyers.

O filme nos brinda ainda com uma excelente fotografia, em preto e branco, e com a magnífica trilha sonora de Michel Légrand, com músicas de Beethoven, Bach, Mozart, Weber, entre outros.

CAA