Filmes por gênero

O VALE DA DECISÃO (1945)

The valley of decision
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O vale do destino (Portugal)
La vallée du changement (França)
La valle del destino (Itália)
El valle del destino (Espanha)
Die Entscheidung (Alemanha)
Das Tal der Entscheidung (Austria)
Skæbnens dal (Dinamarca)
Domens dal (Suécia)
Долина решимости (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Tay Garnett
Roteiro: Sonya Levien, John Meehan
Produção: Edwin H. Knopf
Música Original: Herbert Stothart
Direção Musical: Herbert Stothart
Fotografia: Joseph Ruttenberg
Edição: Blanche Sewell
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Paul Groesse
Figurino: Irene
Guarda-Roupa: Marion Herwood Keyes
Maquiagem: Jack Dawn
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Efeitos Especiais: A. Arnold Gillespie, Warren Newcombe
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1951

Elenco

Greer Garson Mary Rafferty
Gregory Peck Paul Scott
Donald Crisp William Scott
Lionel Barrymore Patrick Rafferty
Gladys Cooper Clarissa Scott
Marsha Hunt Constance Scott
Dan Duryea William Scott Jr.
Marshall Thompson Ted Scott
Jessica Tandy Louise Kane
Preston Foster Jim Brennan
Reginald Owen Mac McCready
Lumsden Hare Dr. McClintock
John Warburton Giles, Conde de Moulton
Evelyn Dockson Sra. Callahan
Geraldine Wall Kate Shannon
Dean Stockwell Paulie Scott
Russell Hicks Sr. Laurence Gaylord
Mary Currier Sra. Laurence Gaylord
Anna Q. Nilsson Enfermeira da Sra. Scott
Moroni Olsen Richard Kane
Mary Lord Julia Gaylord
Barbara Everest Delia
Arthur Shields Callahan
Richard Abbott Pastor

Prêmios

Prêmios Photoplay, Estados Unidos

Prêmio Medalha de Ouro

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Greer Garson)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Herbert Stothart)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1873, a imigrante irlandesa Mary Rafferty vive com seu pai, Patrick Rafferty, que se acha numa cadeira de rodas, e com a irmã viúva, Kate Shannon, em uma pequena cabana numa área de Pittsburgh. Certo dia, ela diz ao pai que aceitou um emprego como empregada doméstica na casa do proprietário da siderúrgica local, William Scott. Patrick, que perdeu as pernas em um acidente na siderúrgica, fica irritado e desaprova a decisão da filha.

Ao assumir seu cargo na mansão dos Scott, Mary chama a atenção da Sra. Clarissa, a dona da casa, bem como, de sua filha Constance, e de seus três filhos, Ted, William Jr. e Paul, que voltou de Londres com planos para modernizar o forno da siderúrgica. Mary e Paul se apaixonam para desgosto de Louise Kane, uma astuta e esnobe jovem determinada a se casar com ele por causa de seu dinheiro.

Um ano depois, Paul pede Mary em casamento, mas ela rejeita a ideia por não achar correto uma empregada se casar com o filho de seu patrão. Por outro lado, Constance se casa secretamente com Giles, conde de Moulton, e pede à mãe permissão para levar Mary com eles para a Inglaterra. A Sra. Clarissa atende ao pedido da filha e Mary deixa Pittsburgh sem se despedir de Paul.

Dois anos se passam e, ao descobrir que seu filho Paul é apaixonado por Mary, o Sr. William a chama de volta à Pittsburgh e dá sua bênção para o casamento deles. Paul e Mary retomam seu romance, mas a felicidade dela é ameaçada ao descobrir que seu pai vem liderando um movimento para que os operários da siderúrgica entrem em greve. Por outro lado, ao tomar conhecimento de que o Sr. Williams planeja enviar um grupo de fura-greves, Mary negocia uma trégua temporária e organiza uma reunião entre os grevistas e a direção da siderúrgica.

O Sr. Williams pede ao seu filho Ted para se encontrar com os fura-greves que estarão chegando à estação ferroviária, a fim de fazer com que eles retornem aos seus locais de origem, mas ele fica bêbado e não comunica a mensagem do seu pai. Como resultado, os fura-greves chegam à reunião organizada por Mary e provocam um motim sangrento que culmina com as mortes de Patrick Rafferty e de William Scott. Tais ocorrências fazem com que Mary conclua que ela e Paul jamais poderão se casar.

Passam-se dez anos, período em que Paul viveu um casamento sem amor com Louise Kane e teve um filho com ela. Certo dia, a Sra. Clarissa, envelhecida e enferma, comunica à Mary que está decidida a dividir com ela as ações da siderúrgica. Algum tempo depois, com a morte da Sra. Clarissa, seus filhos Ted, William Jr. e Constance decidem vender a empresa, apesar dos protestos de Paul. Mary intervém a favor de Paul e convence Constance a fazer o mesmo.

Finalmente, Paul se separa de Louise, que sempre se mostrou apenas interessada em seu dinheiro, e vai viver com Mary.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Tay Garnett, a partir de um roteiro escrito por Sonya Levien e John Meehan, “O Vale da Decisão” é um ótimo filme norte-americano produzido por Edwin H. Knopf para a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1945. Sua trama, baseada num livro de Marcia Davenport, consegue prender a atenção do espectador ao longo de toda a projeção.

Na direção, Garnett, demonstrando um completo domínio da câmera, nos brinda com um belo trabalho. Por outro lado, a trilha sonora, a cargo de Herbert Stothart, é de primeiríssima qualidade, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar da categoria. Merece, ainda, ser destacada, a bela fotografia em preto e branco assinada por Joseph Ruttenberg.

No elenco, destacam-se as atuações de Greer Garson, indicada ao Oscar de Melhor Atriz, e de Gregory Peck. Aliás, este foi o 5º ano consecutivo em que Greer Garson teve seu nome ligado às premiações anuais da Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood. Em 1943, ela foi a ganhadora da famosa estatueta, por sua atuação em “Rosa da Esperança” e, nos anos de 1942, 1944, 1945 e 1946, teve seu nome indicado à mesma estatueta, respectivamente por suas atuações em “Flores do Pó”, “Madame Curie”, “Mrs. Parkington, a Mulher Inspiração” e “O Vale da Decisão”.

CAA