Filmes por gênero

A RELIGIOSA (1966)

La religieuse
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Ficha Técnica

Outros Títulos: The nun (Título Internacional)
Die Nonne (Alemanha)
Suzanne Simonin, la Religieuse (Itália)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: Jacques Rivette
Roteiro: Jacques Rivette, Jean Gruault
Produção: Georges de Beauregard
Design Produção: Jean-Jacques Fabre, Guy Littaye
Música Original: Jean-Claude Eloy
Fotografia: Alain Levent
Edição: Denise de Casabianca
Figurino: Gitt Magrini
Guarda-Roupa: Jeanine Herrly
Maquiagem: Jacky Reynal
Efeitos Sonoros: Guy Villette, Urbain Loiseau, Michel Fano
Nota: 7.6
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Anna Karina Suzanne Simonin
Liselotte Pulver Mme. de Chelles
Micheline Presle Mme. de Moni
Francine Bergé Madre Sainte-Christine
Francisco Rabal Dom Morel
Christiane Lénier Mme. Simonin
Yori Bertin Irmã Saint-Thérèse
Catherine Diamant Irmã Saint-Ursule
Gilette Barbier Irmã Saint-Jean
Annik Morice Irmã Saint-Jéròme
Danielle Palmero Irmã Saint-Clément
Françoise Godde A doméstica
Jean Martin Sr. Hébert
Hubert Buthion O Arcebispo
Marc Eyraud Padre Seraphin
Wolfgang Reichmann Padre Lemoine
Charles Millot Sr. Simonin
Pierre Meyrand Sr. Manouri

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Jacques Rivette)

Sinopse

As duas irmãs de Suzanne Simonin foram ricamente dotadas. Seu pai já não pode dar ao luxo de fazer o mesmo por ela, que, aliás, não é sua filha. A solução, no século XVIII, era simples: colocar a criança mal amada num convento. Susan se recusa a pronunciar seus votos, mas ninguém a ouve e ela, contra sua vontade, termina sendo convencida por Madame Moni a aceitar seu destino e pronunciar seus votos no Convento de Longchamps.

Mas, depois da morte da Superiora, Madre Sainte-Christine impõe uma disciplina de ferro. Ela tranca Suzanne em sua cela para tentar impedir sua tentativa de renunciar a seus votos, e diz que a jovem se acha possuída por um demônio. Inocentada, Suzanne é transferida para o Convento de Arpajon, onde há uma total liberdade introduzida pela Superiora, Madame de Chelles. Esta se torna muito interessada em Suzanne que, para escapar de seus avanços, foge com a ajuda de Dom Morel.

Depois de correr e caminhar bastante, ela é encontrada, por fazendeiros, deitada à beira de uma pequena e estreita estrada de terra, sendo por eles recolhida. Mais tarde, ao caminhar pela mesma estrada, é descoberta pelos seus antigos perseguidores, o que a obriga a, mais uma vez, correr desesperadamente para não ser por eles apanhada, indo ter a uma lavanderia, onde é aceita para passar a ferro.

Não se sentindo bem acolhida e, pelos comentários maldosos que ouve sobre uma freira que teria fugido do Convento de Arpajon, Suzenne deixa a lavanderia e passa a pedir esmola na rua. É nesse ponto que ela é recolhida por uma mulher elegante que fica impressionada com sua beleza. À noite, na casa para a qual é levada, cinco mulheres muito bem vestidas e maquiadas, cuidam para que ela fique igualmente irretocável para o evento que se seguirá.

Assim, quando todas estão prontas, elas se dirigem a uma enorme e elegante sala de jantar, onde as esperam um igual número de homens, talvez da nobreza local. Todos se sentam à mesa e começam a fazer seus pares, os quais passam a se agarrar e a se beijar. Diante de tal situação, Suzanne consegue se levantar e, pedindo perdão a Deus, joga-se do alto de uma janela, morrendo.

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Comentários

Baseado em um romance escrito por Denis Diderot em 1780, "A Religiosa" é mais um ótimo filme do cinema francês. Dirigido pelo cineasta Jacques Rivette, que também co-assina o roteiro, sua trama gira em torno do drama vivido por uma jovem, Suzanne Simonin, que não tendo a menor vocação, é obrigada pela família a entrar para um convento a fim de se tornar freira.

Rivette realiza um belo trabalho, tanto na forma como apresenta a narrativa, como na condução dos atores. Mesmo censurado pelo governo francês por questões religiosas, o filme apresentou-se no Festival de Cannes de 1966, ocasião em que perdeu o Prêmio Palma de Ouro para "Um Homem, Uma Mulher", de Claude Lelouch, e "Confusões à Italiana", de Pietro Germi. Ao ser revogada a censura no ano seguinte, "A Religiosa" tornou-se um estrondoso sucesso de bilheteria.

Na área técnica, chamam ainda atenção a bela fotografia, de Alain Levent, e a trilha sonora de Jean-Claude Eloy, em seu primeiro trabalho para o cinema. No elenco, o grande nome a ser destacado é o da atriz Anna Karina, na época casada com Jean-Luc Godard, com uma atuação perfeita. Merecem ainda ser citados os de Micheline Presle e Liselotte Pulver, ambas com ótimas atuações.

CAA