Filmes por gênero

OS POSSESSOS (1988)

Les possédés
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Los poseídos (Espanha)
Dostoevskij - I demoni (Itália)
Die dämonen (Alemanha)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: Andrzej Wajda
Roteiro: Andrzej Wajda, Agnieszka Holland, Edward Zebrowski
Produção: Margaret Ménégoz
Design Produção: Allan Starski
Música Original: Zygmunt Konieczny
Fotografia: Witold Adamek
Edição: Halina Prugar-Ketling
Figurino: Jolanta Jackowska, Krystyna Zachwatowicz
Guarda-Roupa: Wladyslaw Debowski, Robert Piskorz, Danuta Przytula
Maquiagem: Zofia Bujak, Florence Cossutta, Anna Stanowska
Efeitos Sonoros: Dominique Hennequin , Piotr Zawadzki e outros
Efeitos Especiais: Janusz Bykowski, Jacek Jelinski
Nota: 6.7
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Jean-Philippe Écoffey Peter Verkhovenski
Lambert Wilson Nikolaj Stavrogin
Jerzy Radziwilowicz Ivan Sjatov
Isabelle Huppert Maria Sjatov
Omar Sharif Prof. Stepan Verkhovenski
Jutta Lampe Maria Lebjadkin
Philippine Leroy-Beaulieu Lisa
Bozena Dykiel Sra. Virginska
Laurent Malet Aleksei Kirilov
Jean-Quentin Châtelain Virguinski
Bernard Blier O Governador
Wladimir Yordanoff Lebjadkin
Zbigniew Zamachowski Liamchine
Piotr Machalica Maurice
Philippe Chambon Chigalev
Rémi Martin Erkel
Serge Spira Fedka
Bogusz Bilewski Chefe de Polícia
Witold Skaruch Secretário do Governador
Stanislaw Górka Ativista
Grzegorz Wons Ativista

Indicações

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Ouro (Andrzej Wajda )

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1870, um grupo de jovens revolucionários retorna de uma temporada na Suiça para a pequena cidade russa onde moram. Eles planejam derrubar o regime vigente através do uso da violência, por acreditarem ser essa a única chance de reformarem a velha sociedade russa.

O País acha-se alarmado, pois todos pensam em uma revolução sangrenta e implacável. Os liberais estão em alerta, mas ninguém tem idéia do poder e das reais intenções dos ativistas. Estes, por sua vez, aguardam o retorno do organizador, Peter Verkhovenski, um monstro frio e exaltado, o qual deve trazer consigo Nikolaj Stavrogin, considerado a alma do grupo.

Peter, filho do professor humanista, Stepan Verkhovenski, é fascinado pela beleza de Stavrogin e pelo seu desprezo para com a vida dos outros. Este, realmente, não hesita em deixá-lo matar a mulher com quem se casara por provocação, a fim de seduzir Lisa, a filha do velho governador covarde e estúpido da cidade. Pedro é investido pelo ódio que orienta todas as suas ações. É ele quem manipula o seu grupo de fanáticos que acabará por queimar os bairros populares da cidade. É ele, também, que deliberadamente põe em perigo a vida do próprio pai, abandonando-o antes de morrer assistido por Lisa.

Um de seus membros, o impressor Ivan Sjatov, homem do povo e honesto, decide sair da Organização. Não sem medo, ele aguarda as reações de Peter e Stavrogin. Numa reunião, Peter prega o assassinato de Sjatov, quando este chega batendo forte na porta, à procura de ajuda para sua mulher, que acaba de voltar pra ele e que se acha em trabalho de parto. A Sra. Virginska o atende e parte ao seu lado para ajudar Maria. Peter afirma aos presentes que o filho é de Stavrogin.

Depois que a criança nasce, Maria e Sjatov fazem planos para o futuro, quando um mensageiro de Peter bate à porta e lhe informa que o chefe mandou dizer que tudo está acertado para que ele deixe a Organização, precisando apenas que ele informe o local exato onde escondeu o prelo. Sjatov diz à Maria que vai sair por pouco tempo e se dirige ao local onde Peter se encontra, sendo friamente morto por este.

Terminado o assassinato, Peter se dirige à casa de Kirilov, um jovem arquiteto e ex-seminarista, que se acha atormentado diante de uma profunda crise religiosa e moral. Ao vê-lo, ele o induz ao suicídio, chegando a ditar o seguinte bilhete de despedida: “Eu, Aleksei Kirilov, declaro a todo o mundo que esta manhã, no parque, matei Ivan Sjatov por traição e denúncia à Organização. Liberdade, Igualdade, Fraternidade, ou Morte. Kirilov, cavalheiro, seminarista russo, e cidadão do mundo civilizado”.

Depois que Kirilov se mata com um tiro na boca, Peter coloca o tal bilhete em um local bem visível e deixa o local.

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Comentários

Baseado na obra "Os Demônios", de Dostoievski, o filme é uma crítica às ideologias de democratas, socialistas, fanáticos religiosos e ultraconservadores. Realizado pelo cineasta polonês Andrzej Wajda,  “Os Possessos” é um drama razoavelmente bom. Na realidade, para mim ficou o sentimento de uma obra inacabada. Com efeito, no início, o filme passa a mensagem de que o País, que sabemos ter dimensões continentais, se acha alarmado com a iminência de uma revolução sangrenta e implacável e o que vemos é uma meia-dúzia de fanáticos incendiar bairros de uma pequena cidade onde moram, além de assassinar dois membros do próprio grupo.

O papel de Omar Sharif é basicamente desprezível e poderia até ter sido dispensado. A trama gira em torno dos personagens Sjatov e Peter Verkhovenski, o primeiro por ser o mais razoável e simpático, e o segundo por ser o grande vilão, frio e exaltado.

Apesar de o filme apresentar algumas falhas, Wajda consegue realizar um bom trabalho na direção.

CAA