Filmes por gênero

A PAIXÃO DE ANA (1969)

En passion
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Paixão (Portugal)
Une passion (França)
Pasión (Espanha)
La pasión de Ana (México, Argentina)
Passione (Itália)
The Passion of Anna (Estados Unidos, Reino Unido)
Pais: Suécia
Gênero: Drama
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Produção: Lars-Owe Carlberg
Design Produção: P.A. Lundgren
Fotografia: Sven Nykvist
Edição: Siv Lundgren
Figurino: Mago
Guarda-Roupa: Ethel Sjöholm
Maquiagem: Cecilia Drott, Börje Lundh
Efeitos Sonoros: Lennart Engholm, Ulf Nordholm, Olle Jacobsson
Nota: 9.0
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Max von Sydow Andreas Winkelman
Liv Ullmann Anna Fromm
Bibi Andersson Eva Vergerus
Erland Josephson Elis Vergerus
Erik Hell Johan Andersson
Sigge Fürst Verner
Svea Holst Mulher de Verner
Hjördis Petterson Irmã de Johan
Annicka Kronberg Katarina
Brian Wikström Oficial de Polícia
Lars-Owe Carlberg Oficial de Polícia
Britta Brunius Mulher no sonho
Malin Ek Mulher no sonho
Barbro Hiort af Ornäs Mulher no sonho
Marianne Karlbeck Mulher no sonho
Ingmar Bergman Narrador (voz)

Prêmios

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Diretor (Ingmar Bergman)

Indicações

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Roteiro (Ingmar Bergman)

Prêmio de Melhor Fotografia

Prêmio de Melhor Atriz (Liv Ullmann)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz (Liv Ullmann)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Andreas Winkelman, um homem lutando contra o recente fim de seu casamento, isola-se em uma ilha do Mar Báltico.

Certo dia, uma mulher de nome Anna Fromm bate à sua porta para tentar fazer uma ligação telefônica para Estocolmo. Anna acha-se de luto pelas recentes mortes de seu filho e de seu marido num acidente automobilístico. Depois que ela vai embora, Andreas descobre que Anna esqueceu uma pequena bolsa sobre a mesa, contendo uma carta que lhe havia sido enviada pelo antigo marido, através da qual ele lhe mostrava os motivos pelos quais os dois não tinham mais condições de tentarem voltar a morar juntos.

Andreas vai, então, até a casa onde Anna se acha hospedada, para devolver-lhe a bolsa esquecida. O proprietário da casa, Elis Vergerus, muito simpático, o convida para um drinque, mas Andreas lhe agradece e vai embora. Em seu caminho de volta para casa, ele encontra uma bela mulher dormindo no interior de um carro. É Eva Vergerus, esposa de Elis, que o convida para jantar em sua casa naquela noite. Ele aceita o convite e, assim, inicia uma sólida relação de amizade com o casal. Elis é arquiteto, fotógrafo amador e tem como hobby colecionar fotografias. Em uma conversa particular com Andreas, Elis lhe conta que Anna era perdidamente apaixonada pelo marido, que sua esposa Eva havia sido amante do marido de Anna por aproximadamente um ano, e que as duas são inseparáveis há anos.

No dia seguinte, Andreas encontra-se casualmente com Johan Andersson, um homem que vive isolado de todos e que sempre está a puxar uma carroça de mão. De todos os moradores da ilha, Andreas é o único que lhe dá atenção. Nesse encontro, ele lhe oferece xarope para sua bronquite.

Alguns dias mais tarde, Eva procura Andreas, a quem diz que se acha sozinha há três dias e que, por isso, está morrendo de tédio. Ela conta que o marido se acha em viagem na Itália e que Anna vai se submeter a uma cirurgia na perna por conta do acidente que sofreu e que vitimou seu marido e seu filho. Ela fala de sua vida, telefona para Elis sem dizer-lhe que se acha na casa de Andreas e, ao final do dia, se convida para dormir. Os dois se beijam e terminam dormindo juntos. Na manhã seguinte, Elis telefona e pede a Andreas que dê um pulo até sua casa para verificar se tudo está bem, pois ligou para Eva e ninguém respondeu.

Eva, por sua vez, agradece-lhe por ter sido tão gentil com ela e lhe diz que sentirá muito a sua falta. Comunica-lhe, ainda, que vai pegar a balsa para o continente, de onde voltará em duas semanas para a páscoa em companhia de Elis e Anna. Finalmente, após beijá-lo apaixonadamente, ela vai embora.

Na ilha, inúmeros casos de crueldade com animais começam a surgir. Só um dos criadores encontrou oito de suas ovelhas mortas e mutiladas. O pessoal da região suspeita de Johan Andersson, o homem que vive isolado de todos e que já teve passagem por um hospício.

Por outro lado, Elis comenta que andou pensando na situação financeira de Andreas, que poderá levantar um empréstimo em seu próprio nome, e que Andreas precisa ganhar algum dinheiro para pagar as parcelas. Em seguida, precisando sair, Elis pede à Eva que fique fazendo companhia a Andreas. Uma vez a sós, ela comenta que Anna lhe falou sobre o relacionamento dos dois, mas que ele não se preocupe, pois ela não é uma pessoa ciumenta.

Anna e Andreas passam a viver juntos. Ela trabalha como tradutora, enquanto ele aceita a proposta de Elis. O relacionamento do casal não é uma grande paixão, mas Andreas e Anna parecem felizes o suficiente. A polícia vai até a casa deles para informar que Johan foi encontrado morto e que deixou uma carta para Andreas, onde diz que a maioria das pessoas que vivem na comunidade lhe agride e que não suporta e não quer mais viver assim.

Depois de algum tempo, o relacionamento dos dois começa a naufragar. Andreas se sente um fracassado, sem autoestima e diz à Anna que ela tem liberdade para ir embora quando quiser. A discussão termina evoluindo para uma briga física marcada por inúmeras bofetadas. Na manhã seguinte, Andreas é surpreendido com a sirene de carros de bombeiros. Preocupado, ele chama por Anna que ainda se acha deitada e, ao saírem da casa, um senhor lhes explica que alguém entrou no estábulo, jogou gasolina sobre um pobre cavalo, acendeu um fósforo sobre um monte de feno e fugiu correndo depois de trancar a porta.

Em seguida, Andreas e Anna saem de carro com ela ao volante. Ele lhe diz que quer voltar a viver sozinho, que quer voltar a se sentir livre. Ela não diz uma palavra. Ele a provoca e ela se mantém calada. Finalmente, depois de forçar a parada do carro, Andreas se prepara para deixar o veículo quando Anna lhe pede perdão. Ele abre a porta, sai do veículo e ela parte sozinha.

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Comentários

Escrito e dirigido por um dos maiores gênios do cinema de todos os tempos, o sueco Ingmar Bergman, “A Paixão de Ana” é, sem dúvida alguma, um filme imperdível. No elenco, o mestre consegue reunir grandes atores que já trabalharam com ele em outras de suas obras-primas, como Max von Sydow (em “O Sétimo Selo”), Liv Ullmann (em “Gritos e Sussurros”), Bibi Andersson (em “Morangos Silvestres”) e Erland Josephson (em “Fanny e Alexander”), só para citar alguns.

Aqui, a trama prende-se mais ao relacionamento entre Andreas e Anna, vividos respectivamente pelos atores Max von Sydow e Liv Ullmann, o que por si só já justifica a ida ao cinema.

CAA