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VILLA AMALIA (2009)

Villa Amalia
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Ficha Técnica

Pais: França, Suíça
Gênero: Drama
Direção: Benoît Jacquot
Roteiro: Benoît Jacquot
Produção: Edouard Weil
Design Produção: Katia Wyszkop
Música Original: Bruno Coulais
Fotografia: Caroline Champetier
Edição: Luc Barnier
Maquiagem: Anne Moralis
Efeitos Sonoros: Henri Maïkoff, Gabriel Hafner, Arnaud Trochu, François Musy
Efeitos Visuais: Arnaud Damez, Aurélie Villard
Nota: 7.4
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Isabelle Huppert Ann
Jean-Hugues Anglade Georges
Xavier Beauvois Thomas
Maya Sansa Giulia
Clara Bindi Marion
Viviana Aliberti Veri
Michelle Marquais Mãe de Ann
Peter Arens Pai de Ann
Ignazio Oliva Carlo
Jean-Pierre Gos Agente imobiliário
Jean-Michel Portal Comprador de pianos
Jean Coulon Organizador de Concertos

Sinopse

A compositora de meia-idade Ann Hidden segue seu parceiro de muitos anos, Thomas, até a casa onde ele está tendo um caso com uma mulher mais jovem. Ao vê-lo abraçar e beijar a jovem, Ann fica paralisada com um grito de horror abafado em sua garganta. Não adiantará mais ele lhe dizer que a relação mantida com a outra mulher não tem importância. A relação de exclusividade que acreditava manter com ele está agora irremediavelmente destruída.

Lá, ela encontra Georges Roehl, um velho colega de escola que não via desde a época de sua adolescência. Ele se mostra ansioso para restabelecer uma relação com ela, já que se acha de luto pela morte de seu parceiro gay.

O processo de devastação, pelo qual é inteiramente tomada, leva Ann a se desfazer de tudo o que a ligava a Thomas. Começa com a interrupção de um recital, seguida com o rompimento com seu agente e com sua bem sucedida carreira de pianista e compositora. Em poucos meses, ela se desfaz de seu carro, de seu piano de cauda, além de outros dois, de suas partituras, de suas roupas e objetos pessoais jogados indiferentemente no lixo. Visita sua mãe, com quem não se dá, na Bretanha, e põe à venda a casa que compartilhara com Thomas em Paris. Nesse ínterim, pede a George que consiga um local onde ela possa viver e compor em Sens, o que o leva a acreditar que ela pretende se fixar na região da Borgonha. Entretanto, tão logo a casa é vendida, ela deixa Paris sem deixar qualquer indicação de seu destino.

Despojada de seus longos cabelos e vestida de forma bastante simples, Ann visita diversas cidades europeias até se estabelecer na ilha italiana de Ischia, próxima à cidade de Nápoles, onde aluga e reforma uma velha casa, conhecida como Villa Amalia. Pouco depois, ela inicia um caso com o médico Leonhardt Radnitzky, recentemente divorciado e que mantém a guarda parcial de sua filha de quatro anos, Magdalena.

Por outro lado, como uma forma de escapar de uma depressão, Ann adquire o hábito de contemplar a imensidão do mar, bem como de passar um bom tempo a nadar. Certo dia, ao se afastar bastante da costa, ela termina completamente esgotada, sendo salva ao ser resgatada por Charles e Giulia, em um iate.

As duas iniciam uma grande amizade, a ponto de Giulia passar a morar na Villa Amalia em companhia de Ann e de Magdalena, esta última pelo fato do pai não ter condições de cuidar dela por conta de seu trabalho.

Pouco tempo depois, a mãe de Ann morre e ela volta à Bretanha para o funeral. Lá, reencontra Thomas, seu pai, um músico de origem judia que abandonara a família quando ela ainda era uma criança, e Veri, uma colega de escola. Nessa ocasião, depois de recusar sua reconciliação com Thomas, de ser rejeitada pelo pai e de ter uma forte discussão com Veri, Ann decide voltar para a Borgonha, onde passa a viver com Georges, embora os dois não mantenham qualquer relacionamento sexual, até que este vem a falecer.

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Comentários

Villa Amalia é uma adaptação para o cinema do célebre romance de Pascal Quignard de mesmo nome. Realizado pelo cineasta parisiense Benoît Jacquot, sua trama gira em torno de uma famosa pianista que, aniquilada ao descobrir que seu marido vinha mantendo um caso extraconjugal, larga tudo e parte em viagem por algumas cidades da Europa em busca de um lugar onde possa tentar recomeçar sua vida.

Jacquot realiza um bom trabalho, procurando nada dizer ou sugerir, embora esboce algumas respostas no final, como o encontro de Ann com seu pai ausente. Na área técnica, merece ainda ser mencionada a bela fotografia assinada por Caroline Champetier.

No elenco, o grande nome a ser destacado é o da talentosa atriz Isabelle Huppert, com uma primorosa e cativante atuação. Seguem-se, num segundo plano, as interpretações de Jean-Hugues Anglade e de Maya Sansa.

CAA