Filmes por gênero

NAS GARRAS DO VÍCIO (1958)

Le beau Serge
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Um vinho difícil (Portugal)
El bello Sergio (Espanha, Argentina)
Die Enttäuschten (Alemanha)
Vännerna (Suécia)
Piekny Serge (Polônia)
Min venn Serge (Noruega)
A szép Serge (Hungria)
Красавчик Серж (União Sovética)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol
Produção: Claude Chabrol
Música Original: Émile Delpierre
Fotografia: Henri Decaë
Edição: Jacques Gaillard
Maquiagem: Lucette Deuss
Efeitos Sonoros: Jean-Claude Marchetti, Jean Labussière
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1961

Elenco

Gérard Blain Serge
Jean-Claude Brialy François Baillou
Michèle Méritz Yvonne
Bernadette Lafont Marie
Claude Cerval Padre
Jeanne Pérez Madame Chaunier
Edmond Beauchamp Glomaud
André Dino Michel, o médico
Michel Creuze O padeiro
Claude Chabrol "La Truffe"
Philippe de Broca Jacques Rivette
Christine Dourdet .
Géo Legros .

Prêmios

Festival Internacional de Cinema de Locarno, Suiça

Prêmio Vela de Prata de Melhor Diretor (Claude Chabrol)

Prêmios Jean Vigo, França

Prix Jean Vigo de Melhor Filme (Claude Chabrol)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na França, François Baillou, acometido de tuberculose, volta à aldeia, onde viveu durante sua infância, para passar o inverno como parte de seu tratamento contra essa temível doença. Uma vez lá, ele reencontra em um Café, seu antigo melhor amigo, Serge, em companhia do sogro, o velho Glomaud, ambos completamente embriagados. François os cumprimenta, mas não é por eles reconhecido.

Logo em seguida, Yvonne, mulher de Serge, e Marie, a outra filha de Glomaud, chegam ao Café e os levam para casa. François toma conhecimento de que seu amigo se tornou um homem frustrado por não ter podido sair da aldeia para estudar arquitetura, como era seu desejo, uma vez que se viu obrigado a se casar com Yvonne quando a engravidou, submetendo-se a um simples emprego como motorista de caminhão. Para complicar ainda mais o seu equilíbrio emocional, a criança nasceu mongoloide e não sobreviveu.

Diante do estado deplorável de seu velho amigo, François decide aproveitar sua estada na aldeia para tentar ajudá-lo. Ele descobre que o pároco local fracassara ao tentar fazer com que Serge deixasse a bebida.

Ao se aproximar de Marie, François se sente atraído pela jovem de 17 anos. Ela, por sua vez, ao se apaixonar por ele, lhe revela que não é filha de Glomaud. Este, informado por François quando de uma discussão, viola a jovem.

Por ocasião de um baile, quando Serge se esforça para humilhar sua esposa ao cortejar Marie, que tempos antes fora sua amante, os dois amigos brigam e François termina ferido. Mesmo assim, este decide não deixar a aldeia enquanto Serge não compreender que não teve qualquer tipo de culpa na morte de seu primeiro filho.

Algum tempo depois, quando Yvonne sente os primeiros sintomas de que vai dar à luz seu segundo filho, François sai durante a noite à procura de Serge e, ao encontrá-lo, consegue fazer com que ele chegue a tempo para assistir ao nascimento da criança, esta completamente sadia.

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Comentários

Escrito, dirigido e produzido pelo grande cineasta parisiense Claude Chabrol, “Nas Garras do Vício” marca sua estreia como diretor de cinema. No ano anterior, ele havia se iniciado como roteirista e produtor de um curta-metragem de nome “O Truque do Pastor”. “Nas Garras do Vício” marca ainda o início da conhecida “Nouvelle Vague” francesa, já que sua estreia ocorreu vários meses antes das de “Os Incompreendidos” de François Truffaut, e de “Acossado” de Jean-Luc Godard, os dois filmes-referência desse famoso movimento artístico do cinema francês.

Sua trama fala da história de uma amizade que é colocada à prova pela vida, mostrando que ela pode se tornar indestrutível apesar de todas as dificuldades e contratempos que possam surgir pela frente. Amores impossíveis, sentimentos contraditórios, fuga através da bebida, entre outros, são elementos que se acham presentes nesta obra de Chabrol.

Além do belo trabalho realizado pelo cineasta, reconhecido em dois Festivais de Cinema, merecem ser citadas a bela fotografia de Henri Decaë e as atuações dos jovens atores Gérard Blain, Jean-Claude Brialy e Bernadette Lafont, todos na época com menos de trinta anos de idade.

CAA