Filmes por gênero

DIÁRIO DE UMA CAMAREIRA (1964)

Le Journal d'une Femme de Chambre
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Il diario di una cameriera (Itália)
Diário de uma Criada de Quarto (Portugal)
Diary of a Chambermaid (Estados Unidos)
Diario de una doncella (Espanha)
Diario de una camarera (Argentina)
Tagebuch einer Kammerzofe (Alemanha)
En kammarjungfrus dagbok (Suécia)
En kammerpiges dagbog (Dinamarca)
Дневник горничной (União Soviética)
Pais: França, Itália
Gênero: Drama, Crime
Direção: Luis Buñuel
Roteiro: Luis Buñuel, Jean-Claude Carrière
Produção: Michel Safra, Serge Silberman
Design Produção: Georges Wakhévitch
Fotografia: Roger Fellous
Edição: Luis Buñuel, Louisette Hautecoeur
Figurino: Georges Wakhévitch
Guarda-Roupa: Jacqueline Moreau
Maquiagem: Maguy Vernadet
Efeitos Sonoros: Antoine Petitjean, Robert Cambourakis
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1967

Elenco

Jeanne Moreau Céléstine
Georges Géret Joseph
Michel Piccoli Sr. Monteil
Françoise Lugagne Madame Monteil
Jean Ozenne Sr. Rabour
Daniel Ivernel Capt. Mauger
Gilberte Géniat Rose
Bérnard Musson Sacristão
Jean-Claude Carrière Padre
Dominique Sauvage Claire
Muni Marianne
Claude Jaeger Juiz
Madeleine Damien Cozinheira dos Monteil
Geymond Vital Sargento na Estação Ferroviária
Jean Franval Carteiro
Marcel Rouzé Chefe da Estação
Marc Eyraud Secretário do Comissário
Dominique Zardi Policial
Gabriel Gobin Policial que vem prender Joseph
Aline Bertrand A viajante
Pierre Collet O viajante
Jeanne Pérez A fofoqueira

Prêmios

Festival Internacional de Karlovy Vary, República Tcheca

Prêmio de Melhor Atriz (Jeanne Moreau)

Indicações

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Luis Buñuel)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na década de 1930, Celestine, uma empregada de 32 anos, chega de Paris para trabalhar na propriedade da família Monteil, na Normandia. A anfitriã, arrogante e desdenhosa com seus servos, é uma puritana frígida e obcecada por limpeza. Por outro lado, ela deve enfrentar os avanços do marido, sexualmente frustrado, bem como, o fetichismo do patriarca, um ex-sapateiro que lhe pede para usar botas que ele mantém trancadas em um armário.

Apesar de sua repugnância, ela é ainda obrigada a conviver com Joseph, um trabalhador braçal que cuida dos cavalos, de tendências sádicas, racistas e ativista de extrema direita. Há, ainda, o Sr. Rabour, um vizinho e militar aposentado que joga lixo no jardim dos Monteils para manter uma antiga rivalidade.

Certo dia, a aldeia é sacudida por um tumulto quando o mais velho Monteil morre em sua cama, segurando sua coleção de botas, e uma garotinha, com quem Celestine se dava, é encontrada estuprada e morta. Apesar de sua atração sexual por Joseph, ela tem certeza que ele é o culpado e providencia provas para incriminá-lo. As provas, no entanto, são insuficientes e ele é libertado, indo em seguida para Cherbourg a fim de abrir um bistrô com outra mulher.

No final, Celestine decide se casar com o Sr. Rabour, o militar aposentado que ela domina ao exercer sutilmente seu poder de sedução.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Luis Buñuel, a partir de um roteiro por ele escrito, juntamente com Jean-Claude Carrière, “Diário de uma Camareira” é um filme franco-italiano produzido em 1964. Sua trama, baseada num romance de Octave Mirbeau, fala dos problemas vividos por uma doméstica ao trabalhar na casa de uma família francesa marcada por atitudes estranhas.

Na direção, como de costume, Buñuel nos brinda com mais um belo trabalho. Na área técnica, merece igualmente registro a fotografia em preto e branco Franscope a cargo de Roger Fellous.

No elenco, Jeanne Moreau brilha no papel da camareira, seguida pelas boas atuações de Georges Géret e Michel Piccoli.

CAA