Filmes por gênero

A TRAGÉDIA DE UM HOMEM RIDÍCULO (1981)

La tragedia di un uomo ridicolo
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La tragédie d'un homme ridicule (França)
Tragedy of a Ridiculous Man (Estados Unidos)
La historia de un hombre ridículo (Espanha)
Die Tragödie eines lächerlichen Mannes (Alemanha)
Pais: Itália
Gênero: Drama
Direção: Bernardo Bertolucci
Roteiro: Bernardo Bertolucci
Produção: Giovanni Bertolucci
Música Original: Ennio Morricone
Fotografia: Carlo Di Palma
Edição: Gabriella Cristiani
Figurino: Lina Nerli Taviani
Maquiagem: Giuseppe Banchelli
Efeitos Sonoros: Mario Dallimonti, Fausto Ancillai, Decio Trani
Nota: 8.1
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Ugo Tognazzi Primo Spaggiari
Anouk Aimée Barbara Spaggiari
Laura Morante Laura
Victor Cavallo Adelfo
Olimpia Carlisi Quiromante
Ricky Tognazzi Giovanni Spaggiari
Margherita Chiari Empregada
Gaetano Ferrari Guarda
Vittorio Caprioli Marechal
Renato Salvatori Coronel
Cosimo Cinieri Magistrado
Antonio Trevisi Gerente do Banco

Prêmios

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Ator (Ugo Tognazzi)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator (Ugo Tognazzi)

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Bernardo Bertolucci)

Sinopse

Primo Spaggiari é um industrial italiano, proprietário de uma fábrica de queijos, nas vizinhanças de Parma, conseguida talvez por meio de algumas pequenas ilegalidades. Casado com uma francesa, Barbara, o casal tem um filho, Giovanni, militante da esquerda, que se envergonha do pai por achá-lo igual a qualquer empresário que se aproveita da força de trabalho dos seus empregados para obter ganhos financeiros. Primo desconhece os costumes e os amigos do filho.

Certo dia, no escritório de sua fábrica, ao chegar para mais um dia de trabalho, Primo encontra, como presente do filho pela passagem de seu aniversário, um binóculo, um boné igual ao de um comandante de navio, e uma pistola de luz para, eventualmente, emitir um sinal de perigo.

Boné na cabeça, binóculo pendurado no pescoço e pistola na cinta, Primo sobe ao terraço da fábrica, de onde observa sua propriedade. Por acaso, descobre uma mulher que parece lhe sorrir de um modo um tanto avesso, mas gostoso, e sorri de volta. Ao desviar o olhar para uma estrada, ele descobre o carro do filho em altíssima velocidade, tentando escapar de uma perseguição e que, de repente, capota.

Giovanni pula para fora da estrada. Primo dispara sua pistola de luz, mas é tarde. Seu filho foi sequestrado por terroristas. Primo é tomado por um susto seguido por desespero. Pouco depois, no meio de um milharal, seu coração bate disparado a ponto de um policial aconselhá-lo a procurar um médico. Segue-se o habitual pedido de resgate, ao qual o industrial responde favoravelmente, apesar de se encontrar praticamente falido.

O chefe de polícia acredita que Giovanni orquestrou seu próprio desaparecimento para extrair dinheiro do pai em benefício dos anarquistas de esquerda. Talvez ele tenha razão. Entretanto, para satisfazer o pedido de resgate, Primo terá que fechar sua fábrica. Por outro lado, Adelfo, o padre operário, Laura, a namorada de Giovanni, e Barbara levantam dúvidas a respeito do comportamento do empresário. Será que, com sua empresa prestes a falir, ele não estaria usando o sequestro para dar um golpe e escapar da falência?

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Comentários

Escrito e dirigido pelo grande cineasta Bernardo Bertolucci, “A Tragédia de um Homem Ridículo” é um bom drama do cinema italiano. Sua trama tem, como pano de fundo, a história de uma família burguesa, procurando mostrar as diferenças entre um pai capitalista e seu filho, militante da esquerda, que se envergonha do pai.

Bertolucci realiza um bom trabalho, com uma direção bastante equilibrada, embora o produto final esteja bem abaixo de suas grandes realizações como, por exemplo, “Último Tango em Paris”, de 1972, “O Céu que nos Protege”, de 1990, “Beleza Roubada”, de 1996, e “Assédio”, de 1999.

A fotografia de Carlo Di Palma apresenta-nos belas imagens e, no elenco, Ugo Tognazzi é, sem dúvida, o grande nome a ser destacado por sua excelente atuação.

CAA