Filmes por gênero

ROSAS SELVAGENS (1994)

Les roseaux sauvages
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Os juncos silvestres (Portugal)
Wild reeds (USA)
L'età acerba (Itália)
Los juncos salvajes (Espanha)
Wilde herzen (Alemanha)
De vilde siv (Dinamarca)
Villikaislat (Finlândia)
Dzikie trzciny (Polônia)
Дикий тростник (Rússia)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: André Téchiné
Roteiro: André Téchiné, Gilles Taurand, Olivier Massart
Produção: Alain Sarde, Georges Benayoun
Design Produção: Pierre Soula
Fotografia: Jeanne Lapoirie
Edição: Martine Giordano
Figurino: Elisabeth Tavernier
Maquiagem: Youssef Ferhat, Marie-Lou Dorion
Efeitos Sonoros: François Groult, Pierre Lorrain, Jean-Paul Mugel e outros
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1995

Elenco

Élodie Bouchez Maïté Alvarez
Gaël Morel François Forestier
Stéphane Rideau Serge Bartolo
Frédéric Gorny Henri Mariani
Michèle Moretti Madame Alvarez
Jacques Nolot Sr. Morelli
Eric Kreikenmayer Pierre Bartolo, o noivo
Nathalie Vignes Irène, a noiva
Michel Ruhl Sr. Cassagne
Fatia Maite Aicha Morelli
Claudine Taulère Enfermeira
Elodie Soulinhac Colette, jovem numa festa
Paul Simonet Sr. Bartolo
Bordes Fernand Raouly Madame Bartolo
Michel Voisin Juiz de Paz
Denis Bergonhe Atendente no Posto de Gasolina
Christophe Maitre Instrutor no Ginásio
Dominique Bovard Guarda

Prêmios

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme (André Téchiné)

César de Melhor Roteiro (André Téchiné, Gilles Taurand, Olivier Massart)

César de Melhor Direção (André Téchiné)

César de Melhor Revelação Feminina (Élodie Bouchez)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (André Téchiné)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios Louis Delluc, França

Prêmio Louis Delluc

Indicações

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Michèle Moretti)

César de Melhor Revelação Masculina (Frédéric Gorny)

César de Melhor Revelação Masculina (Gaël Morel)

César de Melhor Revelação Masculina (Stéphane Rideau)

Festival Internacional de Cinema de Chicago

Prêmio Gold Hugo de Melhor Filme (André Téchiné)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Roteiro (André Téchiné, Gilles Taurand, Olivier Massart)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1962, no sudoeste da França, François Forestier é um jovem tímido da classe média baixa que luta para conseguir seu diploma do ensino médio. Ele passa a maior parte de seu tempo falando sobre filmes e literatura com sua melhor amiga, Maïté Alvarez, cuja mãe, Madame Alvarez, é sua professora de francês e responsável pela célula local do Partido Comunista Francês. No internato, François conhece Serge Bartolo, filho de um fazendeiro das redondezas. À noite, Serge procura François no dormitório para conversar e termina envolvendo-o num relacionamento erótico.

Enquanto Serge age por curiosidade, François descobre sua homossexualidade latente e desenvolve uma profunda atração pelo amigo. Ele confidencia essa descoberta à Maïté, que esconde seu desapontamento e o encoraja a sair do armário. Mais tarde, quando ele se mostra cada vez mais interessado por ela, Maïté lhe diz que não tem interesse por ninguém.

Quando o irmão de Serge, Pierre Bartolo, se casa com Irène, François e Maïté comparecem à cerimônia. Logo depois, o noivo, numa tentativa para evitar sua ida para o front da guerra na Argélia, pede à Madame Alvarez para ajudá-lo a desertar, mas ela se recusa a atendê-lo. No entanto, quando chega a notícia de sua morte durante os combates, a mãe de Maïté sofre um colapso nervoso por ter negado sua influência e, por conseqüência, não ter evitado que ele embarcasse para a Argélia.

Henri, um exilado argelino aparece no colégio interno, agravando todos os conflitos. Trazendo consigo os traumas da guerra, ele cinicamente faz François enfrentar sua homossexualidade, provocando o ódio de Serge. Mas é o encontro com Maïté que vai desestabilizá-los, quando suas posições ideológicas colidirem com sua atração mútua.

O Sr. Morelli, novo professor repatriado da Argélia, cuja mulher é árabe, tenta sem sucesso ajudar Henri. Este decide abandonar seus estudos e voltar para a casa da mãe em Marselha. Por outro lado, cansados de aguardarem os resultados das provas do ensino médio, François, Maïté e Serge decidem se banhar no rio. No caminho, encontram Henri, que ainda não tomou o trem para Marselha.

Ao chegarem ao rio, os jovens têm a oportunidade de tomar banho, nadar e de esclarecer a relação de cada um para com os demais. No final, eles se despedem de Henri, que parte sozinho.

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Comentários

Realizado pelo cineasta francês André Téchiné, “Rosas Selvagens” é um ótimo filme de meados dos anos 1990. Sua trama se passa numa pequena cidade do sudoeste da França e gira em torno de um grupo de jovens que cursam o ensino médio, ocasião em que descobrem sua sexualidade, onde as relações livres e a homossexualidade são claramente mostradas com sensibilidade e sensualidade. Em outras palavras, o filme procura mostrar a adolescência como o período dos questionamentos existenciais.

Partindo de um roteiro muito bem escrito, Téchiné nos brinda com uma direção sensível, no que é ajudado pela bela fotografia de Jeanne Lapoirie e pelas atuações de um grupo de jovens e talentosos atores com idades variando entre 18 a 22 anos.

CAA