Filmes por gênero

FACES DA VERDADE (2008)

Nothing but the truth
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A verdade e só a verdade (Portugal)
Le prix du silence (França)
Nichts als die wahrheit (Alemanha)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Suspense
Direção: Rod Lurie
Roteiro: Rod Lurie
Produção: Rod Lurie, Marc Frydman, Bob Yari
Design Produção: Eloise Crane Stammerjohn
Música Original: Larry Groupé
Fotografia: Alik Sakharov
Edição: Sarah Boyd
Figurino: Lynn Falconer
Guarda-Roupa: Rachel Greene
Maquiagem: Vasilios Tanis, Gloria Belz
Efeitos Sonoros: Dan Hegeman, Jay Meagher, Karen Vassar e outros
Efeitos Especiais: Amanda Paller
Efeitos Visuais: Curt Miller, Daniel Kumiega, Curt Miller e outros
Nota: 8.1
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Kate Beckinsale Rachel Armstrong
Matt Dillon Promotor Patton Dubois
Alan Alda Dr. Alan Burnside
Vera Farmiga Erica Van Doren
David Schwimmer Ray Armstrong
Angela Bassett Bonnie Benjamin
Noah Wyle Dr. Avril Aaronson
Floyd Abrams Juiz Hall
Jamey Sheridan Oscar Van Doren
Courtney B. Vance Agente O'Hara
Julie Ann Emery Agente Boyd
Michael O'Neill Diretor da CIA
Phil Darius Wallace Agente Coddington do FBI
Angelica Torn Molly Meyers
Jennifer McCoy Jesse
David Bridgewater Riggens
Jenny Odle Madden Olivia
Kristen Shaw Angel Rabinowitz
Rod Lurie Larry
Scott Williamson Presidente Lyman
Preston Bailey Timmy Armstrong
Erin Dangler Gretchen Monroe
Kristen Bough Allison Van Doren
Michael Detroit David
Garnet Brooks Agente do Serviço Secreto
D'Army Bailey Juiz da Suprema Corte
Lowell Perry Delegado Federal
Merle Dandridge Celia

Sinopse

Rachel Armstrong é uma jovem jornalista política que trabalha para o Capital Sun-Times, em Washington. Ela é casada com o escritor Ray Armstrong, com quem tem um filho de cerca de oito anos de idade.

Quando um avião americano bombardeia Bases militares na Venezuela, em represália a um atentado sofrido pelo Presidente Lyman, Rachel procura Erica Van Doren, esposa do antigo embaixador Oscar Van Doren e mãe de uma coleguinha de seu filho, para informar-lhe que está escrevendo uma matéria para o jornal em que trabalha, edição do dia seguinte, na qual ela vai aparecer como uma agente da CIA que se achava em missão para reunir provas contra a Venezuela, em relação à tentativa frustrada para assassinar o presidente americano. Indignada, Erica diz à jornalista que a fonte dela não merece crédito e exige que ela fique longe de sua família.

Após a matéria ser publicada, Rachel vai deixar o filho na escola, sendo abordada pelo agente Coddington do FBI, que a leva até a presença do Promotor Patton Dubois. Este lhe diz que ela tinha todo o direito de publicar sua matéria desde que tivesse citado o nome de sua fonte. Quando ela se nega a citá-la, ele lhe avisa que ela será convidada a comparecer diante do Grande Júri, ocasião em que, certamente, será obrigada a fazê-lo.

No dia seguinte, Erica procura Rachel na casa desta, ocasião em que lhe pede desculpas por ter sido grosseira na última vez em que se viram, reconhece que a jornalista tem o direito de não revelar suas fontes, mas que gostaria de saber pelo menos se ela pode revelar se se trata de alguém próxima a ela. Rachel lamenta, mas diz que infelizmente não pode revelar nada sobre o assunto.

Levada ao Grande Júri, Rachel é argüida pelo promotor Dubois, mas mantém o seu silêncio, alegando que não pode violar o seu direito à 1ª Emenda e à Lei Federal. Ao sair, é abordada por um agente federal que lhe diz ter uma citação para que ela compareça dentro de duas horas à Corte Distrital. Antes de seguir para a audiência naquela Corte, Dr. Avril Aaronson, advogado do Capital Sun-Times, a apresenta ao Dr. Alan Burnside, que vai ser seu advogado a partir daquele instante.

Uma vez na Corte Distrital, o Dr. Burnside, alegando que acabou de ser apresentado à sua cliente, pede ao Juiz um adiamento de cerca de uma semana para que ele possa construir o caso. O Juiz Hall, entretanto, nega o pedido do advogado e ordena à Rachel que informe o nome de sua fonte, avisando-a que se negar a fazê-lo, será presa por desacato à autoridade. Ao Dr. Burnside, ele concede alguns dias para que ele aconselhe sua cliente a obedecer à ordem da Corte. O advogado afirma ao magistrado que não pode aconselhar sua cliente a trair seu confidente. Diante de tal colocação, o Promotor Dubois pede que a Sra. Armstrong seja detida imediatamente por desacato à autoridade e ameaça direta à segurança nacional. O Juiz Hall declara Rachel detida e a entrega à custódia do Delegado Federal dos Estados Unidos.

Quinze dias depois, Rachel comparece novamente à Corte Distrital, onde o Dr. Burnside solicita ao Juiz que a libere até que o Tribunal de Apelações julgue a validade da acusação. Entretanto, o Juiz Hall mais uma vez atende à solicitação do Promotor Dubois que propõe seja imposta uma multa de US$ 10 mil diários ao Capital Sun-Times até que a fonte da Sra. Armstrong seja revelada.

Por outro lado, a CIA passa a investigar Erica. Sentindo-se ameaçada, ela deixa transparecer sua intenção de se demitir da Organização. É, entretanto, advertida pelos investigadores que não vai ser tão fácil, como ela parece imaginar, uma vez ser ela possuidora de muitas informações privilegiadas. Mesmo assim, ela se retira da CIA, perde a proteção e, pouco tempo depois, é assassinada.

Na prisão, há quase quatro meses, Rachel toma conhecimento de que fora indicada ao Prêmio Pulitzer de Jornalismo. Três meses depois, recebe a jornalista Molly Meyers para gravar uma entrevista a ser levada ao ar num canal de televisão. Por trás desse fato, há sem dúvida um interesse da imprensa em manter o caso vivo como forma de pressionar o governo.

Stan, um antigo Chefe de Despachos do Vice-Presidente, procura o Grande Júri para apresentar um depoimento sobre o caso. Depois de dizer que havia se demitido há onze meses, confessa ser a fonte que tanto procuram. Continua seu depoimento dizendo que, estando com muita raiva de Erica e Oscar Van Doren, certo dia se encontrava numa festa, bebendo, e que ao ficar fora de controle, falara para Rachel que Erica era uma agente da CIA.

Na prisão, a jornalista recebe a visita de Ray, seu marido, que lhe informa estar tendo um caso com outra mulher. Na ocasião, depois de lhe dizer que nunca esperou uma atitude dessas por parte dele, confessa-lhe que sua única preocupação diz respeito à situação de Timmy, seu filho.

Dr. Burnside consegue levar o caso à Suprema Corte dos Estados Unidos. Terminado o julgamento, a Corte fica de dar seu veredicto na 2ª feira da semana seguinte. Nesse ínterim, o Juiz Hall chama à sua casa o advogado e o promotor Dubois para lhes informar que, através de fontes confidenciais, tomou conhecimento de que o resultado foi de quatro votos contra Burnside. Segundo ele, a Segurança Nacional prevaleceu entre os Ministros da Suprema Corte. Continuando, diz que vai soltar Rachel por ela já se encontrar presa há um ano, ter recebido ameaças de vida e, principalmente, por estar convicto de que ela jamais dará o nome de sua fonte. Diz então a Burnside que pode procurá-lo na Corte Distrital para receber o alvará de soltura e, a Dubois, que ele tem o direito de apelar, como já ocorreu em outros julgamentos.

Ao ser solta, Rachel é esperada na porta do presídio por Bonnie, que a leva para um hotel. No caminho, entretanto, o carro delas é parado pela polícia e Rachel é presa sob a alegação de destruir uma investigação federal. Levada à presença do Promotor Dubois, este lhe diz que ela é culpada dessa acusação e que, se quiser ir a julgamento, o Júri vai ouvir um discurso inflamado sobre um País que teve a Segurança comprometida, sobre um marido que ficou viúvo e uma menininha que visita o túmulo da mãe porque alguém resolveu desafiar as leis. O promotor termina dizendo-lhe que, se o obrigar a levá-la a julgamento, ele assegurará para que ela não volte para casa antes da formatura de seu filho.

Ao ser colocada em um ônibus, Rachel recorda como tudo começou. Ela se achava em um ônibus com o filho e um grupo de coleguinhas de sua classe quando uma garota sentada ao seu lado, de nome Allison Van Doren, lhe perguntou se ela era escritora. Ao responder-lhe que era jornalista, a menina lhe disse que seu pai era escritor, mas que a mãe não gostava do que ele escrevia sobre o Presidente: “Eu a ouvi gritar com meu pai porque ele havia usado umas coisas secretas que ela tinha descoberto quando esteve na Venezuela a trabalho para o governo. A senhora não pode contar a ninguém que fui eu quem lhe falou isso”.

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Comentários

“Faces da Verdade” é um ótimo filme do cineasta israelense Rod Lurie. Além de nos brindar com uma sólida direção, Lurie é também co-produtor e responsável pelo bem escrito roteiro. O filme procura mostrar o delicado equilíbrio existente entre segurança nacional e liberdade de imprensa.

Embora não seja baseada em fatos reais, a trama provavelmente teve como inspiração a história de Judith Miller, repórter do New York Times, que em 2005 esteve presa, por 85 dias, ao se recusar a revelar a fonte de um artigo que publicara sobre o caso Valerie Plame, mulher do ex-embaixador Joseph Wilson. Na época, altas autoridades do governo Bush vazaram a informação de que Valerie era agente da CIA.

A história tem o seu clímax ao ser fechada com chave de ouro, na última cena do filme, quando finalmente é revelado para os espectadores o nome da fonte da jornalista, tão procurado sem sucesso pelas autoridades: Allison Van Doren, uma garotinha de apenas sete a oito anos.

O elenco principal nos brinda com ótimas interpretações, mas me atrevo a dizer que o filme pertence à Kate Beckinsale, talvez na melhor atuação de sua carreira.

CAA