Filmes por gênero

A VIÚVA (1971)

La Veuve Couderc
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Ficha Técnica

Outros Títulos: L'evaso (Itália)
La viuda Couderc (Espanha)
Der Sträfling und die Witwe (Alemanha)
Pais: França, Itália
Gênero: Drama
Direção: Pierre Granier-Deferre
Roteiro: Pierre Granier-Deferre, Pascal Jardin
Produção: Raymond Danon
Design Produção: Jacques Saulnier
Música Original: Philippe Sarde
Fotografia: Walter Wottitz
Edição: Jean Ravel
Figurino: Jacques Cottin
Maquiagem: Maud Begon, Michel Deruelle
Efeitos Sonoros: Jean Labussière, Alex Pront, Jean Rieul
Nota: 7.7
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Simone Signoret Yvette Couderc
Alain Delon Jean Lavigne
Ottavia Piccolo Félicie
Jean Tissier Henri
Monique Chaumette Françoise
Boby Lapointe Désiré
Pierre Collet O comissário Mallet
François Valorbe O coronel
André Rouyer Policial

Sinopse

Em junho de 1934, ao caminhar por uma estrada no interior da França, Jean Lavigne vê quando uma senhora, bastante mais velha que ele, Yvette Couderc, desce de um ônibus com uma bagagem pesada, na qual se inclui uma velha incubadora. Ele se oferece para ajudá-la e os dois caminham até uma pequena casa da fazenda onde ela mora. Uma vez lá, Yvette, que é viúva, agradece-lhe pelo favor prestado, oferece-lhe um copo de vinho e lhe pergunta se ele está à procura de trabalho. Ao responder-lhe afirmativamente, Jean recebe e aceita uma proposta para ajudá-la nos trabalhos da fazenda por dois dias.

Em uma casa próxima, vivem os familiares de seu falecido marido. Com exceção do Sr. Henri, seu ex-sogro, com quem Yvette mantém relações, todos os demais membros da família fazem de tudo para expulsá-la da fazenda. Na realidade, o Sr. Henri vive entre as duas casas, a maioria das vezes dormindo na de Yvette, a quem ajuda cuidando de suas vacas.

Jean começa a trabalhar numa área onde capina e recolhe a ração destinada à alimentação do gado. Enquanto realiza o seu trabalho, ele vê uma jovem que passeia e brinca com seu filhinho de colo. Jean começa a admirá-la e, ao voltar para casa, pergunta à Yvette quem é a tal moça. A viúva responde-lhe que é Félicie, uma prostituta neta do Sr. Henri.

Na manhã seguinte, quando Jean e o Sr. Henri estão a tomar o café matinal, um casal de filhos deste chega para levá-lo até o advogado da família, mas o velho não atende ao pedido dos filhos. Quando Yvette chega, ela diz que é mais uma tentativa da família para vender a casa em que mora, expulsando-a dali. Conta, então, que chegou ali com 14 anos como criada, foi estuprada pelo velho e engravidada pelo filho, mas que a criança havia morrido. Depois, quando a sogra adoeceu, foi ela quem a acolheu e cuidou dela até sua morte. Em seguida, tornou-se a ama seca do marido e agora a viúva. Não é justo, portanto, que agora seja escorraçada dali.

Mais tarde, quando estão a sós, Yvette pede a Jean que fale um pouco sobre sua vida. Ele lhe diz que pretendia ser médico, mas que infelizmente não o conseguiu, pois somente agora deixou a prisão onde se encontrava. Ela lhe diz que ele ainda é muito jovem para retomar o seu projeto de estudar medicina, mas ele afirma que agora só quer sol e vinho, deixando claro que não foi solto e sim que fugiu de uma penitenciária.

Ao ver Félicie rondando a casa, de olho em Jean, Yvette a trata mal e a expulsa do local. Jean diz à viúva que ela não precisava ter sido tão agressiva. Na hora de dormir, Yvette diz a Jean que não está irritada por ela paquerar, mas por ela fazê-lo em sua casa, exibindo toda aquela beleza. Em seguida, confessa que deve estar com um pouco de ciúmes e os dois terminam na cama. Os dias se passam e Jean continua com sua rotina na fazenda.

Certo dia, dois policiais batem à porta e pedem os documentos de Jean. Este os entrega e responde a algumas perguntas que lhe são feitas. O encontro termina bem porque Yvette intervém, oferecendo um drinque a todos e dizendo que Jean trabalha para ela.

À noite, ele vai se divertir na pequena vila próxima, onde se encontra com Félicie. Na volta para casa, os dois fazem amor ao ar livre sobre a relva. Yvette, que se preparara toda para recebê-lo em seu quarto, só o vê na manhã seguinte. Revoltada, ela lhe pergunta onde ele passou toda a noite. Como Jean não consegue mentir para ela, confessa-lhe que a passou com Félicie. Quase em lágrimas, a viúva ainda lhe pergunta o que o atrai em Félicie, recebendo como resposta: “sua juventude”. Yvette comunica-lhe que o trabalho já está feito e que o dinheiro dele encontra-se sobre a mesa. Depois de conferir o dinheiro, Jean diz à viúva que não pode ir embora antes de consertar a incubadora.

Ameaçada pela família, Félicie consegue roubar os documentos de Jean e os entregar a um homem que a acompanhou até a casa de Yvette. Enquanto isso, conseguindo consertar a incubadora, Jean chama Yvette para ver o resultado. Ela fica impressionada quando ele lhe mostra que, a cada 21 dias, ela poderá ter 60 novas galinhas. Entusiasmadíssima, ela lhe pergunta quanto os dois poderiam ganhar se tivessem 10 incubadoras como aquela. Ele lhe responde que ficariam ricos o suficiente para expulsarem a cunhada dela da região.

De posse dos documentos de Jean, a polícia descobre que os mesmos são falsos, aciona Paris e um batalhão é mobilizado para cercar a fazenda e prendê-lo. No carro do Chefe de Polícia, encontram-se o Sr. Henri e sua filha. Quando amanhece o dia, todos os soldados já se acham posicionados, bem como o regimento de cavalaria que também foi enviado à fazenda. A primeira pessoa a ver tal movimentação é Félicie que corre até a casa da viúva para avisá-la sobre o que está ocorrendo.

Depois de se despedir de Yvette, Jean foge pelos fundos, mas se vê obrigado a voltar para casa, o que consegue com muita dificuldade. Logo em seguida, com o auxílio de um megafone, a polícia pede que ele saia com as mãos para cima em até 1 minuto, sob pena de a casa ser invadida. Passado o prazo dado, começa o tiroteio. A fim de proteger Yvette, Jean sai correndo e atirando, sendo em seguida morto por uma rajada de balas. No interior da casa, a viúva acha-se também morta.

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Comentários

Baseado num romance de Georges Simenon, “A Viúva” é um muito bom filme do cinema francês do início da década de 70. Realizado pelo cineasta Pierre Granier-Deferre, o filme narra o relacionamento de duas semanas entre uma batalhadora viúva de meia-idade e um jovem fugitivo da polícia.

Contando com o ótimo trabalho do fotógrafo Walter Wottitz, Granier-Deferre consegue captar muito bem a atmosfera da região campestre francesa próxima à Dijon. Um outro quesito que merece ser destacado é a belíssima trilha sonora do grande Philippe Sarde.

O único ponto que para mim destoou e que, até agora, não consegui entender, diz respeito ao verdadeiro exército que foi mobilizado para prender um homem que estava levando uma vida pacífica em uma pequena fazenda. Exagerando, dois ou três policiais eram mais que suficientes para efetuar sua prisão.

No elenco, os dois principais atores dispensam comentários. Alain Delon e principalmente Simone Signoret, fantástica como sempre, estão maravilhosos, demonstrando uma verdadeira e especial química entre eles.


CAA