Filmes por gênero

AS CHAVES DO REINO (1944)

The keys of the Kingdom
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Les clés du royaume (França)
Las llaves del reino (Espanha, Argentina, Venezuela)
Le chiavi del paradiso (Itália)
Schlüssel zum Himmelreich (Alemanha, Austria)
Himmelrikets nycklar (Suécia)
Klucze królestwa (Polônia)
Himmeriges nøgler (Dinamarca)
Ключи от царства небесного (Rússia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: John M. Stahl
Roteiro: Nunnally Johnson, Joseph L. Mankiewicz
Produção: Joseph L. Mankiewicz
Música Original: Alfred Newman
Fotografia: Arthur C. Miller
Edição: James B. Clark
Direção de Arte: James Basevi, William Darling
Figurino: Bonnie Cashin
Maquiagem: Guy Pearce
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., Eugene Grossman
Efeitos Especiais: Fred Sersen
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1952

Elenco

Gregory Peck Padre Francis Chisholm
Thomas Mitchell Willie Tulloch
Vincent Price Angus Mealey
Rose Stradner Madre Maria-Veronica
Roddy McDowall Francis Chisholm, quando criança
Edmund Gwenn Padre Hamish MacNabb
Cedric Hardwicke Monsenhor em Tweedside
Ruth Nelson Sra. Chisholm, mãe de Francis
Peggy Ann Garner Nora, quando garota
Jane Ball Nora, adulta
James Gleason Rev. Dr. Wilbur Fiske
Leonard Strong Sr. Chia
Anne Revere Agnes Fiske
Dennis Hoey Alec Chisholm
Benson Fong Joseph
Arthur Shields Padre Fitzgerald
Richard Loo Tenente Shon
Edith Barrett Tia Polly
Sara Allgood Irmã Martha
Ruth Ford Irmã Clotilde
Kevin O'Shea Padre Craig
Eunice Soo-Hoo Anna
Moy Ming Médico chinês
Georgie Nokes Andrew
Eugene Louie Joshua

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (Gregory Peck)

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Arthur C. Miller)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Interiores (James Basevi, William S. Darling, Thomas Little, Frank E. Hughes)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Alfred Newman )

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

O padre Francis Chisholm é visitado, em sua velhice, por Monsenhor Sleeth em sua paróquia de Tweedside . O monsenhor informa ao padre Francis que o bispo pensa que seria melhor que ele se aposentasse, face a seus recentes ensinamentos pouco ortodoxos. Em seguida, o Monsenhor se retira para seu quarto na reitoria e encontra o diário do Padre Francis que conta sua história desde 1878. Quando o Monsenhor começa a ler o diário, inicia-se um flashback:

Certa noite, durante sua infância, o pai de Francis foi espancado por uma multidão anticatólica durante uma tempestade. Quando sua mãe tenta levar o marido para um local seguro, ambos morrem quando ocorre o colapso de uma ponte, deixando o jovem Francis órfão. Ele é, então, criado por sua tia e, anos depois, é enviado para o seminário, em companhia de seu amigo de infância, Anselm "Angus" Mealey. Francis estuda no seminário por um ano, mas não se sente seguro em relação aos ensinamentos recebidos. Ele ainda se encontra apaixonado por uma jovem chamada Nora. No entanto, ele descobre que depois que ele foi para o seminário, ela teve uma criança fora do casamento com outro homem e morreu antes dele voltar a vê-la. Isso o leva a voltar para o seminário e seguir com seus estudos até se ordenar padre.

Seus dois primeiros trabalhos como padre são considerados insatisfatórios pelo bispo de sua paróquia, que lhe sugere ser um missionário voluntário na China. Ele prontamente aceita o novo posto, embora isso signifique ficar longe de casa, longe de Judy, a filha de Nora.

Francis chega à Paitan, na província chinesa de Chekhow, onde encontra a missão destruída por inundações, e não reconstruída porque os verdadeiros cristãos partiram, deixando apenas aqueles que participam de um programa para receberem arroz. Como a igreja não tinha dado à missão o dinheiro para o arroz de um ano, Francis aluga uma pequena sala na cidade para evangelizar, mas como não tem dinheiro ou influência, ele é atacado por aqueles mesmos "cristãos do arroz" que deveriam ajudá-lo.

Um jovem peregrino, chamado Joseph, encontra Francis na cidade, e restaura sua fé na sua missão, oferecendo-se para ajudar a reconstruir a igreja, como cristão e não por dinheiro. Francis, em seguida, recebe suprimentos médicos de seu amigo de infância, o Rev. Dr. Wilbur Fiske, que lhe permite oferecer serviços aos doentes.

Certo dia, ele é convocado para ir à casa do Sr. Chia, a fim de curar seu filho único de uma infecção. Francis se mostra apreensivo porque se a criança vier a morrer, ele estará em perigo. Embora consiga salvá-lo, Chia e sua família se mostram ingratos porque os métodos e a fé de Francis eram contrários à tradição local.

Poucas semanas depois, no entanto, Chia procura Francis para se converter ao cristianismo, mas este o rejeita por não estar sendo autêntico. Chia, no entanto, agradece a Francis, doando-lhe muitos acres de terra e oferecendo seus trabalhadores para que o ajudem a construir uma missão próspera.

Dois anos depois, as edificações estão quase prontas, mas as freiras chegam um dia mais cedo do que o planejado. A relação de Francis com a Reverenda Madre Maria-Veronica é tensa, mas eles colocam de lado suas diferenças pessoais quando a cidade é palco de uma batalha entre as tropas republicanas e imperiais. Willie Tulloch chega da Escócia e cria um hospital improvisado, mas a igreja é destruída em um incêndio causado pelas tropas imperiais. Willie é então baleado, e em seguida morre.

O general imperial dá, então, a Francis, uma escolha: ou toda a comida e o dinheiro da missão são doados a ele, ou a missão e todos que a compõem são destruídos. Joseph e Francis propõem um plano para sabotar as tropas imperiais.

Pouco tempo depois, Angus, agora um monsenhor que está fazendo uma visita aos missionários de todo o mundo, chega à China e diz a Francis que a Igreja não pode pagar pela reconstrução da missão. Na ocasião, ele sugere que Francis converta os ricos chineses e passe a viver no luxo, a fim de impressionar os locais, mas ele se recusa a atendê-lo. Enquanto isso, a Madre Maria-Veronica pede desculpas por seu comportamento "vergonhoso" em relação a Francis e lhe pede perdão.

Dez anos depois, a missão de Francis está florescendo, e a região está pacificada. A Reverenda Madre diz a Francis que americanos metodistas estão construindo uma missão na cidade, e ele vai visitá-los. Ele se torna amigo dos missionários metodistas e a paz continua. Passados alguns anos, quando Francis se prepara para deixar a China, ele descobre que Angus é agora Bispo.

O flashback termina, e monsenhor Sleeth admite a Francis que leu seu diário. Francis sente-se lisonjeado e Sleeth lhe diz que dirá ao bispo que só tem elogios para a sua paróquia, deixando-o livre para fazer o que ele mais gosta: servir a seus paroquianos.

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Comentários

Realizado pelo cineasta John M. Stahl, a partir de um roteiro escrito por Nunnally Johnson e Joseph L. Mankiewicz, “As Chaves do Reino” é um ótimo filme norte-americano produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1944. Sua trama, baseada num livro de A. J. Cronin, conta a história de um jovem padre missionário que é enviado à China para criar uma paróquia católica entre os chineses não cristãos.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Stahl nos brinda com um belo trabalho de direção, no que é ajudado pela excelente fotografia em preto e branco, assinada por Arthur C. Miller, bem como, pela bela trilha sonora a cargo de Alfred Newman.

No elenco, Gregory Peck brilha no papel do Padre Francis Chisholm, seguido pelas ótimas atuações de Cedric Hardwicke e Vincent Price.

CAA