Filmes por gênero

OS DEUSES MALDITOS (1969)

La caduta degli dei
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Os malditos (Portugal)
Luchino Visconti's The Damned (Estados Unidos)
Les damnés (França, Canadá francês)
La caduta degli Dei (Itália)
La caída de los dioses (Espanha, Argentina)
Die Verdammten (Alemanha)
De Fordömda (Suécia)
De verdoemden (Holanda)
De lange knives nat (Dinamarca)
Гибель богов (União Soviética)
Pais: Itália, Alemanha
Gênero: Drama
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Luchino Visconti, Nicola Badalucco, Enrico Medioli
Produção: Ever Haggiag, Alfred Levy
Design Produção: Vincenzo Del Prato
Música Original: Maurice Jarre
Direção Musical: Maurice Jarre
Fotografia: Pasqualino De Santis, Armando Nannuzzi
Edição: Ruggero Mastroianni
Direção de Arte: Pasquale Romano
Figurino: Piero Tosi
Guarda-Roupa: Vera Marzot
Maquiagem: Mauro Gavazzi
Efeitos Sonoros: Vittorio Trentino, Renato Cadueri
Efeitos Especiais: Aldo Gasparri
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1970

Elenco

Dirk Bogarde Frederick Bruckmann
Ingrid Thulin Baronesa Sophie Von Essenbeck
Helmut Griem Aschenbach
Helmut Berger Martin Von Essenbeck
Renaud Verley Gunther Von Essenbeck
Umberto Orsini Herbert Thallman
Reinhard Kolldehoff Barão Konstantin Von Essenbeck
Albrecht Schoenhals Barão Joachim Von Essenbeck
Florinda Bolkan Olga
Nora Ricci Governanta
Charlotte Rampling Elisabeth Thallman
Irina Wanka Lisa
Karin Mittendorf Thilde Thallman
Valentina Ricci Erika Thalman
Wolfgang Hillinger Janek
Bill Vanders Chefe de Polícia
Howard Nelson Rubien Reitor da Universidade
Werner Hasselmann Oficial da Gestapo
Mark Salvage Inspetor da Polícia
Jessica Dublin Enfermeira
Judith Burnett Helga

Prêmios

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Direção (Luchino Visconti)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator Coadjuvante (Umberto Orsini)

Prêmios Sant Jordi de Barcelona

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Luchino Visconti)

Prêmio de Melhor Interpretação em Filme Estrangeiro (Dirk Bogarde)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro (Nicola Badalucco, Enrico Medioli, Luchino Visconti)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Helmut Berger)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Estória Original (Nicola Badalucco, Enrico Medioli, Luchino Visconti)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção (Vincenzo Del Prato)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Figurino (Piero Tosi)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Roteiro (Nicola Badalucco, Enrico Medioli, Luchino Visconti)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Fotografia a Cores (Armando Nannuzzi, Pasqualino De Santis)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Atriz (Ingrid Thulin)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Roteiro (Nicola Badalucco, Enrico Medioli, Luchino Visconti)

Prêmio de Melhor Direção (Luchino Visconti)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Helmut Berger)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em fevereiro de 1933, quando o Barão Joachim von Essenbeck, um poderoso industrial alemão, comemora seu aniversário, a festa é interrompida pela exibição de Martin, seu neto travesti, e depois pela notícia de que o Reichstag havia sido incendiado e Hitler tomado o poder absoluto da Alemanha. Na ocasião, o Barão decide nomear seu filho e oficial da SS, Konstantin, o novo presidente de sua siderúrgica, em detrimento do democrata Herbert Thallman.

Nos bastidores, movimentam-se sua filha Sophie e seu companheiro, Frederick Bruckmann, em conluio com a SS, representados por Aschenbach. Na ocasião, Sophie conspira com Aschenbach para denunciar Thallman, vice-presidente da empresa, como um antifascista, forçando-o a fugir. Em seguida, ela convence Frederick a matar Joachim com a arma de Thallman, e com a ajuda de seu filho Martin, ela coloca Frederick à frente da empresa.

Ao descobrir o desejo sexual de Martin por crianças pequenas, Konstantin o chantageia ao citar o caso de Lisa Keller, uma de suas vítimas que se enforcou após ser molestada. Sem outra opção, Martin, o maior acionista da empresa, transfere seu apoio para Konstantin. No entanto, o poder de Konstantin é de curta duração, pois durante uma orgia homossexual na cidade turística de Wiessee, as tropas da SS chegam e matam todos os envolvidos.

Sophie e Frederick tentam recuperar o poder, mas Aschenbach, ansioso para ter a indústria siderúrgica sob o controle da SS, diz a Martin que foi Frederick quem matou Joachim. Revoltado, Martin se volta contra a mãe, tem reações sexuais com ela e a força a se casar com Frederick numa cerimônia macabra. Como presente de casamento, ele dá duas cápsulas de cianureto que, conformados, os dois consomem.

Aschenbach, que agora domina completamente Martin, finalmente se torna o herdeiro da siderúrgica von Essenbeck.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Luchino Visconti, a partir de um roteiro por ele escrito, juntamente com Nicola Badalucco e Enrico Medioli, “Os Deuses Malditos” é um excelente filme ítalo-alemão produzido em 1969. Sua trama aborda a decadência dos Von Essenbeck, uma família poderosa do ramo siderúrgico, no momento em que Adolf Hitler assume o poder na Alemanha.

A direção de Visconti é consistentemente boa, apresentando um ótimo ritmo do início ao fim. Os diálogos são inteligentes, dentro de um roteiro muito bem estruturado. Merecem igualmente ser destacados a bela fotografia, a cargo de Pasqualino De Santis e Armando Nannuzzi, bem como, o figurino assinado por Piero Tosi.

No elenco, Ingrid Thulin, Helmut Berger e Umberto Orsini brilham em seus respectivos papéis, seguidos pelas boas atuações de Dirk Bogarde e Helmut Griem.

CAA