Filmes por gênero

HOUVE UMA VEZ UM VERÃO (1971)

Summer of '42
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Verão 42 (Portugal)
Un été 42 (França)
Quell'estate del '42 (Itália)
Verano del 42 (Espanha, Argentina, Peru)
Hubo una vez un verano (México)
Frühling einen Sommer lang (Alemanha)
Sommaren '42 (Suécia)
Sommeren 42 - jeg glemmer dig aldrig (Dinamarca)
Лето 42-го (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Robert Mulligan
Roteiro: Herman Raucher
Produção: Richard A. Roth, Don Kranze
Design Produção: Albert Brenner
Música Original: Michel Legrand
Direção Musical: Michel Legrand
Fotografia: Robert Surtees
Edição: Folmar Blangsted
Guarda-Roupa: Jerry Alpert, Joanne Haas
Maquiagem: Ken Chase
Efeitos Sonoros: Tom Overton
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1972

Elenco

Jennifer O'Neill Dorothy
Gary Grimes Hermie
Jerry Houser Oscy
Oliver Conant Benjie
Katherine Allentuck Aggie
Christopher Norris Miriam
Lou Frizzell Farmacêutico
Walter Scott Marido de Dorothy
Maureen Stapleton Mãe de Hermie
Robert Mulligan Narrador

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Michel Legrand)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música (Michel Legrand)

Festival Internacional de San Sebastián, Espanha

Prêmio Concha de Prata de Melhor Direção (Robert Mulligan)

Editores do Cinema Americano, USA

Prêmio Eddie de Melhor Edição de um Longa Metragem (Folmar Blangsted )

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Original (Herman Raucher)

Oscar de Melhor Fotografia (Robert Surtees)

Oscar de Melhor Edição (Folmar Blangsted)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Gary Grimes)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original (Michel Legrand )

Prêmio de Melhor Direção (Robert Mulligan)

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Gary Grimes)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Robert Mulligan)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Fotografia (Robert Surtees)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Drama escrito diretamente para o cinema (Herman Raucher)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No verão de 1942, três amigos, Hermie, Oscy e Benjie, vão passar as férias com seus pais numa pequena ilha da Nova Inglaterra.   Assim como qualquer adolescente na faixa dos 15 anos, os três estão começando a descobrir sua sexualidade.  Mas cada um deles tem uma visão diferente sobre a tão aguardada primeira vez.

Para o valentão Oscy, o que importa é a quantidade de mulheres que vai conhecer e "agarrar" nessas férias, enquanto o tímido Benjie sua frio só ao pensar em se aproximar de uma garota.  Já Hermie, demonstrando ser mais sério e maduro, deseja conhecer uma mulher especial e viver um grande amor.

No vilarejo em que se encontram, os jovens freqüentam a praia durante o dia e, à noite, vão ao cinema.  Numa casa afastada, encontra-se Dorothy, uma jovem e bela mulher de vinte e poucos anos, recém-casada com um militar que aguarda, a qualquer instante, o momento de ter que partir para o front europeu da 2ª Guerra Mundial.

Embora seja bem mais moço, Hermie apaixona-se por ela e passa diariamente a observar de longe a casa em que o casal se encontra.  Dias depois, ele assiste à partida do militar, aumentando seus desejos em relação à Dorothy.

Certo dia, ao vê-la atrapalhada com uma grande quantidade de pacotes, oferece-se para ajudá-la a carregá-los.  Ao chegar à sua casa, Dorothy tenta recompensá-lo oferecendo-lhe uma gorjeta, mas ele aceita apenas uma xícara de café.  Dias depois, ela o encontra no vilarejo e lhe pergunta se ele poderá ajudá-la a colocar uns caixotes no sótão, no que é por ele atendida.  Mais uma vez, ela lhe oferece um pagamento pela ajuda, mas ele se nega a aceitá-lo, alegando que gosta dela.  Dorothy começa, assim, a sentir uma afeição especial por aquele garoto.

A partir daí, Hermie não mais consegue tirá-la do pensamento, muito embora, em nenhum instante, tente forçar uma relação mais próxima, até pelo fato de não ter tido nenhuma experiência sexual anterior com uma mulher.

Certo dia, ao bater à porta dela, ele ouve o som de uma vitrola, mas ninguém o atende.  Como a porta não se acha trancada, ele entra na sala de estar, que se encontra vazia, desliga a vitrola, e sobre uma pequena mesa, encontra uma garrafa de whisky vazia e um telegrama informando que o marido de Dorothy fora morto em combate na França.

Logo depois, ela chega à sala, religa a vitrola e, sem dizer uma única palavra, como se achasse em estado de choque, abraça-o.  Ambos com os olhos cheios de lágrimas, começam a dançar lentamente em silêncio.  Talvez buscando no jovem adolescente, o amor ausente do marido, ela o leva até o quarto, onde finalmente Hermie tem sua tão esperada primeira vez.  Ao final, ela se levanta em silêncio, acende um cigarro e vai sozinha até a varanda.  O jovem deixa o local.

No dia seguinte, ele retorna à casa de Dorothy, encontrando apenas um bilhete a ele endereçado, no qual ele lê: "Não tentarei explicar o que aconteceu ontem à noite, pois sei que, com o tempo, encontrará a melhor forma para se recordar daquele momento.  Eu me lembrarei de você e rezarei para que seja poupado de tragédias.  Desejo-lhe apenas coisas boas.  Para sempre, Dorothy".

Hermie nunca mais voltou s encontrá-la.

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Comentários

"Houve Uma Vez Um Verão" é um clássico e inesquecível filme.  Baseado no livro e no roteiro de  Herman Raucher, considerados por muitos como autobiográficos, o filme conta, com extrema sensibilidade, o despertar de um jovem de 15 anos para o amor, durante suas férias numa pequena ilha da Nova Inglaterra no verão de 1942.

Realizado pelo cineasta Robert Mulligan, que nos brinda com um ótimo trabalho, a história é contada em flashback, já que, no início, ouve-se apenas a voz de um homem de quarenta e poucos anos, com certeza Hermie adulto, recordando-se do inesquecível verão que vivera naquela ilha.

Adicionalmente, "Houve Uma Vez Um Verão" conta ainda com a magnífica trilha sonora de Michel Legrand, ganhadora do Oscar, e da bela fotografia de Robert Surtees que, também indicada à famosa estatueta, a perdeu para Oswald Morris por seu trabalho em "Um Violinista no Telhado".

O filme apresenta vários momentos marcantes como, por exemplo, a seqüência em que os três amigos, ao folhearem um livro sobre sexo, traçam planos sobre como deverão agir com as garotas que, como eles, encontram-se de férias na ilha, ou o momento em que Hermie se mostra confuso, diante do farmacêutico, ao tentar comprar uma caixa de preservativos e, principalmente, as cenas que se sucedem na casa de Dorothy, após esta tomar conhecimento da morte do marido, nas quais os dois protagonistas não trocam uma única palavra.

Após receber o comunicado da morte do marido, Dorothy bebe uma garrafa de whisky e chora.  Com certeza, ela não se acha em seu estado normal.  É difícil imaginar o que se passa por sua cabeça.  Talvez ela precise de colo e Hermie seja a única pessoa presente em condições de confortá-la.

Finalmente, há relatos daqueles que consideram ser esta história verídica que, após o lançamento do filme, em 1971, a verdadeira Dorothy teria enviado uma carta a Herman Raucher, informando-lhe que havia se casado outra vez, que era muito feliz e que já era avó.

No Brasil, este filme foi lançado em DVD com o nome de "Verão de 42".  Uma outra curiosidade sobre o mesmo é que a atriz Jennifer O'Neill, filha de uma mãe inglesa e de um pai descendente de hispano-irlandeses, nasceu na cidade do Rio de Janeiro mas, logo depois, a família mudou-se para Nova York.

CAA