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CALLAS FOREVER (2002)

Callas forever
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Ficha Técnica

Pais: Itália, França, Espanha, Reino Unido, Romênia
Gênero: Drama
Direção: Franco Zeffirelli
Roteiro: Franco Zeffirelli, Martin Sherman
Produção: Riccardo Tozzi, Giovannella Zannoni
Música Original: Alessio Vlad
Fotografia: Ennio Guarnieri
Edição: Sean Barton
Direção de Arte: Luigi Quintili
Figurino: Anna Anni, Alessandro Lai, Alberto Spiazzi
Guarda-Roupa: Marzia Sordoni, Elsa Masseroni, Chloé Bartonio e outros
Maquiagem: José Quetglás, Giovanna Iacaponi, Clarisse Domine
Efeitos Sonoros: Fabio Venturi, Giorgio Conti, Simon Gibson e outros
Efeitos Especiais: Adrian Popescu
Efeitos Visuais: Claudio Napoli, Gianluca Risita, Gian Luca Rizzo
Nota: 7.5
Filme Assistido em: 2004

Elenco

Fanny Ardant Maria Callas
Jeremy Irons Larry Kelly
Jay Rodan Michael
Gabriel Garko Marco
Manuel de Blas Esteban Gomez
Justino Díaz Scarpia
Jean Dalric Gérard
Stephen Billington Brendan
Anna Lelio Bruna
Joan Plowright Sarah Keller
Alessandro Bertolucci Marcello
Olivier Galfione Thierry
Roberto Sanchez Escamillo
Achille Brugnini Ferruccio
Eugene Kohn Eugene
Maria del Mar Rivas Frasquita
Concha Lopez Mercedes
Barry Mulligan Jornalista
Ann McElhinney Jornalista

Indicações

Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha

Goya de Melhor Figurino

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Figurino

Sinopse

Um grupo de rock chega a Paris e é recebido por uma multidão de fãs, repórteres e fotógrafos. A banda está acompanhada pelo seu empresário, um inglês cinquentão, chamado Larry Kelly, que no passado organizou uma série de turnês para Maria Callas.  Larry tenta ligar para a famosa cantora de ópera, mas não obtém sucesso.  Então, ele vai ver Maria, que já há algum tempo está vivendo reclusa, em seu apartamento parisiense - e tenta convencê-la a fazer um especial, intitulado "Callas Forever".

Maria é a sombra do que era antigamente, a elegante e confidente mulher que todos conhecíamos.  Ela sofre de insônia e fica acordada todas as noites, ouvindo seus próprios discos, passando seus dias num tipo de exílio voluntário, tirando das drogas a força para seguir vivendo.  Logo de cara, nega-se a aceitar a proposta de Larry.  Sua carreira está acabada.

Mas Larry sabe que tem um certo poder sobre Maria e com a ajuda de Sarah, uma jornalista inglesa e amiga de longa data da cantora de ópera, ele consegue convencê-la a acompanhá-lo a um estúdio de televisão, onde explica que seu projeto consiste numa série de vídeos, nos quais Maria irá recriar suas mais memoráveis performances, porém, com antigas gravações de sua voz.

Fascinada pelas possibilidades oferecidas pela tecnologia, Maria concorda em fazer o primeiro vídeo - "Carmen", uma ópera que ela jamais havia cantado nos palcos.

A primeira exibição do especial Carmen, nos estúdios de TV, é um sucesso:  todos aplaudem e a parabenizam.  Levada pelo entusiasmo da receptividade, Maria concorda em fazer o próximo vídeo da série: La Traviata.

No entanto, durante mais uma noite em claro, Callas é assombrada pela visão de Tosca, ou melhor, dos fantasmas de todas as Toscas que ela encenou durante sua carreira.  No dia seguinte, Maria diz a Larry que ela não pode fazer La Traviatta e ao invés disso, decidiu interpretar Tosca.

Ela sente que ainda há algo a respeito do personagem que a intriga e só poderá descobrir o que é cantando ao vivo, diante de uma platéia.  Larry lhe concede o pedido.  Maria surge diante de uma enorme platéia e explica o estranho relacionamento que une Tosca a Scarpia, apontando como a mulher, mesmo com seu ódio por Scarpia, é inconscientemente atraída por seu domínio.  Quando Maria começa a cantar, todos imediatamente percebem que sua voz já não é mais como antes, no entanto, seu orgulho e paixão ainda são intensos. Durante sua performance, Maria revive diversos momentos de sua vida com Aristóteles Onassis e sua voz ecoa, embargada por um furacão de emoções.

Maria canta e representa, libertando todos os seus sentimentos conflituosos através do personagem.  Larry jamais a tinha visto fazer uma performance tão real nos palcos.  Ele é hipnotizado pela forte guinada em sua interpretação.  Da mesma forma está a platéia: no final da cena, tudo é tomado pelo aplauso ensurdecedor.

Através dessa performance, Maria alcança um novo nível de consciência: ela percebe que não é mais a cantora que foi um dia e que não pode fingir ter uma voz que já não mais existe.  Ela diz aos patrocinadores do projeto que somente fará o vídeo Tosca se este for gravado ao vivo.  Eles recusam e o negócio é desfeito...

Durante um encontro emocional e doloroso com Larry, Maria admite que já não tem mais voz e pede a ele para destruir o vídeo "Carmen".  Larry fica desapontado, mas promete a ela que ninguém jamais verá os vídeos.  Maria fica agradecida e abraça-o antes de voltar ao seu apartamento e à sua vida de solidão.  Maria Callas morreu pouco tempo depois, em 16 de Setembro de 1977.

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Comentários

"Callas Forever" é um ótimo filme sobre uma mulher que, com o passar dos anos, perdeu um precioso e único talento, a beleza de sua voz de soprano e, com isso, sua auto-confiança.  Realizado por Franco Zeffirelli, que também co-assina o roteiro, o filme é uma comovente fantasia de Zeffirelli em torno da idéia de ver Callas estrelando uma produção da ópera "Carmen" de Bizet.

Além da ótima direção de Zeffirelli, "Callas Forever" apresenta uma música brilhante, com vários trechos de óperas famosas, bem como, interpretações de alto nível.  A bela e talentosa Fanny Ardant, está magnífica num papel difícil, o de interpretar Maria Callas.  Do elenco, merecem ainda destaques as atuações de Jeremy Irons e Joan Plowright.

CAA