Filmes por gênero

CHÁ E SIMPATIA (1956)

Tea and sympathy
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Thé et sympathie (França, Bélgica)
Tè e simpatia (Itália)
Té y simpatía (Espanha)
Anders als die anderen (Alemanha)
Te och sympati (Suécia)
Thé og sympati (Dinamarca)
Teetä ja sympatiaa (Finlândia)
Tea és vonzalom (Hungria)
Чай и симпатия (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Vincente Minnelli
Roteiro: Robert Anderson
Produção: Pandro Berman
Música Original: Adolph Deutsch
Fotografia: John Alton
Edição: Ferris Webster
Direção de Arte: William A. Horning, Edward C. Carfagno
Guarda-Roupa: Helen Rose
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Wesley Miller
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Deborah Kerr Laura Reynolds
John Kerr Tom Robinson Lee
Leif Erickson Bill Reynolds
Edward Andrews Herb Lee
Darryl Hickman Al Thompson
Norma Crane Ellie Martin
Dean Jones Ollie, companheiro de tênis
Jacqueline deWit Lilly Sears, amiga de Laura
Tom Laughlin Ralph
Ralph Votrian Steve
Steven Terrell Phil
Kip King Ted
Jimmy Hayes Henry
Richard Tyler Roger
Don Burnett Vic
Del Erickson Ferdie
Paul Bryar Alex
Ron Kennedy Dick
Mary Alan Hokanson Mary Williams
Michael Monroe Earl
Bob Alexander Bob
Peter Miller Pete

Prêmios

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (John Kerr)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Britânica (Deborah Kerr)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Deborah Kerr)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Ao retornar à Faculdade onde estudou dez anos antes, a fim de participar de uma reunião, o escritor Tom Lee relembra sua conturbada passagem por aquela Instituição.  Em flashback, volta-se àquela época:

Como um novo aluno, tímido e sensível, Tom sente uma certa paixão platônica por Laura, esposa do  responsável pelos eventos esportivos da Faculdade, Bill Reynolds.  Em conversa com o jovem, Laura toma conhecimento que ele mal conhecera a mãe, nunca se apaixonou por uma jovem e até então sempre estudara em internatos para rapazes.  Quando ele lhe revela que gostaria que ela o acompanhasse a um baile, a ser realizado logo após a estréia de uma peça no Campus, Laura tenta ensiná-lo a dançar, mas ele se mostra muito acanhado.

No dia seguinte, ele a segue até a praia, onde Laura se junta a outras mulheres casadas para costurar enquanto conversam.  Enquanto Bill se encontra com alguns rapazes a poucos metros, Tom prefere sentar-se com as senhoras.  Em um dado momento, ao vê-lo ajudando as mulheres, um dos rapazes o apelida de "Maricas".  Mais tarde, quando Laura sugere ao marido que planeje um feriadão só para os dois, Bill a critica por ter permitido que Tom costurasse e lhe informa que já convidou alguns estudantes para o próximo feriadão.  Por outro lado, ao voltar para o dormitório, Tom é alvo de zombaria por parte dos estudantes.  Apenas Al, seu colega de quarto, o defende.

No sábado à tarde, Tom participa de um torneio de tênis.  Seu pai, Herb, que viera assistir ao jogo, sai apressadamente ao ouvir os estudantes zombando do filho.  Mais tarde, acreditando estar ajudando o filho, ele o aconselha a cortar o cabelo à escovinha e o encoraja a procurar Ellie Martin, uma garçonete que sai com todo o tipo de rapazes.

Ao saber que o Sr. Herb procurou Bill para ajudá-lo 'a fazer de Tom um homem', Laura reclama do marido por sua participação, ocasião em que este lhe diz que a obrigação dela se restringe a prover "chá e simpatia" para os garotos.  Laura lembra a Bill que não vai permitir que se repita com Tom o que ocorreu com seu primeiro marido: um jovem, igualmente tímido e sensível com o qual se casara quando tinham 18 anos e que, para provar sua masculinidade junto aos amigos, alistou-se no exército, sendo morto em combate um ano depois.

Enquanto isso, o pai de Al manobra para que ele, no próximo ano letivo, não seja colocado no mesmo quarto com Tom.  Este, ao saber do que está ocorrendo, não vê outra saída a não ser a de fazer um programa com Ellie, cuja má reputação o credenciaria, junto aos colegas, como um jovem heterossexual.

Quando Laura ouve Tom marcando um encontro com a garçonete, ela tenta deter o jovem, fazendo com que ele vá ao seu apartamento, ocasião em que lhe fala de seu primeiro marido, morto ao tentar provar sua bravura para os colegas.  Acreditando que Laura está agindo por piedade, pergunta-lhe por que Bill tem ódio e seu pai vergonha dele, ocasião em que começa a chorar.  Ao tentar consolá-lo, ela é surpreendida com um impulsivo beijo.  Antes que ela se recupere do mesmo, ele sai correndo e vai à procura de Ellie.

Uma vez lá, Tom tenta beijá-la mas, desajeitado, é por ela humilhado e chamado de maricas.  Desesperado, ele corre até a cozinha, onde tenta o suicídio utilizando-se de uma faca.  Ellie grita pelos vizinhos e o jovem termina preso.  No dia seguinte, a notícia da humilhação sofrida por Tom espalha-se pelo Campus.

Laura culpa Bill pelo ocorrido, responsabilizando-o por impor um rígido conceito de virilidade, e dizendo-lhe que o verdadeiro homem pode ser gentil e atencioso.  Em seguida, declara que gostaria de ter ajudado Tom a se livrar de sua insegurança.  Ao perguntar finalmente ao marido por que ele se recusa a deixar que ela o ame, sem dar uma palavra, Bill sai furioso.

Laura vai ao quarto Tom, onde descobre apenas uma série de bilhetes suicidas não terminados.  Preocupada, sai a procurá-lo pelo Campus e finalmente o encontra sozinho em um bosque.  Ela o consola enquanto ele expressa sua profunda vergonha pelo ocorrido.  Em seguida, os dois se beijam, ocasião em que ela lhe diz: "Anos mais tarde, quando você falar sobre este nosso caso, e você o fará, seja bondoso".

Terminado o longo flashback e voltando ao início, Tom aproveita sua estada na Faculdade para fazer uma visita a Bill, agora vivendo sozinho num apartamento do Campus.  Na oportunidade, este lhe entrega uma carta que encontrara entre os pertences de Laura.

Ao sair, Tom lê a carta que ela lhe enviara, dando-lhe os parabéns pelo lindo livro que escrevera sobre o relacionamento que tiveram. 

imagem

Comentários

Baseado numa peça homônima de  Robert Anderson, responsável também pelo roteiro do filme, "Chá e Simpatia" é um ótimo drama produzido pela MGM em meados dos anos 50.  Realizado pelo cineasta Vincente Minnelli, sua trama gira em torno da esposa de um professor universitário, que arrisca seu casamento para ajudar um tímido e sensível aluno que questiona sua própria sexualidade.

Minnelli nos brinda com uma direção segura, talvez a melhor por ele apresentada em um filme não musical dos anos 50/60.  Por outro lado,  Robert Anderson foi muito feliz ao fazer a adaptação para o cinema de seu grande sucesso na Broadway.  Vale a pena registrar que os principais atores, ou seja, Deborah Kerr, John Kerr e Leif Erickson, estiveram por dois anos encabeçando o elenco da peça na Broadway.

Muito bem fotografado em tecnicólor por John Alton, "Chá e Simpatia" apresenta ainda um bom ritmo, do início ao fim, além de uma bela trilha sonora, onde se destaca a canção "The Joys of Love".

CAA