Filmes por gênero

FOGO SAGRADO (1999)

Holy smoke
imagem imagem imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Holy smoke - Fuoco sacro (Itália)
Le feu sacré (França)
Humo sagrado (Argentina)
Pais: Estados Unidos, Austrália
Gênero: Drama
Direção: Jane Campion
Roteiro: Jane Campion, Anna Campion
Produção: Jan Chapman
Design Produção: Janet Patterson
Música Original: Angelo Badalamenti
Música Não Original: Neil Diamond
Coreografia: Tobin Saunders
Fotografia: Dion Beebe
Edição: Veronika Jenet
Direção de Arte: Tony Campbell
Figurino: Janet Patterson
Guarda-Roupa: Paula Ryan, Julie Bryant, Himani Dehlvi
Maquiagem: Noriko Watanabe, Noreen Wilkie, Margaret Aston
Efeitos Sonoros: Ben Osmo, Peter Townend, Lee Smith e outros
Efeitos Especiais: Warren Beaton, Steve Rosewell
Efeitos Visuais: Andy Brown
Nota: 7.4
Filme Assistido em: 2002

Elenco

Kate Winslet Ruth Barron
Harvey Keitel P. J. Waters
Julie Hamilton Mãe de Ruth
Sophie Lee Yvonne
Daniel Wyllie Robbie
Paul Goddard Tim
Tim Robertson Pai de Ruth
George Mangos Yani
Kerry Walker Puss
Pam Grier Carol
Samantha Murray Prue
Sandy Gutman Stan
Simon Anderson Fabio
Éva Martin Devota
Polly Wright Devota
Michelle Abel Devota
Andreas Wagner Devoto
Dhritiman Chatterjee Chidaatma Baba
Geneviève Lemon Rahi
Jane Edwards Priya
Miranda Cleary Filha de Priya
Ethan Coker Toddy Barron
Ellie Burchell Tiffany Barron
Eleanor Knox Meryl

Prêmios

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Elvira Notari (Kate Winslet, Jane Campion)

Indicações

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Jane Campion)

Sinopse

Ruth Barron, uma bela jovem que mora com os pais e irmãos no pequeno vilarejo de Sans Souci, na Austrália, sente que algo está faltando em sua vida, mais especificamente na cultura ocidental.  Decide, então, viajar para a Índia onde se integra à legião de fanáticos de um guru, Chidaatma Baba.  Lá, ela passa a se chamar Nazni e a se vestir com o sári, traje nacional das mulheres indianas.

Seus familiares ficam alarmados e tomam a decisão de reconquistar sua filha, utilizando os serviços de um conselheiro espiritual americano, P. J. Waters.  Sua mãe vai, então, à Índia onde, alegando que seu pai está à beira da morte, faz com que ela retorne à Sans Souci.  Ao chegar em casa, Ruth descobre que o pai está ótimo, sem qualquer problema de saúde.

Ameaçando retornar imediatamente à Índia, ela é maltratada pelos familiares que a levam, à força, à presença de Waters, recém-chegado dos Estados Unidos.  Depois de muita insistência, ele a convence a ficar com ele, numa cabana isolada, por apenas três dias, após o que ela receberá uma passagem de volta para a Índia.

Segundo Waters comenta com os pais de Ruth, a cabana tem a finalidade de isolá-la do mundo exterior e, assim, obter sua confiança e seu respeito.  Num segundo passo, ele retira tudo o que a liga ao Baba, como livros e sáris.

No segundo dia, ocorre uma inversão de poderes, quando o campo de batalha muda da religião para o sexo.  Inteligente e de convicções fortes, Ruth seduz o conselheiro espiritual, que se vê completamente apaixonado e manipulado pela jovem.  Os dois fazem sexo e ela o obriga a usar um vestido vermelho , pintar os lábios com batom e rastejar, declarando seu amor.

No terceiro dia, ela lhe diz que está tudo acabado e que vai embora.  Ao sair, ele a alcança, implora para que ela se case com ele, diz inclusive que os dois poderão viajar para a Índia, onde serão ajudados pelo Baba. Rejeitando suas propostas, ela é atacada por ele que a deixa no chão com o rosto sangrando.  A seguir, ele a coloca na mala do carro e parte em direção à Sans Souci.  No caminho, encontra os irmãos e a cunhada dela, que estavam indo até a cabana.  Ao pararem, a cunhada descobre Ruth na mala do carro, gritando por socorro.

Um ano depois, já nos EUA com a mulher e um filho, Waters recebe uma carta de Ruth, na qual ela diz:  "Querido P. J., meu pai finalmente fugiu com a secretária e mamãe voltou comigo para a Índia.  Trabalhamos na ajuda contra o sofrimento animal, em Jaipur.  Ainda estou buscando a verdade.  Eu tenho um namorado que tem ciúmes de você.  Não sei porque eu te amo, mas eu amo de longe".

imagem imagem imagem

Comentários

"Fogo Sagrado" não chega a ser um ótimo filme, mas merece ser visto.  Realizado pela cineasta neozelandesa, radicada na Austrália, Jane Campion, o filme peca um pouco por seu roteiro não tão bem estruturado, o que é uma surpresa, já que a Sra. Campion ganhara um Oscar de Melhor roteirista por seu filme "O Piano", em 1993.

Os primeiros 30 a 40 minutos são ótimos, vibrantes, mas a partir daí, começam a surgir as pequenas falhas de roteiro.  A abertura é muito boa, com as seqüências sendo acompanhadas pela música "Holly Holly" de Neil Diamond.

O filme apresenta algumas cenas marcantes, como uma em que Ruth obriga Waters a se vestir de mulher, ou aquela em que, em pé e totalmente nua, ela urina sem pudor.  A crueza das imagens é surpreendente e demonstra não apenas a audácia da cineasta e de sua atriz mas, também, que uma fronteira íntima foi violentamente rompida.

Kate Winslet e Harvey Keitel estão magníficos em seus respectivos papéis e mereciam, pelo menos, uma indicação à premiação anual.

CAA