Filmes por gênero

POSSESSÃO (2002)

Possession
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Possession (França)
Possession - Una storia romantica (Itália)
Posesión (Espanha)
Besessen (Alemanha)
Pais: Estados Unidos, Reino Unido
Gênero: Drama, Romance
Direção: Neil LaBute
Roteiro: Neil LaBute, Laura Jones, David Henry Hwang
Produção: Barry Levinson, Paula Weinstein
Design Produção: Luciana Arrighi
Música Original: Gabriel Yared
Fotografia: Jean-Yves Escoffier
Edição: Claire Simpson
Direção de Arte: Andrew Sanders, Paul Ghirardani
Figurino: Jenny Beavan
Guarda-Roupa: Ken Crouch, Sophie Norinder, Barbara Ohren
Maquiagem: Sallie Jaye, Rebecca Lafford, Belinda Parish, Kate Thompson
Efeitos Sonoros: Mark Auguste, David Crozier, Mark Taylor e outros
Efeitos Especiais: Paul Dunn, Wilma Dunn, Scott McIntyre, Daniel Letch
Efeitos Visuais: Simon Carr, Antony Hunt, David Sewell
Nota: 6.8
Filme Assistido em: 2003

Elenco

Gwyneth Paltrow Maud Bailey
Jennifer Ehle Christabel LaMotte
Roger Hammond Prof. Spear
Lena Headey Blanche Glover
Richard Heffer Lord Lytton
Anna Massey Lady Bailey
Jeremy Northam Randolph Henry Ash
Aaron Eckhart Roland Michell
Holly Aird Ellen Ash
Toby Stephens Fergus Wolfe
Trevor Eve Cropper
Tom Hickey Blackadder
Georgia Mackenzie Paola
Tom Hollander Euan
Graham Crowden Sir George
Craig Crosbie Hildebrand
Elodie Frenck Sabine
Holly Earl May Bailey
Kate O'Toole Sra. Jameson
Meg Wynn Owen Sra. Lees
Felicity Brangan Empregada de Ash

Sinopse

Roland Michell é um aplicado bolsista americano que veio a Londres, onde atua como pesquisador assistente do British Museum,  e se dedica a estudar a obra do grande poeta Randolph Henry Ash, que fora laureado pela Rainha Victoria e que nos dias de hoje é mais conhecido por sua coleção de poemas apaixonados escritos no fim de sua vida para sua esposa e que, agora, farão parte de uma exposição comemorativa de seu centenário.

Maud Bailey é uma brilhante pesquisadora de Literatura Inglesa, estudiosa do feminismo  e que no momento pesquisa a vida e a obra da poetisa vitoriana Christabel LaMotte, de quem, por acaso, é sobrinha em terceiro gráu.

Ao descobrir o rascunho de uma carta escrita por Ash para LaMotte, Michell rouba a carta na esperança de fazer seu nome ao revelar que Ash, sempre visto como um marido fiel, pode ter tido um envolvimento romântico extra-conjugal.  Para tanto, ele precisa de ajuda e a encontra na pessoa da Dra. Maud Bailey.

Bailey quer defender a visão de que LaMotte era lésbica e mantinha um relacionamento de longa data.  Intrigada, a estudiosa concorda em levar Michell até a casa onde LaMotte passou sua infância e onde eles encontrarão os parentes dela, Sir George e Lady Bailey.

Na mansão, os jovens encontram um tesouro, até então desconhecido, de cartas entre Ash e LaMotte que, eles não demoram em perceber, vão modificar para sempre a percepção que o público tem do grande poeta, além de lançar luz sobre a vida de LaMotte.

Assim, enquanto decidem quem é "dono" da correspondência, Bailey e Michell viajam até Yorkshire, onde Ash e LaMotte passaram uma semana juntos.  Lá, eles conseguem se hospedar no mesmo quarto do hotel onde os poetas vitorianos consumaram seu amor.

A partir das descobertas feitas, os dois dão prosseguimento à busca da verdade sobre o casal Ash/LaMotte, seguindo várias pistas que os levam, inclusive, à região da Bretanha, na França.

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Comentários

"Possessão", a exemplo de "A Mulher do Tenente Francês", de Karel Reisz, 1981, é um filme que trata dos romances de dois casais em períodos distintos.  Para tanto, usa uma estrutura de flashback que se desloca da época atual para o período vitoriano na Inglaterra.

O filme apresenta uma leveza poética onde a relação amorosa é tratada sem fazer uso do apelo sexual.  As locações feitas em Londres, Yorkshire, North Riding e na Bretanha são muito bem fotografadas por Jean-Yves Escoffier.  A trilha sonora de Gabriel Yared consegue ziguezaguear entre os estilos dos séculos XIX e XXI.

A direção de LaBute é bem conduzida, com destaque para a forma como a câmera se desloca de uma época para a outra.  Ele tenta mostrar a complexidade das relações humanas.  O romance que se passa no século XIX é, sem dúvida, mais interessante que aquele dos dias atuais, por deter um maior impacto emocional.

As atuações dos principais atores não chegam a ser brilhantes.  De qualquer forma, acham-se acima da média.

CAA