Filmes por gênero

MINHA ESTAÇÃO PREFERIDA (1993)

Ma saison préférée
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Ficha Técnica

Outros Títulos: My favorite season (Título em inglês)
Ma saison préférée - La mia stagione preferita (Itália)
Mi estación preferida (Argentina, Espanha)
Meine liebste Jahreszeit (Alemanha)
Min bedste årstid (Dinamarca)
Moja ulubiona pora roku (Polônia)
Vuodenajoista parhain (Finlândia)
Legkedvesebb évszakom (Hungria)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: André Téchiné
Roteiro: André Téchiné, Pascal Bonitzer
Produção: Alain Sarde
Design Produção: Carlos Conti
Música Original: Philippe Sarde
Fotografia: Thierry Arbogast
Edição: Martine Giordano
Figurino: Claire Fraisse
Guarda-Roupa: Christiane Fageol, Marie-Dominique Gerbet, Tess Hammami, Tess
Maquiagem: Cédric Gérard, Michel Deruelle
Efeitos Sonoros: Jean-Paul Mugel, M. Klochendler, Rémy Attal e outros
Efeitos Especiais: Philippe Hubin
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1994

Elenco

Catherine Deneuve Émilie
Daniel Auteuil Antoine
Marthe Villalonga Berthe
Jean-Pierre Bouvier Bruno
Chiara Mastroianni Anne
Carmen Chaplin Khadija
Anthony Prada Lucien
Michèle Moretti A diretora
Jean Bousquet O pai de Émilie
Bruno Todeschini O homem do hospital
Jacques Nolot O homem do cemitério
Ingrid Caven A mulher do Bar
Roschdy Zem Medhi

Prêmios

Sociedade dos Críticos de Cinema de Boston

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios Golden Camera, Alemanha

Prêmio Golden Camera de Melhor Atriz Internacional (Catherine Deneuve)

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (André Téchiné)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme (André Téchiné)

César de Melhor Ator (Daniel Auteuil)

César de Melhor Atriz (Catherine Deneuve)

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Marthe Villalonga)

César de Melhor Revelação Feminina (Chiara Mastroianni)

César de Melhor Direção (André Téchiné)

César de Melhor Roteiro (André Téchiné, Pascal Bonitzer)

Festival de Gramado, Brasil

Kikito de Ouro de Melhor Filme (André Téchiné)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Berthe, uma viúva idosa, é forçada por sua saúde em declínio a fechar a casa da fazenda onde passou a maior parte de sua vida. Ela vai morar com sua filha Émilie e seu genro Bruno, os quais têm dois filhos crescidos: Anne, uma estudante de direito, e Lucien, que foi adotado.

Apesar dos esforços de Émilie, Berthe não se mostra feliz na casa burguesa de sua filha em Blagnac. Ela senta-se à beira da piscina, no meio da noite, e começa a falar sozinha. Preocupada com a saúde física e mental da mãe, Émilie paga uma visita de seu irmão mais novo, solteiro, Antoine, um neurocirurgião. Eles não se viam há três anos, desde uma discussão que tiveram quando do funeral do pai. Émilie informa Antoine sobre as condições de saúde da mãe e o convida para um jantar de Natal com toda a família.

Na véspera de Natal, Antoine chega à casa da irmã quando Émilie, Bruno e sua filha estão saindo para a missa da meia-noite. Enquanto vagueia pela casa à procura da mãe, ele surpreende seu sobrinho Lucien, que trabalha em um clube noturno da cidade, a fazer amor com Khadija, uma jovem marroquina que trabalha como secretária no Cartório de Émilie e Bruno, e que fora igualmente convidada para passar o Natal com a família. Antoine promete não dizer nada à irmã. Ao encontrar o quarto de sua mãe, Berthe tem o prazer de ver o filho, mas queixa-se por estar morando com a filha. Ela não gosta de Bruno, não tem afeição pelos netos e não valoriza os esforços da filha para que ela se sinta à vontade. O jantar é animado, mas depois os jovens vão para o quarto de Lucien, onde Bruno e Antoine se desentendem e brigam. Bruno fica com raiva, Antoine deixa o local com o nariz sangrando e Berthe parte com o filho. Comentando depois com Bruno, Émilie diz abominar o que eles se tornaram. Anne fica perturbada com a disputa da família e olha para Khadija em busca de consolo.

Berthe volta a viver sozinha em sua fazenda, mas sofre um acidente vascular cerebral. Isso força Émilie a visitar seu irmão mais uma vez. Antoine tinha se mudado para um pequeno apartamento em Toulouse. Ele fica feliz ao saber que Émilie se separou de Bruno. Os irmãos concordam em colocar sua mãe em uma casa de repouso como a única opção viável. No caminho, eles revivem com ela as lembranças felizes do passado. Ao cantarem, como costumavam fazer quando crianças, Berthe se mostra mais animada. Em uma parada durante a viagem, Antoine realiza um sonho de infância e vai nadar nu em um rio. Finalmente, ao chegarem à casa de repouso, Berthe apresenta seus filhos ao Diretor.

Pressionada pelo irmão, Émilie passa uma noite em seu apartamento. Ele lhe dá uma pílula para ajudá-la a dormir e se junta à Khadija e Anne no bar onde Lucien trabalha. Anne, que abandonou seus estudos de direito, trabalha em uma loja de música.

Ao visitarem a mãe na casa de repouso, Émilie e Antoine verificam que a saúde física e mental dela se mostra visivelmente deteriorada. Eles a levam ao hospital onde Antoine trabalha e, uma vez lá, confirmam que a mãe se encontra em seu declínio final.

Émilie volta para sua casa em Blagnac. Antoine vai até lá e os dois discutem, cada um recriminando o outro por conta do comportamento frente à mãe enferma. Sentindo-se culpado, ele tenta o suicídio ao saltar da varanda de seu apartamento, mas quebra apenas uma perna. Enquanto isso, Berthe morre sozinha no hospital.

Depois do funeral, Émilie, Bruno, Antoine, Lucien, Anne e Khadija se encontram na casa de Blagnac onde tomam o café da manhã ao ar livre. Durante a conversa, Anne pergunta aos outros qual a estação favorita de cada um, já que ela não possui nenhuma. Quando da partida de Antoine, Émilie recita um poema que ela aprendeu como uma canção, quando era criança. Ela costumava cantá-la no Colégio enquanto esperava as férias escolares, ocasião em que se encontrava com o irmão.

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Comentários

Realizado pelo cineasta francês André Téchiné, “Minha Estação Preferida” é um ótimo filme dos anos 1990. Sua trama é, na verdade, uma apaixonante reflexão sobre a família, a responsabilidade e a perda. Na direção, Téchiné nos mostra, mais uma vez, ser ele um dos melhores diretores quando se trata de falar sobre os sentimentos humanos.

No caso em foco, seu trabalho se sobressai ainda mais, graças às excepcionais atuações de Catherine Deneuve, Daniel Auteuil e Marthe Villalonga. No papel da secretária Khadija, a atriz Carmen Chaplin, neta do inesquecível Charles Chaplin, se mostra apagada, provando que talento não é hereditário.

Enfim, “Minha Estação Preferida” é um filme que merece ser visto e revisto.

CAA