Filmes por gênero

A MÁQUINA DO TEMPO (1960)

The time machine
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La machine à explorer le temps (França)
L'uomo che visse nel futuro (Itália)
El tiempo en sus manos (Espanha)
La máquina del tiempo (México, Uruguai)
Die Zeitmaschine (Austria, Alemanha)
Tidmaskinen (Suécia)
Rædselsrejsen (Dinamarca)
Машина времени (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Aventura, Ficção Científica
Direção: George Pal
Roteiro: David Duncan
Produção: George Pal
Música Original: Russell Garcia
Direção Musical: Russell Garcia
Fotografia: Paul Vogel
Edição: George Tomasini
Direção de Arte: George W. Davis, William Ferrari
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Van Allen James, Franklin Milton
Efeitos Especiais: Gene Warren, Tim Baar
Efeitos Visuais: Gene Warren, Tim Baar
Nota: 8.1
Filme Assistido em: 1962

Elenco

Rod Taylor George (H. G. Wells)
Alan Young David Filby / James Filby
Yvette Mimieux Weena
Sebastian Cabot Dr. Philip Hillyer
Tom Helmore Anthony Bridewell
Whit Bissell Walter Kemp
Doris Lloyd Sra. Watchett
Bob Barran .
Paul Frees .
Josephine Powell .
James Skelly .

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhores Efeitos Especiais (Gene Warren, Tim Baar )

Indicações

Prêmios Hugo

Hugo de Melhor Apresentação Dramática (George Pal, David Duncan)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em atenção a um convite emitido alguns dias antes, cinco cavalheiros se encontram na residência de Londres de seu amigo comum, o cientista George, que, chegando tarde e desgrenhado, conta os últimos cinco dias, começando com a reunião do grupo de 31 de dezembro de 1899: George explica que trabalha há dois anos para provar a possibilidade de movimento dentro da quarta dimensão, o tempo, criando uma máquina para levar o homem para o futuro ou para o passado.

Quando ele revela uma versão em miniatura da máquina, ele a faz desaparecer "no futuro", com o acionamento de uma alavanca, insistindo que ele também viajará para o futuro, ocasião em que seus amigos sugerem que ele contribua para o esforço de guerra, em vez de se interessar por truques baratos. Quando seus amigos se preparam para ir embora, um deles, David Filby, lhe pergunta por que ele está preocupado com o tempo. George responde que se acha desencorajado com o comportamento humano e com a proliferação de armas e pede que ele e os demais retornem no dia 5 de janeiro para um jantar.

Voltando ao seu laboratório sozinho, George se acomoda em uma versão, em tamanho real, de sua máquina do tempo, e ao empurrar uma alavanca para frente, um painel começa a exibir seu movimento no tempo. Num primeiro avanço, em apenas algumas horas, ele pode ver as flores florescerem e morrerem em segundos. Avançando no tempo, ele observa o manequim em uma vitrine, mudando os estilos de forma drástica a cada ano que passa. Quando as janelas de sua casa de repente se tornam entabuadas, ele para a máquina em 1917 e, na calçada, encontra um homem parecido com David.

Depois que o homem, James Filby, explica que ele deve estar confundindo-o com seu pai David, que morreu na guerra, George pergunta sobre o "inventor" que morava na casa. James informa que depois que o inventor desapareceu, David, como executor do imóvel, recusou-se a liquidá-lo, certo de que o proprietário voltaria um dia. Ao retornar para sua casa, George remove as tábuas sobre as janelas do laboratório e avança até 1940, parando sua jornada ao sentir uma grande bomba explodir no bairro. Percebendo que outra guerra está ocorrendo, George continua viajando até 1966.

A máquina do tempo encontra-se, agora, no meio de um parque, enquanto sirenes tocam e todos os cidadãos da cidade, incluindo um James idoso, correm para um abrigo contra bomba atômica. Embora James insista para que ele venha para o abrigo, George permanece em sua máquina e, de repente, quando uma explosão atômica destrói a cidade e a lava derretida atravessa as ruas, ele se apressa em se afastar. Envolvido na lava endurecida, George viaja através de séculos de escuridão até que ela se desgasta, revelando uma paisagem exuberante no ano de 802.701.

Encontrando-se fora da grande porta de um templo, George assume que, se o homem ainda existe, conquistou os elementos. Através do barulho dos seres humanos, ele caminha até um rio onde várias dezenas de homens e mulheres loiros, dóceis e conhecidos como Elois, descansam tranquilamente ao sol. Quando os outros não conseguem ajudar uma mulher que se afoga, George corre para salvá-la, observando que ninguém reconhece seu sacrifício, nem mesmo a vítima, Weena.

Durante um jantar, George questiona a apatia do grupo. Na ocasião, um pequeno Eloi observa que eles não valorizam a vida, nem leem, escrevem ou possuem leis governamentais. Ao descobrir que os últimos livros humanos viraram pó, George os repreende por desrespeitarem os sacrifícios das antigas gerações.

Ao se preparar para retornar ao templo, onde deixara sua máquina, ele é avisado por Weena que a mesma fora arrastada para trás da porta de metal, pelos Moorlocks, que residem em cavernas e fornecem comida e roupa para os Elois. Na ocasião, George pede desculpas por tê-los repreendido e expressa sua esperança de que possa despertar o espírito de auto-sacrifício e de investigação científica dos Elois.

Mais tarde, quando ouvem o som das máquinas dos Moorlocks, Weena explica que o Eloi conhece a vida subterrânea através dos anéis, que, quando girados, recitam uma breve história da Terra. George logo descobre como a raça humana se dividiu em Moorlocks e Elois, estes escravizados pelos primeiros. No dia seguinte, quando as sirenes tocam, todos os Elois, num estado de transe, se dirigem à porta metálica, que abre e leva várias dúzias de homens e mulheres, inclusive Weena.

George, então, corre para um poço de concreto, onde ele e vários Elois descem nas cavernas, cobertas de restos humanos, evidência do canibalismo dos Moorlocks. Ao encontrar um Eloi sendo pastoreado como gado, George tenta ultrapassar vários Moorlocks empunhando sua tocha. Ao se iniciar uma briga, diversos Elois, seguindo o exemplo de George, usam seus punhos para lutarem contra os Moorlocks.

Ao liberarem o Eloi capturado, George e o grupo conseguem sair com dificuldade e, em seguida, jogam suas tochas ardentes e madeira seca no poço, causando uma forte explosão e a morte dos Moorlocks. Logo depois, reunido com os Elois, George os incentiva a aprenderem a trabalhar por si mesmos. Por outro lado, apesar de lamentar que se sinta preso em seu mundo, ele revela à Weena que ela é seu único amor. De repente, a porta do templo se abre e os últimos Moorlocks atacam George, que se agacha em sua máquina do tempo e, puxando para trás a alavanca, retorna ao longo dos séculos até 5 de janeiro de 1900.

De volta à sua casa de Londres, George mostra aos amigos uma flor exótica de Weena, como prova de suas viagens, mas eles não acreditam em sua história e vão embora. No entanto, preocupado com a saúde de George, David retorna à casa em poucos minutos e, ao chegar ao laboratório, verifica que ele e a máquina desapareceram. Quando a governanta, a Sra. Watchett, pergunta-lhe se George pode retornar algum dia, David lembra-lhe que ele “dispõe de todo o tempo do mundo”.

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Comentários

Realizado pelo cineasta George Pal, a partir de um roteiro escrito por David Duncan, “A Máquina do Tempo” é um filme norte-americano produzido pelas empresas Galaxy Films Inc. e George Pal Productions  em 1960. Sua trama, baseada num romance de H.G. Wells, é uma bela peça de ficção científica marcada por uma boa dose de ação.

Na direção, George Pal realiza um bom trabalho, no que é ajudado pela ótima fotografia em Metrocolor, assinada por Paul Vogel. Os efeitos especiais, item contemplado com o Oscar do ano, são impressionantes, principalmente nas cenas que mostram a destruição de Londres com a lava tomando conta da cidade.

No elenco, os maiores destaques são Rod Taylor e Yvette Mimieux, seguidos pela boa atuação de Alan Young.

CAA