Filmes por gênero

LOLITA (1962)

Lolita
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Λολίτα (Grécia)
Stanley Kubrick's Lolita (Austrália)
Лолита (União Soviética, Bulgária)
Pais: Reino Unido, Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Vladimir Nabokov
Produção: James B. Harris
Música Original: Nelson Riddle
Fotografia: Oswald Morris
Edição: Anthony Harvey
Direção de Arte: William C. Andrews
Guarda-Roupa: Elsa Fennell, Gene Coffin
Maquiagem: George Partleton
Efeitos Sonoros: H.L. Bird, Len Shilton, Winston Ryder
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1963

Elenco

James Mason Prof. Humbert Humbert / Narrador
Shelley Winters Charlotte Haze
Sue Lyon Lolita
Peter Sellers Clare Quilty
Gary Cockrell Richard T. Schiller
Jerry Stovin John Farlow
Diana Decker Jean Farlow
Lois Maxwell Enfermeira Mary Lore
Cec Linder Dr. Keegee
Bill Greene George Swine
Shirley Douglas Sra. Starch
Marianne Stone Vivian Darkbloom
Marion Mathie Srta. Lebone
James Dyrenforth Frederick Beale Sr.
Maxine Holden Srta. Fromkiss
John Harrison Tom
Colin Maitland Charlie Sedgewick
Roland Brand Bill Crest
Susanne Gibbs Mona Farlow
Eric Lane Roy
Isabelle Lucas Louise
Robert C. Overton Kenny Oberton
Roberta Shore Lorna
Jean Collins Adolescente
Jacqueline Harris Adolescente
Jacqueline Poole Adolescente
Ed Bishop Atendente da Ambulância

Prêmios

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Feminina (Sue Lyon)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Adaptado (Vladimir Nabokov)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator Britânico (James Mason)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Stanley Kubrick)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Direção (Stanley Kubrick)

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (James Mason)

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Shelley Winters)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Peter Sellers)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Stanley Kubrick)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Humbert Humbert, um professor universitário britânico de meia idade, entra na mansão do amoral dramaturgo Clare Quilty e o mata. Em seguida, o filme retorna 4 anos no tempo:

Ao chegar recentemente da Inglaterra, Humbert, professor e tradutor de poesia francesa, planeja passar o verão em New Hampshire antes de  assumir um cargo de palestrante em uma faculdade de Ohio. Charlotte Haze, uma viúva sexualmente frustrada, mostra-se ansiosa para lhe alugar um quarto em sua casa, mas sua maneira arrogante quase o afasta, até que ele conhece sua adolescente e precoce filha, Lolita, por quem se apaixona. Assim, para estar perto da jovem, Humbert aceita a oferta de Charlotte e se torna seu inquilino. Mas Charlotte quer todo o tempo do professor para ela e, dias depois, anuncia que vai deixar a filha num acampamento, só para meninas, durante todo o verão.

Quando Charlotte viaja para deixar a filha no tal acampamento, sua empregada entrega uma carta a Humbert, na qual ela confessa seu amor por ele e lhe pede para desocupar o quarto, a não ser que ele sinta o mesmo por ela. No final da carta, ela afirma que se ele ainda estiver em sua casa quando ela voltar, ela saberá que seu amor é correspondido e os dois deverão se casar.

Completamente apaixonado por Lolita, para estar perto dela, ele aceita se casar com Charlotte e passa a anotar seus desejos e impressões em um diário. Na ausência da ninfeta, o taciturno Humbert se torna mais retraído e a arrogante Charlotte mais chorona. Dias mais tarde, ao descobrir o diário do marido, detalhando sua paixão pela filha, e chamando-a de vaca, a detestável mamãe, Charlotte tem uma histérica explosão e, ao correr para fora de casa, é atropelada por um carro, morrendo em seguida.

Preocupado, ele vai até o acampamento para pegar Lolita, que ainda não sabe que sua mãe está morta. Eles passam a noite em um hotel e, na manhã seguinte, os dois iniciam um relacionamento sexual. Em seguida, eles viajam para várias cidades onde, em público, se comportam como pai e filha. Vários dias depois, ele conta para ela que sua mãe não se acha doente em um hospital, como lhe havia dito inicialmente, e sim morta. Enlutada, ela fica com ele.

Voltando à estrada, Humbert percebe que estão sendo seguidos por um misterioso carro. Quando Lolita adoece, ele a leva para um hospital. Entretanto, ao voltar para apanhá-la, ele é surpreendido ao tomar conhecimento de que ela não se encontra mais lá. Na ocasião, uma das enfermeiras lhe conta que ela deixou o hospital em companhia de um homem que ela dizia ser seu tio.

Três anos depois, Humbert recebe uma carta, na qual ela revela que está casada e grávida, pedindo-lhe uma ajuda financeira. Ele viaja até sua casa e lhe pergunta quem a sequestrou, ocasião em que ela afirma que foi Clare Quilty, o homem que estava seguindo eles, um famoso dramaturgo com quem sua mãe teve um caso.

Humbert implora para que ela deixe o marido e volte para ele, mas ela declina. Ele, então, lhe entrega US$13.000, explicando-lhe que tal dinheiro é fruto da venda da casa de sua mãe e, em seguida, segue para a casa do dramaturgo, onde o mata.

O epílogo explica que Humbert morreu de trombose coronariana, enquanto aguardava o julgamento pelo assassinato de Quilty.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Stanley Kubrick, a partir de um roteiro escrito por Vladimir Nabokov, “Lolita” é um filme anglo-americano produzido em 1962. Sua trama, baseada num livro do próprio Nabokov, conta a história de um professor de literatura francesa que, ao procurar um quarto para alugar, se apaixona por uma adolescente, filha da locatária, uma viúva em busca de amor, e termina se casando com a mãe para ficar perto da jovem.

Na direção, Kubrick realiza um excelente trabalho, o que lhe valeu três indicações aos prêmios de melhor diretor do Festival Internacional de Veneza, do Globo de Ouro e do Grêmio dos Diretores da América. Merecem, ainda, ser destacadas sua fotografia, a cargo de Oswald Morris e a bela trilha sonora assinada pelo grande Nelson Riddle.

No elenco, James Mason, Shelley Winters e Sue Lyon, aos 16 anos, brilham em seus respectivos papéis.

CAA