Filmes por gênero

NÃO HÁ CRIME SEM CASTIGO (1954)

Down three dark streets
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Ruas sombrias (Portugal)
L'assassin parmi eux (França, Bélgica)
Squadra investigativa (Itália)
No hay crimen impune (Espanha)
Drei dunkle Straßen (Austria, Alemanha)
I lovens net (Dinamarca)
Inspecteur Ripley slaat toe (Holanda)
Till polisens förfogande (Suécia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Crime
Direção: Arnold Laven
Roteiro: Bernard Schoenfeld, Mildred Gordon, Gordon Gordon
Produção: Arthur Gardner, Jules Levy, Edward Small
Design Produção: Ted Haworth
Música Original: Paul Sawtell
Fotografia: Joseph F. Biroc
Edição: Grant Whytock
Guarda-Roupa: Chuck Keehne
Maquiagem: Gustaf Norin
Efeitos Sonoros: John Kean, Buddy Myers, H. R. Hoffman
Nota: 7.9
Filme Assistido em: 1957

Elenco

Broderick Crawford John Ripley, agente do FBI
Ruth Roman Kate Martell
Martha Hyer Connie Anderson
Marisa Pavan Julie Angelino
Max Showalter Dave Milson
Kenneth Tobey Zack Stewart, agente do FBI
Gene Reynolds Vince Angelino
William Johnstone Frank Pace, Chefe do FBI
Harlan Warde Greg Barker, agente do FBI
Jay Adler Tio Max Charles Martell
Claude Akins Matty Pavelich
Suzanne Alexander Brenda Ralles
Myra Marsh Sra. Downes
Joe Bassett Joe Walpo / Joe Allen
Harry Hayden Vizinho de Brenda Ralles
Alexander Campbell Alex Shurk
Leonard Bremen Grant, detetive da Polícia
Alan Dexter Jake Kuppol, tenente da Polícia
Dede Gainor Vicki Martel
Larry Hudson Randol

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Los Angeles, o agente do FBI Zack Stewart trabalha na elucidação de três casos: um deles, envolvendo o gângster Joe Walpo, acusado de assassinatos, roubos e assaltos a Bancos;  outro, relacionado ao ladrão de carros, Vince Angelino;  e o terceiro, referente a uma tentativa de extorsão que a viúva, Sra. Kate Martell, vem sofrendo, sob pena de ver sua pequena filha, Vicki, assassinada.

Quando Brenda Ralles, testemunha de um dos casos, telefona para o FBI dizendo que precisa falar com Stewart, este não se encontra.  Mais tarde, ao saber do telefonema, o agente vai até a casa dela, em companhia de seu superior, o superintendente John Ripley.  Ao chegarem lá, a jovem acha-se assustada, fato justificado quando, logo a seguir, Stewart é morto por uma arma de fogo.  A morte de Stewart faz com que Ripley assuma pessoalmente os três casos que se achavam com ele.

No dia seguinte, o vizinho de Brenda encontra seu cadáver dentro de um latão de lixo.  Periciada a bala encontrada, o laboratório informa que a mesma foi disparada da mesma Magnum 357 que matara Stewart.

Tentando resolver o 2º caso, Ripley e o agente Greg Barker vão até a casa de Vince Angelino, onde encontram apenas sua mulher, Julie, uma jovem cega.  Esta os recebe bem, mas não possui nenhuma informação que os ajude.

Dias depois, ela é visitada por um homem forte que a espanca por não acreditar ser ela cega.  Usando seus apurados sentidos, principalmente, audição, olfato e tato, Julie consegue descrever, para Ripley, as características do homem que a atacou.  Com base em suas informações, o agente chega a Matty Pavelich, um lutador de boxe ligado a roubos de carros nas rodovias.  Quando Vince é localizado, este, ao saber que Matty espancara sua mulher, decide entregar a quadrilha, sendo presos três elementos da gangue.

Na tentativa de resolver o caso que envolve Joe Walpo, Ripley procura Connie Anderson, sua amante, mas não consegue obter nenhuma informação relevante.  A srta. Anderson passa a ser vigiada permanentemente.  Poucos dias depois, Ripley e Barker voltam a procurá-la, ocasião em que lhe mostram a gravação de uma entrevista de Barbara Carmichael, dada em Denver, na qual ela fala de seu relacionamento com Walpo.  Irritada, ela pede aos agentes que se retirem de sua casa.  A seguir, entra em seu carro e vai ao esconderijo de Walpo tomar satisfações.  Os agentes a seguem e, uma vez lá, dá-se um confronto que termina com a morte do gângster.

Nesses dois primeiros casos, o de Walpo e o de Angelino, o FBI os exclui de qualquer ligação com a morte de Stewart: na ocasião, Walpo encontrava-se em Las Vegas, enquanto Pavelich se achava no Arizona.  Ripley passa a trabalhar com a hipótese de que o homem que está tentando extorquir dinheiro da Sra. Martell é o mesmo que assassinou Stewart.

Aproveitando o aniversário de Vicki, Ripley monta um esquema para monitorar todos os que forem ao evento, entre os quais se encontram: Max Martell, tio do falecido marido de Kate;  Alex Shurk, guarda-livros e seu vizinho;  Dave Milson, que se diz um antigo amigo do falecido e que vem freqüentando a casa da viúva.  Assim, todas as conversas são cuidadosamente gravadas, para serem confrontadas com os telefonemas recebidos por Kate, bem como, impressões digitais são retiradas dos copos utilizados pelos convidados.

No dia seguinte, Kate recebe um novo telefonema do criminoso, dando-lhe instruções sobre como  agir para entregar os US$ 10 mil exigidos, ressaltando que, se deseja que sua filha continue viva, que desta vez deixe o FBI de fora.  Com receio de que algum mal seja feito à Vicki, ela segue à risca as instruções recebidas.

Nesse ínterim, dois fatos ocorrem:  os especialistas do FBI chegam à conclusão de que a voz e as digitais são de Dave Milson, que já havia cometido crimes de extorsão semelhantes em Cleveland e Filadélfia, respectivamente com os nomes falsos de Thomas Gibson e Joe Connors;  o segundo fato é que o Banco avisa Ripley sobre o saque dos US$ 10 mil feito pela Sra. Martell, o que leva o agente a mobilizar toda sua equipe na caça ao criminoso.

Na casa de Kate, sua empregada informa Ripley sobre o destino da patroa.  Assim, todos rumam para o conhecido monte, onde se acha instalado o gigante painel com o nome "HOLLYWOOD".  As instruções de Milson foram para que Kate deixasse a maleta com o dinheiro debaixo da letra "W".  A poucos metros do local determinado, Kate tropeça, a maleta abre-se e algumas notas começam a ser levadas pelo vento.  Milson sai do local em que se achava escondido a fim de evitar que novas notas se percam.  Ripley e sua equipe chegam ao local e prendem o criminoso.

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Comentários

"Não Há Crime Sem Castigo" é um ótimo filme policial.  Realizado pelo cineasta Arnold Laven, o filme narra o trabalho de um superintendente do FBI, a partir do momento em que um de seus agentes é assassinado quando tentava elucidar três crimes cometidos na região de Los Angeles.

Partindo de um roteiro bem estruturado, Laven executa um bom trabalho, ao manter um bom ritmo ao longo de todo o filme, além de boas doses de suspense.  A fotografia de Joseph F. Biroc é um de seus pontos altos e, no elenco, as melhores atuações são as de Broderick Crawford, Ruth Roman e Marisa Pavan.

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