Filmes por gênero

UM INGLÊS EM NOVA YORK (2009)

An Englishman in New York
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Un inglés en Nueva York (Argentina)
Pais: Reino Unido
Gênero: Drama
Direção: Richard Laxton
Roteiro: Brian Fillis
Produção: Amanda Jenks
Design Produção: Beth Mickle
Música Original: Paul Englishby
Fotografia: Yaron Orbach
Edição: Peter Oliver, William Chetwynd
Direção de Arte: Michael Ahern
Figurino: Joey Attawia
Guarda-Roupa: Shelby Saboy, Aneikit Bonnel, Graham Meetho
Maquiagem: Cyndie Boehm, Anita Gibson, Jeni Zaharian
Efeitos Sonoros: Tim Elder, Antony Bayman, Rowena Wilkinson e outros
Efeitos Visuais: Chris Mortimer, Earle Stuart Callender, Simon Rowe
Nota: 7.7
Filme Assistido em: 2011

Elenco

John Hurt Quentin Crisp
Denis O'Hare Phillip Steele
Jonathan Tucker Patrick Angus
Cynthia Nixon Penny Arcade
Swoosie Kurtz Connie Clausen
Jeff Applegate Jornalista
Silver Bramham Orlando
Peter Simon Hilton Agente londrino de Quentin
Ted Koch Oficial da Imigração dos EUA
Peter Reardon Proprietário da Galeria de Arte
Richard Joseph Paul Larry Speakes
Monika Baskiewicz Secretária de Phillip Steele
Justin Doescher Negociante de Arte
Kevin Cannon Cameraman da Casa Branca
Clover Honey Drag Queen
Gregg Payne Tom
Douglas Schneider Reporter
Bobby Guarino Cozinheiro
Alex C. Ferrill Membro da Audiência
Amy Gaipa Membro da Audiência
Twinkle Burke Membro da Audiência
David Douglas Membro da Audiência
Les Shenkel Membro da Audiência

Prêmios

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Especial Teddy (John Hurt)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator (John Hurt)

Prêmio de Melhor Figurino

Prêmio de Melhor Design de Produção

Sinopse

Quentin Crisp é um escritor inglês homossexual que, após a televisão britânica produzir o filme biográfico, "The Naked Civil Servant", baseado em seu livro de memórias, torna-se uma celebridade. Pouco depois, ele é convidado a ir à Nova York por um mês, a fim de dar palestras e aparecer na televisão local para falar sobre sua vida, sobre o segredo da felicidade.

Ao chegar à Big Apple no início de 1980, ele se apaixona profundamente pelo ambiente mais permissivo da cidade, que lhe parece oferecer tudo o que sempre sonhou. Com a ajuda da agente Connie Clausen, ele consegue um visto de residência permanente para estrangeiros. Através dela, Crisp consegue ainda trabalhar como crítico de cinema para a revista "Native", onde Phillip Steele é seu gerente. Os dois tornam-se grandes amigos. Embora Steele seja igualmente homossexual, a amizade entre os dois não envolve a menor aproximação nessa área.

Durante uma sessão de perguntas e respostas, ao fazer uma piada sobre a então explosão da epidemia de AIDS, Crisp teimosamente se recusa a pedir desculpas por seu ato. A controvérsia o afasta de grande parte da comunidade gay. Steele o avisa que deve se preparar para tempos mais duros. Em seguida, ao procurar Connie Clausen, esta lhe pede para que se retrate publicamente, mas ele se nega a fazê-lo, alegando que poderia até se explicar sobre o que havia dito, mas a agente lhe responde que não se publicam explicações e, sim, retratações. Connie finalmente decide que as falas em público e os shows na televisão devem ser suspensos, por algum tempo, sob pena de Crisp se afundar ainda mais.

Ao se encontrar em um restaurante, ele vê quando um jovem pintor, Patrick Angus, se aproxima e lhe pede para sentar-se em sua mesa. O pintor lhe diz que sempre esteve presente em seus programas de perguntas e respostas, que adora a maneira como ele pensa, bem como, as questões que ele levanta. Depois que Crisp agradece os elogios do rapaz, este o convida para conhecer seus trabalhos. O escritor vai, então, à casa de Patrick, onde depois de olhar suas pinturas, as elogia, além de dizer que as mesmas possuem uma honesta qualidade despretensiosa. Os dois tornam-se grandes amigos, além de Crisp aceitar o convite para posar para o próximo trabalho do artista.

Pouco tempo depois, Crisp encontra uma Galeria de Arte que se propõe a avaliar as pinturas de Patrick para uma eventual compra. O resultado é desapontador na medida em que o perito afirma as mesmas não atendem ao que o mercado busca no momento, além de achá-las bem obscenas. Patrick sai desolado, mas Crisp não desiste e procura Steele, que gosta da idéia e concorda em publicar fotos de alguns dos trabalhos na revista “Christopher Street”.

Ao vê-los na revista, o Sr. Hockney compra dois deles. Essa é a permissão que os homossexuais endinheirados, através do mundo, estavam esperando. O jovem artista viveu só o tempo suficiente para ver o seu trabalho reconhecido. Ele morreu de complicações associadas à AIDS.

O cancelamento de seu programa de perguntas e respostas, associado à perda de seu grande amigo e à sua idade avançada, faz com que Crisp acredite que sua vida basicamente chegou ao fim. Entretanto, certo dia ele recebe a visita de Penny Arcade, uma jovem que o convida para que os dois trabalhem juntos. A exemplo da época da televisão, ele responderia a perguntas que ela lhe formulasse durante sua atuação no palco. Ao aceitar o trabalho proposto, sua popularidade volta a crescer e ele passa a receber dezenas de convites para festas, exposições e estréias de filmes.

Algum tempo depois, com a saúde precária, Crisp recusa uma proposta para fazer uma turnê de palestras na Inglaterra, mas aceita participar de um último show de perguntas e respostas em um clube gay de Tampa, na Flórida. Steele o acompanha em sua viagem à Flórida, onde terminada sua apresentação, Crisp é fortemente ovacionado, uma verdadeira consagração.

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Comentários

“Um Inglês em Nova York” é um ótimo filme sobre os últimos anos de Quentin Crisp, um escritor inglês homossexual. Escrito pelo roteirista Brian Fillis e realizado pelo cineasta Richard Laxton, sua trama gira basicamente em torno do período em que esse ícone da homossexualidade, na década de 1970, viveu em Nova York. Sem dúvida alguma, trata-se de um dos raros filmes que conseguem passar uma mensagem honesta e relevante para a sociedade de nossos dias. Quentin Crisp representa a tolerância para com a individualidade e o direito de sermos quem queremos ser, sem medo de exclusão.

Os diálogos de Crisp, muito bem escritos, podem muitas vezes até soar como epigramáticos, por sua forma incisiva e mordaz. Outro ponto interessante que se observa no filme é o fato do mundo heterossexual respeitá-lo como uma pessoa excêntrica e abertamente homossexual, ao contrário da comunidade gay que o acha fora dos critérios rigorosos do que consideram ser um homossexual.

No elenco, o desempenho de John Hurt, no papel de Quentin Crisp, é simplesmente fenomenal, vigoroso, mas não exagerado. De longe, é o maior destaque do filme. Entre os atores coadjuvantes, Denis O'Hare, Jonathan Tucker e Cynthia Nixon se apresentam bem em seus respectivos papéis.

CAA